Energias renováveis empregaram mais de 9,8 mi em 2016

Novo relatório da Agência Internacional de Energia Renovável mostra números melhores do que os gerados pelo setor de combustíveis fósseis

Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, 24 de maio de 2017 – As energias renováveis empregavam mais de 9,8 milhões de pessoas em 2016, segundo o mais recente relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). Energia Renovável e Emprego – Revisão Anual 2017 acaba de ser divulgado na 13ª reunião do Conselho da IRENA e traz os dados mais recentes sobre empregos e análises sobre os fatores que afetam o mercado de trabalho em energias renováveis.

“A queda dos custos e políticas facilitadoras têm impulsionado o investimento e, por consequência, os empregos em energias renováveis ??em todo o mundo desde a primeira avaliação anual da IRENA em 2012, quando pouco mais de cinco milhões de pessoas trabalhavam no setor”, destaca Adnan Z. Amin, Diretor Geral da IRENA. “Nos últimos quatro anos, por exemplo, o número de empregos nos setores solar e eólico mais do que dobrou. As energias renováveis estão apoiando diretamente objetivos socioeconômicos mais amplos, com a geração de empregos cada vez mais reconhecida como um componente central da transição energética global. À medida que a balança continua a pender em favor das energias renováveis, esperamos que o número de pessoas trabalhando no setor de energias renováveis ??possa chegar a 24 milhões até 2030, mais do que compensando as perdas de postos de trabalho com combustíveis fósseis e se tornando um grande motor de desenvolvimento econômico em todo o mundo”,  acrescentou.

O relatório mostra que as energias renováveis empregavam 8,3 milhões de trabalhadores em todo o  mundo em 2016, excluindo-se grandes hidrelétricas.  Se contabilizarmos os empregos diretos gerados por estas, o número total de empregos em energias renováveis no mundo sobe para 9,8 milhões. A  maior parte dos empregos se concentra na China, no Brasil, nos Estados Unidos, na Índia, no Japão e na Alemanha. Na China, por exemplo, 3,64 milhões de pessoas trabalharam em energias renováveis ??em 2016, um aumento de 3,4% em relação ao ano anterior.

O relatório da IRENA mostra ainda que, nesse setor, a energia solar fotovoltaica (PV) foi a maior empregadora em 2016, com 3,1 milhões de empregos – 12% a mais em relação a 2015 – principalmente na China, Estados Unidos e Índia. Nos Estados Unidos, os empregos na indústria solar aumentaram 17 vezes mais rápido do que a economia como um todo, crescendo 24,5% em relação ao ano anterior para mais de 260 mil. As novas instalações eólicas contribuíram para um aumento de 7% no emprego eólico global, que alcançou a marca de 1,2 milhão de postos de trabalho. O Brasil, a China, os Estados Unidos e a Índia também se revelaram mercados-chave de bioenergia, com os biocombustíveis respondendo por 1,7 milhão de empregos, a biomassa por 700 mil e o biogás 300 mil.

“Ao incluir dados de grandes hidrelétricas, este ano a IRENA traçou um quadro mais completo sobre os empregos no setor das energias renováveis. É importante reconhecer esses 1,5 milhão de trabalhadores, pois eles representam a maior tecnologia de energia renovável por capacidade instalada “, disse a Dra. Rabia Ferroukhi, Chefe da Unidade de Política da IRENA e Diretora Adjunta de Conhecimento, Política e Finanças.

O relatório também informa que, globalmente, 62% dos postos de trabalho em renováveis estão localizados na Ásia. Empregos em instalação e manufatura continuam a migrar para aquela região, especialmente para Malásia e Tailândia, que se tornaram centro mundial de fabricação de energia solar fotovoltaica.

Na África, os avanços no uso das energias renováveis em concessionárias de serviços públicos foram grandes, gerando 62.000 empregos em renováveis ??no continente. “Em alguns países africanos, com recursos e infraestrutura adequados, estamos vendo postos de trabalho surgirem em fabricação e instalação para projetos com escala de serviços públicos.  Para grande parte do continente, entretanto, as energias renováveis distribuídas, como a energia solar fora da rede, estão trazendo acesso à energia e desenvolvimento econômico. Estas soluções de mini-grid e off-grid estão dando às comunidades a chance de superar o gap de infra-estrutura de energia elétrica tradicional e criar novos postos de trabalho no processo “, disse Ferroukhi.

