Curso de Projeto e Instalação de Geradores Solares Fotovoltaicos para Conexão à Rede

Seguindo a tradição, a Solenerg Engenharia realiza nos próximos dias 23, 24 e 25 a 42ª turma do seu Curso de Projeto e Instalação de Geradores Solares Fotovoltaicos. Ministrado em Belo Horizonte, neste mês teremos participantes de várias partes do país.

Essa variedade de origens turbina o conjunto, e promete riqueza de conhecimentos e um aproveitamento amplo para cada um dos participantes. O compartilhamento de experiências profissionais e de mercados diferentes agrega, em muito, na qualidade e nos resultados do curso. As turmas são pequenas, e nossa intenção é sempre fazer com que cada um, a seu modo, saia de sala preparado para passos largos no mundo da energia elétrica fotovoltaica.

E, também, demonstra a reputação e a qualidade dos cursos ministrados pela Solenerg, em parceria com a empresa mineira Loja Elétrica, fornecedora de materiais, também uma das melhores do país.

Objetivo

O objetivo do curso é apresentar as tecnologias utilizadas nesta forma de captação da energia solar, permitindo aos participantes conhecerem características básicas da tecnologia, dos geradores e do mercado, parâmetros de avaliação, dimensionamento e instalação, propiciando a capacitação básica para projeto e instalação de micro geradores para conexão à rede.

O Curso de Projeto e Instalação de geradores solares fotovoltaicos da Solenerg é interativo e dinâmico, inclui apresentação das tecnologias utilizadas na área, de técnicas de projeto (dimensionamento e elaboração de projetos conceituais, memoriais descritivos e diagramas) e instalação de micro geradores fotovoltaicos, tanto autônomos quanto conectados à rede, dos procedimentos para solicitar conexão à rede da Cemig e práticas de dimensionamento, de instalação de painel em telhado, de montagem de uma caixa de proteção e visita técnica a um gerador conectado à rede em operação.

São 20 horas/aula, divididas em 3 dias de curso, geralmente quinta, sexta e sábado até o meio dia. O aproveitamento é excelente, e o nível de satisfação é bastante alto. O custo é de R$1.300,00. São poucas vagas a cada turma mensal, em torno de 20 alunos.

Normalmente ministrado em Belo Horizonte, no CCT-Centro de Capacitação Técnica da Loja Elétrica, uma das melhores fornecedoras de materiais do ramo. É o curso de capacitação básica mais completo oferecido hoje no Brasil, ministrado por profissionais da área fotovoltaica, com experiência técnica e prática no dia-a-dia do mercado atual.

Brochura do curso – clique aqui

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Esclarecimentos adicionais – consulte-nos

Organização:
Solenerg Engenharia Ltda
CNPJ: 02 128 550 0001-16
e-mail: cursos@solenerg.com.br
www.solenerg.com.br

Apoio:

 


Energia Solar Fotovoltaica: 5 informações para você dominar o assunto

A energia solar fotovoltaica, assim como todas as outras tecnologias, possui conceitos, termos e nomenclaturas específicos, com os quais devemos estar familiarizados para sabermos como ela funciona e assim poder aproveitar de todos os seus benefícios.

Neste guia, criado pelo instrutor técnico dos cursos de elétrica da Blue Sol, Lucas Santana, inserimos todas as informações que o primeiro viajante nessa área precisa saber sobre a tecnologia da energia solar fotovoltaica, além da normas e órgãos que regem o setor solar no Brasil. Leia e aproveite esta pílula de conhecimento!

1 – O efeito fotovoltaico

O Sol, fonte de luz e calor, é a fonte primária que possibilita a geração da energia solar fotovoltaica através da conversão fotovoltaica. Em linhas gerais, o efeito fotovoltaico acontece quando as partículas de luz do sol, chamadas de fótons, incidem na superfície do módulo fotovoltaico.

As células fotovoltaicas que compõem o módulo são, em grande parte, compostas por moléculas de Silício (Si). Essas moléculas, quando atingidas pela luz solar, são excitadas de tal forma que os elétrons presentes nos átomos de Silício se tornam altamente energizados e se movimentam da superfície superior do módulo (que recebe a radiação), para a superfície inferior (que recebe uma película branca de proteção).

Esse movimento libera uma corrente elétrica contínua que é captada pelos filamentos condutores do módulo fotovoltaico. Essa corrente é então enviada para o inversor interativo, aparelho que transforma essa energia de corrente contínua (CC) para corrente alternada (CA), que é o tipo utilizado em nossas residências ou empresas.

Os inversores também são responsáveis por garantir a segurança do sistema fotovoltaico e gerar dados da geração de energia para o monitoramento do desempenho do sistema. A energia gerada que não é consumida no momento, dependendo do tipo de sistema, On-Grid ou Off-Grid, poderá então ter destinos diferentes. Sendo injetada na rede elétrica (no caso dos sistemas On-Grid) ou armazenada em um banco de baterias (para os sistemas Off-Grid).

Energia Solar: Composição do módulo fotovoltaico
Composição do Painel Fotovoltaico

2 – Sistemas de Energia Solar Fotovoltaica Off-grid e On-grid

Off-Grid – Sistemas Isolados

Sistemas fotovoltaicos off-grid ou, traduzido livremente para o português, ‘desligado da rede’, são aqueles que operam sem qualquer conexão à rede de distribuição de energia elétrica da concessionária local.

Nesses sistemas, os módulos fotovoltaicos captam a radiação solar e a transformam em energia elétrica contínua. A partir daí essa corrente é então transferida para o inversor autônomo, que a transforma em corrente alternada e a utiliza para alimentar os equipamentos elétricos da residência.

A energia que não for consumida no momento, é então transferida para o controlador de carga, aparelho que distribui, da melhor forma possível, a energia para o banco de baterias estacionárias – que são semelhantes as baterias automotivas – porém com maior capacidade de descarga. Por serem sistemas isolados de energia solar, não necessitam de quaisquer autorizações das concessionárias de energia elétrica para operarem.