Sobre a Agência Internacional de Energias Renováveis –  A IRENA tem mandato para ser o centro mundial de cooperação e troca de informações sobre energias renováveis por 150 deputados (149 Estados e União Europeia). Outros 30 países estão no processo de adesão e estão ativamente envolvidos. A IRENA promove a adoção generalizada e a utilização sustentável de todas as formas de energias renováveis, na prossecução do desenvolvimento sustentável, do acesso à energia, da segurança energética e do crescimento econômico e da prosperidade em baixas emissões de carbono. ( www.irena.org )

Fonte: Revista Ecoturismo


Geração solar cresce e acelera debate sobre armazenamento

Agora, na maioria dos casos e na maioria dos países, é mais barato gerar eletricidade solar em seu telhado do que comprar eletricidade de uma distribuidora”, diz Sam Wilkinson, da empresa de dados IHS Markit.

Em 10 de maio, o Reino Unido atingiu um novo recorde na geração de energia solar. No começo da tarde daquela quarta-feira, a produção de eletricidade solar chegou a 8,5 gigawatts (GW), segundo a Eletric Insights, um site que acompanha a produção de energia no Reino Unido. Em seu pico, a fonte de energia “verde” forneceu mais de 22% dos 38 GW que alimentavam a rede nacional britânica, com a energia solar superando por algumas horas a produção constante das usinas de energia nuclear do Reino Unido.

É um recorde que deverá ser superado logo, já que o Reino Unido, assim como outros países, gera cada vez mais energia a partir de fontes renováveis para atingir as metas relacionadas às mudanças climáticas. Em 2015, as fontes renováveis superaram o carvão e se tornaram a maior fonte de geração de energia instalada no mundo.

A contribuição cada vez maior das energias “limpas”, em especial a eólica e a solar, para as redes de eletricidade, no entanto, traz o problema da imprevisibilidade e da intermitência dessas fontes.

A armazenagem ainda é uma parte bem pequena do mercado de energia, mas vem se desenvolvendo rapidamente tanto em pequena escala na esfera doméstica – onde os moradores podem usar baterias combinadas a painéis solares em seus telhados – quanto em escalas muito maiores, com a criação de “parques” de baterias projetados para equilibrar o fornecimento à rede elétrica.

Em 2005, no mundo, havia capacidade de armazenamento de 6 megawatts-hora (mWh) de energia nas empresas de distribuição em grande escala, segundo a Bloomberg New Energy Finance (BNEF). Hoje, a capacidade supera os 4.000 mWh. Ainda assim, isso é suficiente apenas para garantir o fornecimento temporário de cerca de 130 mil residências por um dia.

“Em 2016, havia quase 1.100 megawatts-hora de armazenamento de energia contratados nas distribuidoras em grande escala. Houve um aumento enorme nos últimos dois anos”, diz Julia Attwood, da BNEF. Os números da BNEF incluem todas as tecnologias de armazenagem. Segundo analistas, a tecnologia “a ser superada” atualmente é a das baterias de íon de lítio.

A bateria para uso em veículos elétricos caiu de US$ 1 mil por quilowatt-hora em 2010 para US$ 273 em 2016, segundo a BNEF, que prevê um declínio de mais 73% no custo até 2030.

“Um dos problemas mais básicos das fontes renováveis é que seu fornecimento de eletricidade é intermitente, enquanto grande parte da demanda é muito constante”, diz Attwood. “Nossas redes, nossas indústrias e eletrodomésticos, são todos configurados para usar uma fonte de energia muito constante, que não varie muito. A armazenagem de energia pode ser uma solução para isso, atuando efetivamente como uma ponte entre a forma como geramos energias renováveis e a forma como a queremos consumir.”

Nos Estados Unidos, as preocupações sobre a segurança no fornecimento energético impulsionam o interesse no desenvolvimento de baterias em grande escala. Em 2015, na Califórnia, onde um grande vazamento de gás natural perto de Los Angeles afetou o fornecimento de energia convencional, as autoridades reguladoras decretaram que fossem construídas baterias de armazenamento para impedir novos cortes de energia.

No Japão, a tecnologia ganhou mais força depois do desastre nuclear em Fukushima, em 2011, quando as baterias foram consideradas uma ferramenta útil para lidar com interrupções no fornecimento da rede de eletricidade.

Na Alemanha, o declínio no custo dos painéis solares somado ao aumento dos preços na rede de energia fez crescer o interesse nas baterias de armazenagem doméstica.

“Agora, na maioria dos casos e na maioria dos países, é mais barato gerar eletricidade solar em seu telhado do que comprar eletricidade de uma distribuidora”, diz Sam Wilkinson, da empresa de dados IHS Markit.

A popularidade dos sistemas de armazenagem da eletricidade gerada pelos painéis solares domésticos é incentivada por subsídios generosos na Alemanha e em outros países, que ajudam os moradores a pagar os custos iniciais da compra da bateria.

Embora o custo das baterias esteja diminuindo, Wilkinson admite que em muitos casos “são necessários incentivos” para expandir o mercado de baterias de armazenamento e, assim, ajudar a equilibrar a rede.

“Os custos caíram radicalmente, mas ainda há um longo caminho a percorrer antes de que [as baterias] sejam realmente incorporadas em todos os lugares da rede e [ainda] vamos ver volumes imensos delas”, diz Wilkinson.

Paralelamente, o crescimento do mercado de veículos elétricos ajudou a reduzir os custos e a melhorar a concepção das baterias de íon de lítio. A bateria para uso em veículos elétricos caiu de US$ 1 mil por quilowatt-hora em 2010 para US$ 273 em 2016, segundo a BNEF, que prevê um declínio de mais 73% no custo até 2030.

Analistas destacam que o mercado ainda é muito novo, mas que novas melhoras tecnológicas das baterias, tanto na rede quanto em casa ou na estrada, deverão permitir que as fontes de energia intermitentes mais limpas ampliem seu papel na composição energética geral.

fonte: Governo do Estado de São Paulo – SEM


Brasil atinge a marca histórica de 10 mil sistemas solares fotovoltaicos

A geração própria de energia no Brasil, a chamada micro e mini geração distribuída, acaba de atingir a marca histórica de 10 mil instalações fotovoltaicas ao redor do País.

Segundo mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), com base nos dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a tecnologia solar fotovoltaica, baseada na conversão direta da radiação solar em energia elétrica, lidera o segmento, com 99% das instalações em residências, comércios, indústrias, edifícios públicos e na zona rural.

De acordo com a ABSOLAR, os 10.008 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede elétrica geram créditos e beneficiam um total de 11.063 unidades consumidoras. Com isso, a tecnologia contribui cada vez mais para o crescimento e desenvolvimento da economia do país, representando um total acumulado de mais de R$ 620 milhões em investimentos privados, espalhados entre todos os Estados e inúmeros Municípios brasileiros.

Dentre as unidades consumidoras beneficiadas por sistemas solares fotovoltaicos, a maior parcela é de residências, que representam 78,2% do total, seguida de comércios (16,7%), indústrias (2,0%), consumidores rurais (1,7%) e outros tipos, como iluminação pública (0,1%), serviços públicos (0,2%) e consumidores do poder público (1,1%).

fonte: Investimentos e Noticias (Redação – Agência IN)


Curso de Projeto e Instalação de Geradores Solares Fotovoltaicos – Última Chamada

CURSO DE PROJETO E INSTALAÇÃO DE GERADORES SOLARES FOTOVOLTAICOS

Estamos finalizando nesta sexta-feira as inscrições para a turma de maio/17, que vai acontecer dias 18, 19 e 20 no Centro de Treinamento Tecnológico da Loja Elétrica, nossa parceira, em Belo Horizonte.

Inscrições aqui >>

Curso interativo e dinâmico que inclui apresentação das tecnologias utilizadas na área, de técnicas de projeto (dimensionamento e elaboração de projetos conceituais, memoriais descritivos e diagramas) e instalação de micro geradores fotovoltaicos, tanto autônomos quanto conectados à rede, dos procedimentos para solicitar conexão à rede da Cemig e práticas de dimensionamento, de instalação de painel em telhado, de montagem de uma caixa de proteção e visita técnica a um gerador conectado à rede em operação.

cursos-solenerg-engenhariaO Brasil está experimentando uma expansão significativa dos geradores conectados à rede elétrica considerando que a ANEEL regulamentou a mini e a microgeração de energia reduzindo as barreiras para instalação de geração distribuída de pequeno porte com energia solar fotovoltaica de até 1 MW, abrindo caminho para os consumidores gerarem sua própria energia.
A resolução da ANEEL criou o Sistema de Compensação de Energia, que permite ao consumidor instalar micro e mini centrais fotovoltaicas em sua unidade consumidora e trocar energia com a distribuidora local. Pelo sistema, a unidade geradora instalada pelo consumidor produzirá energia e o que não for consumido será injetado no sistema da distribuidora, que utilizará o crédito para abater o consumo dos meses subsequentes. As distribuidoras já divulgaram suas normas técnicas e comerciais para a aceitação de pedidos de acesso à rede dentro do sistema de compensação de energia.