On-Grid – Grid Tie ou Sistema Conectado à Rede

Já os sistemas fotovoltaicos on-grid, ou ‘ligado à rede’, são aqueles que operam conjuntamente à rede de energia elétrica. A principal distinção desses sistemas é a troca de energia realizada entre eles e a rede elétrica, propiciando abatimentos na fatura de energia elétrica do consumidor.

Nesses sistemas, os módulos fotovoltaicos captam a luz do sol, transformando-a em corrente elétrica contínua, que é então transferida para o inversor Grid-Tie. Este a transforma em corrente alternada e envia para o quadro de luz, onde ela será usada para alimentar os equipamentos elétricos conectados, como o ar condicionado, por exemplo.

A energia gerada e não consumida, é injetada na rede elétrica e emprestada gratuitamente para a distribuidora, voltando para o consumidor na forma de créditos energéticos, os quais são usados para abatimento da conta de luz referente ao que foi consumido da rede.

Resumidamente temos que os sistemas de energia solar on-grid (conectados à rede) não precisam de baterias; e os sistemas de energia solar isolados, off-grid, precisam de baterias para armazenar a energia gerada.

3 – Órgãos e Normas regulamentadoras do setor

Resolução Normativa Nº482

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), através da sua Resolução Normativa nº 482, estabeleceu em 17 de abril de 2012 as condições gerais para o acesso de micro e mini geradores de energia elétrica de forma distribuída, os quais representam para o setor de energia solar fotovoltaica, os sistemas fotovoltaicos instalados nos telhados das residências e empresas.

Dessa forma, todo consumidor ativamente cadastrado no Ministério da Fazenda por um CPF (Cadastro de Pessoa Física) ou um CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) tem concessão para conectar um sistema gerador de energia elétrica próprio, oriundo de fontes renováveis (energia solar fotovoltaica, hidráulica, eólica, biomassa ou cogeração qualificada), paralelamente às redes de distribuição das concessionárias.

Sistema de compensação de energia elétrica

Ao regulamentar o processo de injeção e consumo de energia na rede elétrica, foi criado através dessa resolução o sistema de compensação de energia elétrica.

Nesse sistema, a energia ativa, em Watts, injetada na rede por uma unidade consumidora (qualquer estabelecimento conectado à rede e que consome energia elétrica) com geração distribuída própria, é emprestada gratuitamente à distribuidora local e posteriormente compensada sobre o consumo de energia elétrica ativa, em Watts, dessa mesma unidade consumidora geradora ou de outra unidade consumidora (por exemplo um sítio, fazenda ou casa de praia) ambas com o mesmo titular em CPF ou CNPJ.

Cabe ao consumidor definir a ordem de compensação das unidades consumidoras, excluindo-se a unidade consumidora geradora, que deve necessariamente, ser a primeira a ter seu consumo compensado. Por exemplo, se um consumidor instalar um sistema gerador em seu sítio, a energia produzida injetada na rede é transformada em créditos energéticos.

Após utilizá-lo para abater do que foi consumido no sítio, o consumidor poderá utilizar o saldo restante para abater do consumo de sua casa na cidade, porém lembrando que ambas propriedades precisam ser do mesmo CPF ou CNPJ e estar na área de concessão da mesma distribuidora.

Economia de 95% na conta de luz

Ainda, segundo a Resolução Normativa nº 482, para o faturamento dessa energia, fica definido que, para consumidores do grupo A (de alta tensão), deve ser cobrado, no mínimo, o valor referente à demanda contratada.

Já para consumidores do grupo B (de baixa tensão), deve ser cobrado o custo de disponibilidade de acesso à rede, pois existe a possibilidade da geração suprir completamente o consumo ativo de energia elétrica, não havendo faturamento excedente a ser cobrado.

De modo simplificado, isso significa que, embora o seu sistema possa gerar 100% da energia que você consome em sua residência ou empresa, a sua conta de luz nunca irá zerar por completo.

Isso porque a distribuidora continuará cobrando a taxa mínima, a qual nada mais é do que o valor cobrado para manter disponível o acesso à sua rede, além dos custos com manutenção e reparos na rede. Essa taxa mínima varia de acordo com a distribuidora.

Resolução Normativa Nº687

Afim de aprimorar a disseminação da energia solar fotovoltaica, a resolução passou por uma revisão em 24 de novembro de 2015 através da Resolução Normativa Nº 687 .

energia solar: sistema fotovoltaico residencial
Representação gráfica de um sistema de energia solar fotovoltaica residencial On-Grid.

Nessa nova resolução, destacam-se a criação das seguintes modalidades:

– Empreendimento com múltiplas unidades consumidoras

Os condomínios verticais e/ou horizontais, situados em mesma área ou áreas muito próximas, podem instalar um sistema gerador em sua área comum, desde que esta e as unidades consumidoras sejam energeticamente independentes entre si.

Assim, divide-se os créditos energéticos gerados entre a área comum e os condôminos participantes, sob responsabilidade do condomínio, da administração ou do proprietário do local.

– Geração compartilhada

Consumidores de CPF ou CNPJ distintos podem, desde que abastecidos pela mesma concessionária distribuidora, se associarem por meio de cooperativa ou consórcio, respectivamente, e compartilharem os créditos energéticos gerados por unidade de micro ou mini geração instalada em local diferente das unidades consumidoras compensatórias.

– Autoconsumo remoto

Consumidor pessoa física que possuir unidades consumidoras de mesma titularidade, assim como consumidor pessoa jurídica, incluídas matriz e filial, que possuam unidade consumidora com micro ou minigeração distribuída em local diferente, podem compartilhar os créditos energéticos entre essas unidades, desde que atendidas pela mesma concessionária distribuidora.