A geração de energia elétrica próxima ao local de consumo ou na própria instalação consumidora, chamada de “geração distribuída”, pode trazer uma série de vantagens sobre a geração centralizada tradicional, como, por exemplo, economia dos investimentos em transmissão, redução das perdas nas redes e melhoria da qualidade do serviço de energia elétrica. A agência espera assim oferecer melhores condições para o desenvolvimento sustentável do setor elétrico brasileiro, com aproveitamento adequado dos recursos naturais e utilização eficiente das redes elétricas. Recentemente foram realizados diversos leilões de energia de reserva que irão representar seguramente uma mudança de escala no mercado brasileiro.

cursos-solenerg-engenhariaO objetivo deste curso é apresentar as tecnologias utilizadas nesta forma de captação da energia solar permitindo aos participantes conhecerem características básicas da tecnologia, dos geradores e do mercado, parâmetros de avaliação, dimensionamento e instalação, propiciando uma capacitação para elaboração e análise de projetos conceituais, memoriais descritivos, diagramas e para trabalhos de instalação de micro geradores.

O curso é realizado de uma forma interativa e inclui uma parte expositiva, uso de software (PVSyst), práticas de campo e de dimensionamento de geradores autônomos e para conexão à rede (estudo de casos). Inclui visita técnica a uma instalação de geração fotovoltaica conectada à rede em operação. Serão entregues a cada participante certificado de participação, uma apostila e disponibilizado um pacote digital com o conjunto de slides e filmes apresentados, exercícios e documentos importantes.

Fatores Críticos – Dimensionamento do banco de baterias, módulos fotovoltaicos, controlador de carga e inversor – Normas ANEEL para sistemas para eletrificação rural – Angulo de Inclinação e Direcionamento da Captação – Custos – Exercício prático.

 

Saudações
Equipe Solenerg


Cemig armazenará energia fotovoltaica

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) proposto pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que será executado pela Alsol Energias Renováveis – acelerada pelo grupo Algar.

As soluções que serão desenvolvidas permitirão o armazenamento da energia fotovoltaica para uso em horário de ponta – quando não há incidência de raios solares e a reutilização de equipamentos.

O projeto, que tem duração de quatro anos e orçamento de R$ 21 milhões, será executado pela Alsol em conjunto com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

Um dos principais desafios da utilização em massa da energia solar são os gargalos de produção em dias nublados e no período da noite. No horário de ponta (das 18h às 21h), o consumo aumenta consideravelmente, o que leva as distribuidoras a cobrar um valor de tarifa mais elevado.

Dependendo da época, é necessário acionar as usinas termelétricas, que são nocivas ao meio ambiente e possuem custo final elevado.

Com o novo projeto, serão desenvolvidas soluções com baterias que farão a estocagem da energia solar absorvida durante o dia e que serão conectadas à rede elétrica para utilização nos horários de ponta.

“Além disso, um hardware possibilitará que o mesmo equipamento seja utilizado para liberar a energia solar na rede, sem necessidade de troca do inversor fotovoltaico por um modelo híbrido, que possui alto custo”, relata Gustavo Malagoli, presidente da Alsol.

Outra solução que será originada no projeto são laboratórios itinerantes de geração distribuída compartilhada, que poderão ser utilizados em locais remotos onde ainda não houve investimentos na rede.

Será injetado 1,2 megawatt (MW) de potência – o equivalente a 300 chuveiros elétricos ligados simultaneamente ou 5.4 mil banhos de 10 minutos por dia, de segunda a sexta-feira – em protótipos que serão instalados em Uberlândia (MG), Natal (RN), João Pessoa (PB) e São Domingos de Pombal (PB).

O protótipo de Uberlândia é responsável por 83% da potência total, sendo 1 MW injetado em um único ponto.

“Os entregáveis desse projeto vão proporcionar benefícios ao setor elétrico como um todo e ao consumidor final, que verá o resultado em sua conta de energia”, afirmou Malagoli.

Além dos produtos, estão previstas, no projeto, a realização de capacitações profissionais e publicações de artigos e registros de patentes.

Parte das baterias utilizadas no projeto será reaproveitada a partir dos data centers das empresas do grupo Algar.