4 – Isenção de impostos

Para os consumidores que têm um sistema de micro ou minigeração distribuída de energia elétrica, existe a isenção de impostos sobre a energia elétrica injetada pelo sistema na rede da distribuidora, ou seja, essa é uma grande vantagem para quem produz sua própria energia.

Ou seja, toda a energia que o sistema solar fotovoltaico gera e que não é consumida instantaneamente, vai para a rede de distribuição. Essa energia então é devolvida ao consumidor no final do mês sem a cobrança de alguns impostos.

PIS e COFINS

A nível federal, concede-se a isenção total da alíquota de PIS (Programa de Integração Social) ou PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) e de COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), como anunciado em publicação do Diário Oficial da União, em 7 de outubro de 2015, seção I, artigo 8º.

ICMS

Além disso, os consumidores de 20 estados mais o Distrito Federal são beneficiados com a isenção da alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para a energia elétrica que é injetada na rede pública de distribuição através de um sistema de geração distribuída. Esse benefício é garantido pelo CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária) juntamente com a ANEEL, através do convênio 16 do ICMS.

Desde 22 de abril de 2015 esse convênio já passou por diversas atualizações por conta da constante adesão de mais estados, que até então são: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, São Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.

Vale ressaltar que esses benefícios não precisam ser solicitados às concessionárias de energia elétrica ou a qualquer outro órgão governamental.

Uma vez que o sistema de energia solar fotovoltaico é instalado e devidamente regularizado, as isenções já passam a ser concedidas automaticamente.

energia solar: relégio de luz
Energia Solar Fotovoltaica – Injeção de energia gerada na Rede

5 – Durabilidade de um Sistema de Energia Solar

Assim como todo produto, o sistema de energia solar fotovoltaica também precisa de cuidados para que tenha sua vida útil prolongada. Por ser composto de vários componentes, desde módulos fotovoltaicos a até disjuntores e cabos elétricos, tem-se uma variedade grande dos períodos de vida útil do conjunto.

Por exemplo, os cabos elétricos, se mantidos em boas condições, são capazes de conduzir a energia elétrica por até 30 anos, sem grandes perdas de eficiência. O mesmo acontece com os módulos fotovoltaicos, que em 20 a 25 anos ainda possuem 80% da sua capacidade inicial de geração.

Os inversores são os equipamentos que sofrem maior desgaste, pois são os responsáveis por converter a energia elétrica, como já mencionado. Além disso, eles também são responsáveis por garantir a eficiência e melhores rendimentos ao sistema fotovoltaico.

Por esse motivo, possuem vida útil média estimada de 15 anos. Os demais dispositivos, como disjuntores, fusíveis e conectores, são substituídos apenas quando necessário em caso de rompimento.

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Fotovoltaica. A energia que cresce

por Lucila Cano

Enquanto canetadas nunca antes imaginadas desfazem importantes acordos pró-preservação do meio ambiente nos Estados Unidos, é muito bom saber que em outras partes do mundo a conscientização ambiental cresce de modo consistente.

A agência Ambiente Energia, que regularmente me envia boletins sobre as atividades de geração de energias limpas e renováveis no país e no exterior, divulgou uma nota animadora sobre relatório da petroleira britânica BP. Segundo o estudo, relativo a 2015, a energia solar é a fonte que cresce mais rápido no cenário mundial.

Naquele ano, o número de painéis solares gerou um terço a mais de eletricidade do que no ano anterior. A China, quem diria, superou os Estados Unidos e a Alemanha, posicionando-se como o maior gerador de energia solar. Em dez anos, a produção de energia solar aumentou mais de 60 vezes.

No Brasil, o boletim registra que nos últimos dois anos a energia solar cresceu cerca de 70%. Os principais motivos para tal arrancada decorrem da redução de mais de 70% no preço da energia solar nos últimos dez anos em comparação com o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica em 2015.

Diante desses percentuais, a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar) prevê que a participação da energia solar na matriz energética vai passar de 0,02% em 2015 para mais de 10% em 2030.

Telhados solares

No Brasil, os telhados solares poderiam superar com folga a geração total de eletricidade, segundo a Absolar. A associação se pauta em estudo do Greenpeace sobre microgeração energética, que revela que 72% dos pesquisados de todas as classes sociais comprariam um equipamento de energia solar fotovoltaica se houvesse linhas de crédito com juros baixos.

Ainda de acordo com informação do boletim Ambiente Energia, atualmente há cerca de seis mil sistemas fotovoltaicos instalados nas residências, os quais geram cerca de 70 MW (megawatts). Essa capacidade instalada de energia é suficiente para iluminar 30 mil casas por ano, em média.

Para Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Absolar, “o Brasil deve criar até 60 mil empregos diretos e mais 100 mil indiretos com energia solar fotovoltaica até 2020, considerando-se o mercado de leilões de energia solar e o de geração distribuída, onde se insere o segmento residencial”.

Para quem não é do ramo, vamos e venhamos, tal perspectiva de geração de empregos é bastante animadora. Por si só, trata-se também de um importante sinal de alerta para a formação de técnicos para a área de geração de energias renováveis.

25 anos

Por fim, cabe registrar um estudo da Bloomberg New Energy Finance sobre o futuro das energias renováveis, igualmente divulgado pela agência Ambiente Energia. Diz o documento que dentro de 25 anos a presença das fontes eólica e solar na matriz energética nacional superará a das fontes hidrelétricas.

O estudo considera que fatores naturais são uma das principais causas para a diminuição das hidrelétricas. Atualmente, as regiões onde ainda é possível se expandir a hidroeletricidade são de difícil acesso e implicam custos maiores de transmissão. Além disso, a crise no setor energético nos últimos anos, agravada pela seca de 2014 e 2015, tornou urgente a diversificação da matriz energética.

Desse modo, de acordo com o já mencionado relatório, em duas décadas as energias renováveis ultrapassarão fontes fósseis como o carvão e o gás natural na geração de energia, proporcionando condições para que possamos viver em um novo tempo, o da geração de energia mais limpa e de menor impacto ambiental.

Até lá, o que será dos Estados Unidos da América, o país no qual o mundo ocidental sempre se espelhou e que, hoje, desafia os princípios da sustentabilidade arduamente conquistados pelos guardiões do planeta? Quem viver verá!

reprodução de informação publica relevante da fonte Portal UOL-COLUNAS. Clique no nome para conhecer!


Villa-Lobos é o primeiro parque do Brasil abastecido por energia solar

Na capital Paulista – Sistema tem capacidade de produção anual de 665 megawatts-hora (MWh) e atende estacionamento, lanchonete e área de esportes do parque

Placas de energia fotovoltaica que abastecem o Parque Villa-Lobos

Placas de energia fotovoltaica que abastecem o Parque Villa-Lobos

Uma combinação de economia de energia e preservação do meio ambiente. Este é o resultado do novo projeto instalado nos Parques Villa-Lobos e Cândido Portinari, ambos na zona oeste da capital.

Liderado pela Cesp – Companhia Energética de São Paulo, o projeto consumiu R$ 13 milhões na construção de uma microcentral de nove quilowatts-pico (kWp) e na instalação de 40 postes que geram a própria luz no Villa-Lobos, além da cobertura de 264 vagas para veículos com mais de 3 mil placas de captação de energia solar no estacionamento do Parque Cândido Portinari. É o maior projeto de mini geração solar distribuída em um parque do Brasil.

O sistema tem capacidade de produção anual de 665 megawatts-hora (MWh) e foi dimensionado para atender a demanda do estacionamento, lanchonete e área de esportes do parque.

A energia gerada pelas plantas fotovoltaicas atenderá todo o consumo dos dois parques tornando-os autossustentáveis e gerará um excedente que será cedido à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo para uso em suas instalações.

O projeto conta com a participação das empresas RTB Energias Renováveis, AES Eletropaulo, além do apoio das Secretarias de Energia e Mineração e do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Mesmo autossuficiente o parque continua conectado à rede de fornecimento de energia elétrica da AES Eletropaulo, no chamado sistema de compensação. No momento em que não houver a produção de energia, como, por exemplo, a noite ou em dias com forte nebulosidade, os parques serão abastecidos pela eletricidade da rede.


Parque Villa-Lobos
Avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2001
Alto dos Pinheiros – São Paulo – SP – CEP: 05461-010
(11) 2683-6302
De segunda a segunda, das 5h30 às 19h (no horário de verão, até às 20h)
pvl@ambiente.sp.gov.br
Acesse: parquevillalobos.sp.gov.br


fonte: Portal do Governo de SP


Pesquisa aponta interesse por energia solar e expansão do setor no Brasil

Uso de dispositivos como painéis fotovoltaicos para fornecer eletricidade está em expansão no Brasil - JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC

Uso de dispositivos como painéis fotovoltaicos para fornecer eletricidade está em expansão no Brasil – JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC

por Jefferson Klein

A micro e minigeração de energia (formada por pequenos geradores, como residências e comércios, que utilizam aparelhos como painéis fotovoltaicos para gerar eletricidade) está ficando cada vez mais conhecida no Brasil. Uma prova disso foi demonstrada em pesquisa realizada pelo Datafolha, encomendada pelo Greenpeace, que atestou a vontade da maioria das pessoas em adquirir equipamentos para produzir eletricidade.

O levantamento apontou que 80% da população já sabe da possibilidade de gerar sua própria energia. Além disso, 72% disseram que fariam a aquisição do sistema de autogeração se houvesse linhas de crédito com juros baixos, e 50% estariam dispostos a usar os FGTS (alternativa ainda não disponível) para esse fim. Para 48% dos entrevistados, economizar na conta de luz é a principal motivação para gerar eletricidade. A segunda justificativa mais citada, com 17%, foi a possibilidade de se tornar independente das distribuidoras de energia.

O estudo teve abrangência nacional, incluindo regiões metropolitanas e cidades do interior de diferentes portes. Ao todo, foram envolvidos 178 municípios e feitas 2.044 entrevistas. O presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, diz que o resultado do trabalho surpreendeu positivamente.

O dirigente reforça que a análise demonstra o enorme potencial de mercado da autogeração de energia, que, por sua vez, é constituído por 98,9% de projetos fotovoltaicos (ainda podem ser enquadrados nesse modelo as fontes eólica, hídrica, biomassa e cogeração qualificada). O segmento que mais faz uso dessa prática é o residencial.
Sauaia enfatiza que o percentual de 72% que afirmou que compraria uma solução de autogeração corresponde a aproximadamente 140 milhões de pessoas, o que quase equivale às populações somadas de Argentina, Colômbia, Venezuela e Peru. O integrante da Absolar atribui às notícias veiculadas na mídia e ao fato do setor solar ter sustentado seu crescimento em meio à crise da economia o melhor conhecimento sobre o assunto. Outra particularidade para a qual Sauaia chama a atenção é que, inicialmente, o interesse do público pela energia fotovoltaica era devido ao apelo ecológico, agora é devido à questão financeira.

Também é possível perceber o desenvolvimento desse campo de negócios pelo número crescente de companhias que atuam com painéis solares. O proprietário da Solistec Soluções em Energia Solar, Sérgio Santos Pereira, abriu a empresa no ano passado, depois que houve o amadurecimento da legislação sobre o setor. O empresário confirma que o mercado de energia solar vem progredindo exponencialmente no País. Um dos motivos é que o segmento está “recuperando o atraso”, já que a tecnologia e a regulamentação da atividade demoraram a ser implementadas no Brasil.