“Por razões contratuais e de confiabilidade, as corporações fazem trocas periódicas desses equipamentos. Nós vamos esgotar o uso dessas baterias até o tempo limite de vida útil delas, o que é uma excelente ação em prol do meio ambiente”, detalha Malagoli.

Nos últimos três anos, Grupo Cemig investiu cerca de R$ 115 milhões em projetos de P&D, com uma média de 128 projetos em andamento por ano, em parceria com instituições de pesquisa e ensino, fornecedores, fabricantes e instituições de ciência e tecnologia.

fonte: Baguete – por Júlia Merker

Gerar eletricidade a partir do Sol é um dos futuros da energia

O portal Zero Hora(ZH) foi a Unisinos conhecer pesquisas que exploram potenciais da energia solar fotovoltaica, limpíssima, transformadora e cada vez mais barata

A energia solar é a fonte que mais cresce no mundo. Pudera: em um cenário em que combustíveis fósseis respondem por mais de 80% da produção energética no mundo, a energia que vem do Sol é limpíssima, gratuita, virtualmente infinita.

Na Unisinos, o professor do curso de Engenharia Mecânica João Batista Dias coordena diversos projetos de pesquisa na área. Um deles desenvolve sistemas para geração de energia solar nas residências — o que já vem se tornando uma realidade no Brasil: até 2050, as casas brasileiras devem gerar, a partir do Sol, 13% da eletricidade que consomem. A geração distribuída, nos locais em que a eletricidade é consumida, pode evitar os gastos e impactos da construção de grandes redes de transmissão e distribuição, além de reduzir a perda de energia que ocorre ao longo de qualquer sistema.

Outro projeto, para geração em comunidades isoladas, o que tem um potencial transformador, ao empoderar pessoas com acesso precário à eletricidade, além de mitigar o uso de geradores movidos a óleo diesel, bastante poluentes. Conheça os projetos no vídeo acima.

reprodução de informação publica relevante da fonte Portal ZH Noticias. Clique no nome para conhecer!


Energia solar como aliada da agricultura

Redução de 80% no preço do sistema fotovoltaico nos últimos 10 anos estimula produtores a investirem na tecnologia, diminuindo a conta de luz nas propriedades rurais

Por Joana Colussi

Márcio Aurélio, diretor de empresa de energia, mostrou as vantagens e a família investiu na tecnologia Foto: Carmo Amorim / Especial

Márcio Aurélio, diretor de empresa de energia, mostrou as vantagens e a família investiu na tecnologia Foto: Carmo Amorim / Especial

Desde os primeiros dias do novo ano, o sol assumiu uma função extra na propriedade da família de Nelci Fernandes de Vargas, em Pinhal da Serra, próximo à divisa com Santa Catarina. Com 16 painéis fotovoltaicos instalados sobre a casa, o produtor espera se tornar autossustentável no consumo de energia elétrica nos próximos anos. A intenção é reduzir os custos com eletricidade nos 42 hectares destinados à criação de gado de corte e de ovinos e à produção de soja e milho.

Hoje, a conta de luz para a operação das câmaras frias, resfriadores e outros equipamentos instalados na propriedade chega a R$ 500 mensais. Com o investimento de R$ 37 mil, financiado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o produtor espera zerar a despesa e ainda gerar excedente para suprir futuros consumos.

— Queremos instalar irrigação na lavoura e a energia solar poderá ajudar — projeta Vargas, que foi motivado a investir na tecnologia pelo filho Márcio Aurélio Rubert de Vargas, que mora na propriedade e é diretor da Sul Energia, empresa de energia fotovoltaica, que instalou os equipamentos.

Foto: arte ZH / RBS

Foto: arte ZH / RBS

Com capacidade para gerar 6 mil quilowatts hora por ano, quantidade superior ao consumo atual da propriedade, a família estima que o sistema de energia fotovoltaica se pagará em cinco anos. O cálculo de retorno do investimento foi feito também pelo produtor Dionel Augusto Funk, de Vale do Sol, no Vale do Rio Pardo. Com produção de fumo, soja e milho em 36 hectares, o produtor aguarda liberação de financiamento do Pronaf para investir em 125 placas fotovoltaicas que poderão gerar 48 mil quilowatts hora por ano.

A ideia é abastecer as estufas elétricas do forno de fumo e o secador de grãos. Por mês, as despesas com energia elétrica superam R$ 1,6 mil.

— O preço da energia disparou. Estamos buscando alternativas para aumentar a eficiência da propriedade — conta Funk, que contou com apoio da Emater na elaboração do projeto de financiamento de R$ 165 mil, com pagamento em 10 anos.