Pereira salienta que a legislação foi constituída somente em 2012 (com a Resolução Normativa nº 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel) e, depois disso, as normas ainda foram aprimoradas. O empresário diz que um fator que ainda afasta o consumidor é o tempo de retorno do investimento feito em painéis fotovoltaicos (cerca de seis anos).

O proprietário da Solistec acredita que o ideal seria um prazo de 3 anos e meio. Ele argumenta que a tendência é que esse cenário seja possível, com a redução dos preços dos sistemas fotovoltaicos, o que deve se tornar uma realidade com ações como, por exemplo, a instalação de fabricantes de equipamentos no Brasil.

Opções de financiamento para aquisição de equipamentos começam a surgir no País

Blue Sol criou consórcio em 2016, destacou Luís Otávio Colaferro BLUE SOL-ENERGIA SOLAR/DIVULGAÇÃO/JC

Blue Sol criou consórcio em 2016, destacou Luís Otávio Colaferro – BLUE SOL-ENERGIA SOLAR/DIVULGAÇÃO/JC

Um dos obstáculos que precisam ser superados dentro do setor de energia solar é a pouca oferta de financiamentos para a aquisição de sistemas fotovoltaicos, admite o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia. No entanto, aos poucos, esse cenário começa a mudar. O dirigente recorda que o Banco do Nordeste e o Bndes possuem opções nesse sentido, mas apenas para pessoas jurídicas.

Essa é uma questão fundamental, pois a pesquisa, encomendada pelo Greenpeace, frisa a preocupação do consumidor quanto à viabilidade econômica para comprar os sistemas. O estudo destaca que 54% dos entrevistados acham que somente os ricos podem ter a tecnologia, e 59% alegaram que a casa própria é um requisito para usufruir do benefício.

Sauaia lembra que, no mês passado, o governo federal, através do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, informou que os beneficiários do Minha Casa Minha Vida poderiam utilizar o FGTS para instalar energia solar em residências do programa. Contudo, até o momento, não se teve um retorno prático dessa medida. O presidente da Absolar cita também que há projetos de lei tramitando no Congresso nacional para estender essa possibilidade além dos limites do Minha Casa Minha Vida.

Assim como a disponibilidade de bancos financiarem os empreendimentos, Sauaia sustenta que as empresas precisam ser criativas e encontrar soluções como consórcios ou aluguel para vender seus produtos. A Blue Sol Energia Solar é uma das companhias que atuam na área e criou, em 2016, o Consórcio de Energia Solar. A ferramenta funciona exatamente como um consórcio automotivo ou de imóvel, com o investimento mensal de recursos através de parcelas sem juros. Os sistemas comercializados são oferecidos em sete tamanhos e valores diferentes, podendo o consumidor escolher aquele que se encaixe ao seu consumo elétrico mensal. Todo mês, um cotista é agraciado através de lance e um por sorteio.

Conforme o sócio e diretor de treinamentos e marketing digital da Blue Sol Energia Solar, Luís Otávio Colaferro, o segredo para financiar a instalação de um sistema fotovoltaico é conciliar o máximo possível as parcelas do empréstimo com a economia mensal que a geração própria de energia proporciona. O executivo explica que o custo de uma solução fotovoltaica depende do tamanho da demanda que precisa ser atendida. Mas, normalmente, uma família de classe média, com cinco pessoas, precisaria desembolsar entre R$ 32 mil a R$ 39 mil para satisfazer o seu consumo.

Colaferro argumenta que o primeiro passo para a difusão de uma tecnologia é a conscientização (o que está ocorrendo) e o segundo é acessibilidade aos recursos. “E, gradativamente, mecanismos estão surgindo nesse sentido”, ressalta. O diretor acrescenta que, com o passar do tempo e o aumento de escala, os produtos devem ficar mais baratos, como aconteceu com os telefones celulares.

reprodução de informação pública relevante da fonte Jornal do Comércio. Clique no nome para conhecer!


Curso de energia elétrica fotovoltaica em Belo Horizonte

 

Ocorrerá nos próximos dias 16, 17 e 18 de fevereiro, em Belo Horizonte, a 41ª turma do curso de instalação e projeto de geradores solares fotovoltaicos da Solenerg Engenharia.

Em parceria com a Loja Elétrica, as aulas são ministradas no CTT – Centro de Treinamento Tecnológico da empresa, na Avenida Pedro II. Interativo e dinâmico, o curso inclui a apresentação das tecnologias utilizadas na área, técnicas de projeto (dimensionamento e elaboração de projetos conceituais, memoriais descritivos e diagramas) e instalação de micro geradores fotovoltaicos, tanto autônomos quanto conectados à rede.

Os procedimentos para solicitar conexão à rede da Cemig, práticas de dimensionamento, de instalação de painel em telhado, de montagem de uma caixa de proteção e visita técnica a um gerador conectado à rede em operação, tudo isso em 20 horas/aula, divididas em 3 dias de curso, quinta, sexta e sábado até o meio dia.

O aproveitamento é excelente, e o nível de satisfação é bastante alto.

 

 + detalhes aqui 

Att
Equipe Solenerg

 


Aneel prevê salto do uso de energia solar de 500 para 700 mil imóveis

Futuro virado para o sol – Agência diz que, até 2024, país pode atingir meta. Custo alto e retorno demorado são entraves

Foto: Alex Rizzon / Especial/Agência RBS

Foto: Alex Rizzon / Especial/Agência RBS

Sustentabilidade e independência foram as palavras-chave na cabeça do fotógrafo Roberto Scliar quando decidiu construir sua casa e seu escritório em Nova Petrópolis, na serra gaúcha. Ele decidiu que seguiria um caminho escolhido por poucos até agora no Brasil para não depender unicamente do serviço de concessionárias: faria parte dos proprietários de 500 imóveis no país que contam com sistemas de micro e minigeradores de energia ligados, como o fotovoltaico – quando a tensão ou corrente elétricas são criadas a partir de exposição à luz do sol –, conectados à rede.

Mesmo com o pequeno número de adeptos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que o país terá 700 mil residências produzindo a energia que consomem até 2024. Quem se antecipou a essa possível guinada em direção ao sol comemora os resultados. Na casa de Scliar, o saldo da conta já começa a compensar o investimento. Em 2011, quando se mudou, ainda sem instalar o sistema, a conta de luz chegava a R$ 500. Dois anos depois, paga apenas as taxas básicas – R$ 15 – após a instalação das placas. Entretanto, precisou esperar quase meio ano para que a concessionária e a prefeitura aprovassem a ligação ao sistema elétrico.

– A burocracia é grande. Os técnicos não conheciam o funcionamento prático da captação da energia solar – comenta ele, o único cliente com esse tipo de estrutura instalada na cidade.

Não é todo imóvel que pode receber um sistema de energia solar. Conforme o engenheiro elétrico do Laboratório de Energia Solar da UFRGS Cesar Perieb, quem vive em apartamento não vai conseguir aproveitar boa parte do potencial que os painéis podem converter em energia. Isso porque a distância entre a placa (que ficaria no terraço do prédio) e a residência é um fator determinante para o funcionamento. Imóveis com muitas zonas de sombra no telhado – em que o sol se mantenha por menos de quatro horas por dia – também não terão bom retorno.

O fotógrafo Scliar investiu cerca de R$ 40 mil em instalação e hoje paga conta de energia de R$ 15

O fotógrafo Scliar investiu cerca de R$ 40 mil em instalação e hoje paga conta de energia de R$ 15

Capta no verão, usa no inverno

Na casa de Scliar, esse não é um problema. No verão, ele capta tanta energia que a concessionária dá créditos para que ele possa usar nas horas em que a produção é pequena ou nula – como à noite. O investimento de R$ 40 mil de Scliar, segundo especialistas na área, será recuperado em, no mínimo, oito anos.

– A diminuição do valor da conta é apenas um dos pontos positivos. Antes dos painéis estarem ligados, quando faltava luz, ficava três dias sem energia em casa – diz o fotógrafo.

Resistentes, os painéis podem durar até 30 anos, desde que a manutenção seja feita anualmente. O valor do investimento no Brasil é bastante alto se comparado com países que investem na área há mais tempo, como a Alemanha – lá, chegam a custar 40% menos do que aqui, onde boa parte dos componentes dos equipamentos são importados da China.

Pouco incentivo à energia limpa

Praticamente não existem incentivos ao consumidor que quiser investir na área, ainda que o retorno ambiental seja positivo. Quando um acidente causa dano ao gerador de energia elétrica, por exemplo, a concessionária que presta o serviço faz o reparo. Já em caso de problema com o painel solar, quem arca com os custos de conserto e manutenção é o proprietário.

– O valor varia muito de empresa para empresa, mas fazer um seguro para o investimento deve ser considerado – explica o engenheiro Cesar Perieb.
Roberto Scliar não quis investir na proteção. Seguro de que os painéis têm vida útil de, pelo menos, três décadas, ele já passou por temporais e vendavais sem danos ao sistema instalado.

– Foi o melhor investimento que eu fiz – garante.

Quem tem casa já construída e pretende instalar estrutura fotovoltaica deve ficar atento ao custo de reforçar a estrutura do imóvel para garantir eficiência dos equipamentos e manter a segurança. Em São Marcos, também na Serra, os investidores de um novo empreendimento colocaram já no projeto inicial a previsão de instalação de 124 painéis com orientação solar que captam energia em diferentes horas do dia e épocas do ano. Assim, 60% do que for consumido pelos 12 apartamentos e toda a energia das áreas comuns virá do que os painéis conseguirão captar, assegura o responsável pela instalação, Marco Paz D’Mutti.

Créditos valem por 36 meses

Quem produz mais energia do que consome recebe da concessionária um crédito de energia para consumir em outro momento. O que foi captado do sol não fica armazenado nos painéis ou outros equipamentos, mas enviado para a rede mantida pela concessionária e utilizado por outros clientes. Como a empresa que presta o serviço não “gastou” eletricidade, ela compensa com créditos de uso.

Segundo a Aneel, para aderir ao sistema de compensação, o consumidor deve comprar a energia direto da distribuidora. Basta ter uma rede de energia elétrica ligada a uma concessionária que presta esse serviço. Há duas formas de usar o crédito. Uma é utilizá-lo para cobrir a “tarifa de pico” – quando o valor por kilowatt é mais caro em função da maior demanda por energia – entre 18h e 21h, por exemplo. Outra é utilizar o crédito na fatura do mês seguinte.

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Gerar eletricidade a partir do Sol é um dos futuros da energia

O portal Zero Hora(ZH) foi a Unisinos conhecer pesquisas que exploram potenciais da energia solar fotovoltaica, limpíssima, transformadora e cada vez mais barata

A energia solar é a fonte que mais cresce no mundo. Pudera: em um cenário em que combustíveis fósseis respondem por mais de 80% da produção energética no mundo, a energia que vem do Sol é limpíssima, gratuita, virtualmente infinita.

Na Unisinos, o professor do curso de Engenharia Mecânica João Batista Dias coordena diversos projetos de pesquisa na área. Um deles desenvolve sistemas para geração de energia solar nas residências — o que já vem se tornando uma realidade no Brasil: até 2050, as casas brasileiras devem gerar, a partir do Sol, 13% da eletricidade que consomem. A geração distribuída, nos locais em que a eletricidade é consumida, pode evitar os gastos e impactos da construção de grandes redes de transmissão e distribuição, além de reduzir a perda de energia que ocorre ao longo de qualquer sistema.