Embora crescente nos últimos anos, os investimentos em energia fotovoltaica no meio rural ainda são incipientes. O agronegócio responde por menos de 2% dos sistemas instalados no país, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

A baixa participação é justificada pelo alto valor do investimento, com retorno a médio e longo prazos, e também pela falta de informação sobre o sistema.

— A tecnologia ainda não deslanchou no campo por desconhecimento do retorno. Mas, à medida que se disseminam os benefícios, o interesse dos produtores vem crescendo — diz José Claudio Secchi Motta, assistente técnico regional de Recursos Naturais da Emater.

Aplicações na propriedade

A energia solar na agricultura tem aplicações diversas, vai de bombeamento para irrigação, resfriadores para produção leiteira a cercas elétricas para manejo de gado.

— A agricultura representa um potencial enorme para o mercado de energia fotovoltaica no país — analisa Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar.

Além do conhecimento da tecnologia, o crescimento do mercado depende de mais opções de crédito, diz Sauaia. Desde o começo do ano passado, o Pronaf passou a financiar a tecnologia para agricultores familiares. Em outubro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) colocou a energia solar entre as prioridades das políticas voltadas ao setor primário, prometendo alongar de cinco anos para 10 anos o prazo de financiamento dentro do Finame.

— A carga tributária sobre os equipamentos ainda é muito elevada, passando de 40% — considera Sauaia.

Vinícola economiza até 90% em energia

Quem visita a moderna Vinícola Guatambu, em Dom Pedrito, na Campanha, depara com um parque solar com 600 placas fotovoltaicas. Desde maio do ano passado, o sistema instalado sobre o estacionamento passou a abastecer a empresa e vem surpreendendo pelos resultados.

Em sete meses, incluindo todo o inverno, o sistema gerou 125 mil quilowatts hora — média de 17,8 mil quilowatts hora por mês. A quantidade supera de longe o consumo médio mensal da vinícola, gerando excedente para abastecer outras atividades na propriedade.

— Passamos a aproveitar também a energia gerada no bombeamento da irrigação e nos secadores de grãos — conta Valter Pötter, sócio-diretor da Guatambu, que fez testes pilotos durante dois anos e meio.

Sistema gerou 125 mil quilowatts hora por mês na Guatambu Foto: Alexandre Teixeira / Vinícola Guatambu

Sistema gerou 125 mil quilowatts hora por mês na Guatambu Foto: Alexandre Teixeira / Vinícola Guatambu

Investimento deverá ser pago em até 10 anos

Desde a instalação do sistema fotovoltaico, a vinícola reduziu em 90% o gasto com eletricidade, que era de aproximadamente R$ 15 mil mensais. A redução só não chega a 100% devido à necessidade de pagar uma taxa mínima à concessionária para garantir corrente elétrica nos períodos em que os inversores não geram energia — à noite e nos dias de chuva. E se até no inverno o sistema não deixou a desejar, a expectativa para o verão é ainda maior.

— Certamente deveremos bater a marca de mil quilowatts diários agora em janeiro e fevereiro, quantidade necessária para abastecer o consumo da vinícola nos dias de maior demanda — comemora Pötter.

Pelos resultados até agora, o investimento de R$ 1,52 milhão (70% de capital próprio) deve se pagar em, no máximo, 10 anos. O entusiasmo é justificado também pela baixa manutenção dos equipamentos, fabricados na Europa.

— É um investimento que trabalha sozinho, só depende de sol, e ainda contribui para a sustentabilidade ambiental — diz Pötter, que já planeja ampliar a quantidade de módulos fotovoltaicos para suprir o sistema de irrigação e silos instalados na lavoura de grãos da propriedade.

Placas e estruturas ficaram mais baratas

O sistema fotovoltaico ficou 80% mais barato no Brasil no últimos 10 anos, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). À medida que o preço continuar caindo, os investimentos no setor tendem a ganhar mais robustez.

— Com o crescimento do número de fabricantes nacionais, os produtos devem ficar ainda mais baratos nos próximos anos — projeta o presidente da entidade, Rodrigo Sauaia.

Hoje, existem quase 30 fabricantes nacionais entre inversores, placas solares, estrutura e materiais elétricos. Apesar do crescimento do mercado, boa parte dos equipamentos ainda são importados, dificultando o financiamento de bancos públicos que exigem um percentual mínimo de nacionalização. Como alternativa, vêm ampliando as linhas em bancos privados e cooperativas de crédito, como o Sicredi.

— O mercado tende a dar um salto a partir de agora, com a maior disponibilidade de crédito e mais fabricantes — aposta Domingos Velho Lopes, produtor e conselheiro da Farsul que está medindo os índices solares na propriedade em Mostardas para concretizar o investimento.

Detalhe
— Desde 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) passou a permitir que os consumidores gerem e consumam a própria energia elétrica.

— Para abastecer com energia fotovoltaica uma residência onde vivem quatro pessoas, o investimento médio varia de R$ 15 mil a R$ 25 mil.

— O sistema pode reduzir de 80% a 90% a conta mensal de luz, tendo um retorno médio do valor investido em um período de seis a 12 anos.

— A durabilidade dos módulos fotovoltaicos é de, no mínimo, 25 anos, com garantia de fábrica.

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FERRAMENTA PARA ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DE PAINÉIS FOTOVOLTAICOS EM INDÚSTRIAS

FERRAMENTA PARA ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DE PAINÉIS FOTOVOLTAICOS EM INDÚSTRIAS

TOOL TO STUDY VIABILITY OF ECONOMIC IMPLEMENTATION OF PHOTOVOLTAIC PANELS IN INDUSTRIES

LIZIANE HOBMEIR – Mestrado em Desenvolvimento Tecnológico pelos Institutos LactecUnicuritiba
EDUARDO MARQUES TRINDADE – Doutorado em Ciências pelo Instituto de Química da UFRJ – Centro Internacional de Energias Renováveis com ênfase em Biogás

RESUMO

O presente estudo foi desenvolvido com o intuito de verificar a viabilidade de aplicação em ambientes industriais, as informações presentes na Resolução 482/2012 da ANEEL, que estabelece as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeraçãode energia elétrica, bem como apresentar uma ferramenta para facilitar na tomada de decisão de implantação de painéis fotovoltaicos em sistema de compensação de energia elétrica, ou seja, utilizar a energia fotovoltaica transformada em energia elétrica e disponibilizá-la para a distribuidora energética da cidade, difundindo a ideia de implantação deste processo nas condições de operação industrial.

Palavras-chave: Energia fotovoltaica. Sistema de Compensação Energética. Viabilidade Econômica.

ABSTRACT

This study was conducted in order to verify the feasibility of application in industrial environments, the contact information on ANEEL Resolution 482/2012, which establishes the general conditions for access of micro and minigeneration of electricity, as well as provide a tool to facilitate in making deployment decisions of photovoltaic panels in power compensation system , ie using photovoltaics transformed into electrical energy and make it available for energy distributing city, spreading the implementation of idea of this process in conditions industrial operation.

Keywords: PhotovoltaicEnergy. EnergyCompensation. Economic Viability.

INTRODUÇÃO

Devido à crise hídrica, energética e aos valores investidos pelo Governo para ajudar as concessionárias de energia em 2014, percebe-se um aumento médio de mais de 35% no valor da tarifa energética, bem como, com a introdução do sistema de bandeiras tarifárias (amarelas e vermelhas), cada uma com seu valor adicional, percebe-se que novos reajustes devem ocorrer, estimulando-se a necessidade de se ter formas alternativas de se produzir energia elétrica, em que os valores sejam mais acessíveis, atendendo-se mais efetivamente as Resoluções da ANEEL(Agência Nacional de Energia Elétrica). Em 2012, a Resolução 482 da ANEEL entrou em vigor, permitindo que o consumidor integre a energia renovável à rede elétrica e assim obtenha descontos, ou seja participe de um sistema de compensação, em que produzirá energia elétrica com energia renovável (fotovoltaica) e a entregará para a concessionária, realizando um sistema de compensação pela energia comprada e, caso produza mais do que o consumo mensal, gerará créditos em quilowatts, e caso produza menos pagará somente o que foi utilizado e a taxa de distribuição. (continua…)

Para ler o trabalho completo, clique no link abaixo:

FERRAMENTA PARA ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DE PAINÉIS FOTOVOLTAICOS EM INDÚSTRIAS

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nota Solenerg:
Este material é público, está publicado no DOCPlayer.  Claramente é um estudo acadêmico. Gostamos, avaliamos ser de boa qualidade e de interesse geral, por isso está aqui reproduzido.