Outro projeto, para geração em comunidades isoladas, o que tem um potencial transformador, ao empoderar pessoas com acesso precário à eletricidade, além de mitigar o uso de geradores movidos a óleo diesel, bastante poluentes. Conheça os projetos no vídeo acima.

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Última chamada para o curso de 20HS de Projeto e Instalação de gerador solar fotovoltaico de fev/17

CURSO DE PROJETO E INSTALAÇÃO DE GERADORES SOLARES FOTOVOLTAICOS

Chamada para o curso de fotovoltaica de fevereiro/2017 – ÚLTIMAS VAGAS

Capacite-se em fotovoltaica. A turma dos dias 16, 17 e 18 de fevereiro do nosso curso de geração de eletricidade fotovoltaica está pronta.

Ementa/brochura do curso – veja aqui

Ficha de pré inscrição – veja aqui

São as últimas vagas, aproveite! Inscreva-se ainda hoje e garanta a sua capacitação. Aproveite para indicar a um amigo ou colega de trabalho.

” (…) Na Solenerg, um curso completo. São 3 dias de intenso aprendizado, com 20 horas/aula, proporcionando a cada participante uma experiência + efetiva e valiosa, abrindo as portas da tecnologia fotovoltaica, que nos próximos meses deverá gerar cerca de 100 mil novos postos de trabalho especializados (…)”

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Mais informações com Caetano
Fixo:(31) 3166-6142
Vivo:(31) 99530-7411 (whatsapp)
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cursos-solenerg-engenharia2Uma oportunidade única para você aprender, dominar e se aprimorar na tecnologia fotovoltaica

Curso interativo e dinâmico que inclui apresentação das tecnologias utilizadas na área fotovoltaica, de técnicas de projeto (dimensionamento e elaboração de projetos conceituais, memoriais descritivos e diagramas) e instalação de micro geradores fotovoltaicos, tanto autônomos quanto conectados à rede, dos procedimentos para solicitar conexão à rede da Cemig e práticas de dimensionamento, de instalação de painel em telhado, de montagem de uma caixa de proteção e visita técnica a um gerador conectado à rede em operação.

Próxima turma: 16 à 18 de fevereiro de 2017
Carga horária: 20 h – quinta e sexta > 08h30 às 17h30; e sábado > 08h30 às 12h30;
Local: Centro de Capacitação em Tecnologia (CCT) da Loja Elétrica
Av. Pedro II, nº 3.703, bairro Padre Eustáquio, Belo Horizonte – MG > clique aqui para ver no mapa;

Forma de pagamento: transferência ou depósito em conta-corrente (solicitamos que nos envie por e-mail o comprovante logo após efetuar o pagamento);

Valor: R$ 1.300,00*
*Para pagamentos confirmados até 14 dias antes da data de início do curso haverá um desconto especial de 10%;
*Para pagamento entre 14 e 7 dias antes do curso haverá um desconto especial de 5%.

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INSCRIÇÕES

Primeiro passo: Inscreva-se agora > clique aqui para preencher a ficha de pré inscrição;

Segundo passo: A Solenerg enviará um e-mail reservando a sua vaga, com instruções para pagamento; Efetue seu pagamento o mais breve possível e encaminhe seu comprovante por email;

Terceiro passo: Identificado seu pagamento, a Solenerg enviará um e-mail com a confirmação da sua inscrição e um documento com instruções completas para o dia do curso, além de um link para estudos e download do material, para sua preparação.

Confirme com antecedência sua inscrição. Aproveite o desconto especial.

Não deixe para os últimos dias! As vagas são limitadas e terminam rapidamente.

Att
Equipe Solenerg Engenharia
Fixo:(31) 3166-6142
Vivo:(31) 99530-7411 (whatsapp)
cursos@solenerg.com.br
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Curso de Projeto e Instalação de Geradores Solares Fotovoltaicos on-off grid
Organização Solenerg Engenharia Ltda.
CNPJ: 02 128 550 0001-16
www.solenerg.com.br


Energia solar como aliada da agricultura

Redução de 80% no preço do sistema fotovoltaico nos últimos 10 anos estimula produtores a investirem na tecnologia, diminuindo a conta de luz nas propriedades rurais

Por Joana Colussi

Márcio Aurélio, diretor de empresa de energia, mostrou as vantagens e a família investiu na tecnologia Foto: Carmo Amorim / Especial

Márcio Aurélio, diretor de empresa de energia, mostrou as vantagens e a família investiu na tecnologia Foto: Carmo Amorim / Especial

Desde os primeiros dias do novo ano, o sol assumiu uma função extra na propriedade da família de Nelci Fernandes de Vargas, em Pinhal da Serra, próximo à divisa com Santa Catarina. Com 16 painéis fotovoltaicos instalados sobre a casa, o produtor espera se tornar autossustentável no consumo de energia elétrica nos próximos anos. A intenção é reduzir os custos com eletricidade nos 42 hectares destinados à criação de gado de corte e de ovinos e à produção de soja e milho.

Hoje, a conta de luz para a operação das câmaras frias, resfriadores e outros equipamentos instalados na propriedade chega a R$ 500 mensais. Com o investimento de R$ 37 mil, financiado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o produtor espera zerar a despesa e ainda gerar excedente para suprir futuros consumos.

— Queremos instalar irrigação na lavoura e a energia solar poderá ajudar — projeta Vargas, que foi motivado a investir na tecnologia pelo filho Márcio Aurélio Rubert de Vargas, que mora na propriedade e é diretor da Sul Energia, empresa de energia fotovoltaica, que instalou os equipamentos.

Foto: arte ZH / RBS

Foto: arte ZH / RBS

Com capacidade para gerar 6 mil quilowatts hora por ano, quantidade superior ao consumo atual da propriedade, a família estima que o sistema de energia fotovoltaica se pagará em cinco anos. O cálculo de retorno do investimento foi feito também pelo produtor Dionel Augusto Funk, de Vale do Sol, no Vale do Rio Pardo. Com produção de fumo, soja e milho em 36 hectares, o produtor aguarda liberação de financiamento do Pronaf para investir em 125 placas fotovoltaicas que poderão gerar 48 mil quilowatts hora por ano.

A ideia é abastecer as estufas elétricas do forno de fumo e o secador de grãos. Por mês, as despesas com energia elétrica superam R$ 1,6 mil.

— O preço da energia disparou. Estamos buscando alternativas para aumentar a eficiência da propriedade — conta Funk, que contou com apoio da Emater na elaboração do projeto de financiamento de R$ 165 mil, com pagamento em 10 anos.

Embora crescente nos últimos anos, os investimentos em energia fotovoltaica no meio rural ainda são incipientes. O agronegócio responde por menos de 2% dos sistemas instalados no país, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

A baixa participação é justificada pelo alto valor do investimento, com retorno a médio e longo prazos, e também pela falta de informação sobre o sistema.

— A tecnologia ainda não deslanchou no campo por desconhecimento do retorno. Mas, à medida que se disseminam os benefícios, o interesse dos produtores vem crescendo — diz José Claudio Secchi Motta, assistente técnico regional de Recursos Naturais da Emater.

Aplicações na propriedade

A energia solar na agricultura tem aplicações diversas, vai de bombeamento para irrigação, resfriadores para produção leiteira a cercas elétricas para manejo de gado.

— A agricultura representa um potencial enorme para o mercado de energia fotovoltaica no país — analisa Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar.

Além do conhecimento da tecnologia, o crescimento do mercado depende de mais opções de crédito, diz Sauaia. Desde o começo do ano passado, o Pronaf passou a financiar a tecnologia para agricultores familiares. Em outubro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) colocou a energia solar entre as prioridades das políticas voltadas ao setor primário, prometendo alongar de cinco anos para 10 anos o prazo de financiamento dentro do Finame.

— A carga tributária sobre os equipamentos ainda é muito elevada, passando de 40% — considera Sauaia.

Vinícola economiza até 90% em energia

Quem visita a moderna Vinícola Guatambu, em Dom Pedrito, na Campanha, depara com um parque solar com 600 placas fotovoltaicas. Desde maio do ano passado, o sistema instalado sobre o estacionamento passou a abastecer a empresa e vem surpreendendo pelos resultados.

Em sete meses, incluindo todo o inverno, o sistema gerou 125 mil quilowatts hora — média de 17,8 mil quilowatts hora por mês. A quantidade supera de longe o consumo médio mensal da vinícola, gerando excedente para abastecer outras atividades na propriedade.

— Passamos a aproveitar também a energia gerada no bombeamento da irrigação e nos secadores de grãos — conta Valter Pötter, sócio-diretor da Guatambu, que fez testes pilotos durante dois anos e meio.

Sistema gerou 125 mil quilowatts hora por mês na Guatambu Foto: Alexandre Teixeira / Vinícola Guatambu

Sistema gerou 125 mil quilowatts hora por mês na Guatambu Foto: Alexandre Teixeira / Vinícola Guatambu

Investimento deverá ser pago em até 10 anos

Desde a instalação do sistema fotovoltaico, a vinícola reduziu em 90% o gasto com eletricidade, que era de aproximadamente R$ 15 mil mensais. A redução só não chega a 100% devido à necessidade de pagar uma taxa mínima à concessionária para garantir corrente elétrica nos períodos em que os inversores não geram energia — à noite e nos dias de chuva. E se até no inverno o sistema não deixou a desejar, a expectativa para o verão é ainda maior.

— Certamente deveremos bater a marca de mil quilowatts diários agora em janeiro e fevereiro, quantidade necessária para abastecer o consumo da vinícola nos dias de maior demanda — comemora Pötter.

Pelos resultados até agora, o investimento de R$ 1,52 milhão (70% de capital próprio) deve se pagar em, no máximo, 10 anos. O entusiasmo é justificado também pela baixa manutenção dos equipamentos, fabricados na Europa.

— É um investimento que trabalha sozinho, só depende de sol, e ainda contribui para a sustentabilidade ambiental — diz Pötter, que já planeja ampliar a quantidade de módulos fotovoltaicos para suprir o sistema de irrigação e silos instalados na lavoura de grãos da propriedade.

Placas e estruturas ficaram mais baratas

O sistema fotovoltaico ficou 80% mais barato no Brasil no últimos 10 anos, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). À medida que o preço continuar caindo, os investimentos no setor tendem a ganhar mais robustez.

— Com o crescimento do número de fabricantes nacionais, os produtos devem ficar ainda mais baratos nos próximos anos — projeta o presidente da entidade, Rodrigo Sauaia.

Hoje, existem quase 30 fabricantes nacionais entre inversores, placas solares, estrutura e materiais elétricos. Apesar do crescimento do mercado, boa parte dos equipamentos ainda são importados, dificultando o financiamento de bancos públicos que exigem um percentual mínimo de nacionalização. Como alternativa, vêm ampliando as linhas em bancos privados e cooperativas de crédito, como o Sicredi.

— O mercado tende a dar um salto a partir de agora, com a maior disponibilidade de crédito e mais fabricantes — aposta Domingos Velho Lopes, produtor e conselheiro da Farsul que está medindo os índices solares na propriedade em Mostardas para concretizar o investimento.

Detalhe
— Desde 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) passou a permitir que os consumidores gerem e consumam a própria energia elétrica.

— Para abastecer com energia fotovoltaica uma residência onde vivem quatro pessoas, o investimento médio varia de R$ 15 mil a R$ 25 mil.

— O sistema pode reduzir de 80% a 90% a conta mensal de luz, tendo um retorno médio do valor investido em um período de seis a 12 anos.

— A durabilidade dos módulos fotovoltaicos é de, no mínimo, 25 anos, com garantia de fábrica.

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