Att
Equipe Solenerg

 


Energia solar cresceu 70% em dois anos

Setor estima que, até 2030, vai responder por 10% da matriz energética, apesar do cancelamento de leilão

Planta solar em Ituverava, na Bahia, construída pela Enel Green Power Brasil - Divulgação

Planta solar em Ituverava, na Bahia, construída pela Enel Green Power Brasil – Divulgação

A geração de energia solar está experimentando um boom, como ocorreu anos atrás com a energia eólica, tendo crescido mais de 70% a capacidade de geração nos últimos dois anos. Cerca de 90% das unidades existentes foram instaladas neste período, segundo dados da SER Energia, empresa do setor. Apesar da perspectiva de forte crescimento, o governo federal cancelou o leilão de energia renovável, que seria realizado em 19 de dezembro e que incluía projetos de energia solar.

O presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, disse que o setor, que se preparava para participar do leilão, foi surpreendido com a suspensão. Para o executivo, foi um sinal ruim aos investidores. O executivo calculou que poderiam ter sido contratados pelo menos 1.500 megawatts (MW) em projetos de energia solar, que representariam investimentos de R$ 9 bilhões até 2019:

— Foi um golpe duro para o setor no momento em que está em fase de desenvolvimento. É um sinal muito ruim para atrair novos investimentos, seja na ampliação da geração ou na fabricação de equipamentos. A energia solar está se tornando fonte complementar de geração à energia hidrelétrica, que é limpa e renovável.

Apesar da suspensão do leilão de energias renováveis, empresários e especialistas acreditam que a energia solar vai continuar crescendo a taxas elevadas no país nos próximos anos. Segundo a Absolar, com base nas projeções feitas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), os projetos de energia solar podem chegar a 25 gigawatts (GW) em potência instalada até 2030. Eles poderão representar investimentos de R$ 125 bilhões.

Com essa expansão, se estima que a participação da energia solar na matriz energética vai passar do 0,02% em 2015 para mais de 10% em 2030.

A expectativa é que dos 25 GW de energia solar previstos para serem instalados até 2030, 17 GW sejam de geração centralizada (usinas de grande porte) e 8,2 GW de geração distribuída (em casas, edifícios comerciais e públicos, condomínios e na área rural, como em fazendas). A expectativa de o país atingir 25 GW de energia solar em 2030 integra um dos cenários construídos pela EPE, que serviu de base para o compromisso do Brasil na definição das metas nacionais de redução das emissões de gases do efeito estufa.

Há 111 projetos em andamento

Ao todo, existem 111 projetos em andamento, dos quais 12 em construção, com um total de 346 mil quilowatts (KW), e outros 99 empreendimentos que ainda não foram iniciados, de 2.634.397 KW. Com esses projetos, a Absolar estima que, já em 2018, a participação da energia solar na matriz energética ficará entre 2% e 3%.

De acordo com dados da Absolar, o segmento de microgeração solar cresceu 320% em 2015, com mais de seis mil sistemas em todo o país, com 42 MW em potência instalada, representando investimentos de R$ 375 milhões.

Na geração centralizada, a gigante italiana de energia Enel (controladora das distribuidoras de energia Ampla, que atua em 66 municípios Estado do Rio, a Coelce, no Ceará, e recentemente a Celg, que serve ao estado de Goiás) tem fortes investimentos em energia solar no país. Por meio de sua subsidiária Enel Green Power Brasil, a empresa está desembolsando cerca de US$ 980 milhões em quatro plantas solares (Nova Olinda, no Piauí, Ituverava, Horizonte e Lapa, na Bahia) que somam 807 megawatts (MW). A usina de Nova Olinda é a maior planta solar atualmente em construção na América Latina, com uma capacidade de 292 MW.

Uma vez concluídas, as quatro usinas serão capazes de gerar mais de 1,7 Terawatt/hora (TWh) por ano, o suficiente para atender a mais de 845 mil lares brasileiros por 12 meses.

Adley Piovessan, diretor executivo da SER Energia, do grupo SER-Tel, que executa projetos de energia solar e comercializa energia, disse que o crescimento das fontes renováveis na China e na Alemanha vem reduzindo drasticamente os custos dos equipamentos:

— Essa redução de preços fez o prazo de retorno do investimento em um projeto de geração solar cair de 25 anos para cerca de oito anos. O crescimento da geração de energia solar tem sido exponencial, e o potencial de expansão é absurdo. Estão vindo investimentos de fora do Brasil, além dos que estão sendo feitos por concessionárias no país.

Piovessan diz que o governo tem que aumentar linhas de crédito para compra de equipamentos no exterior e reduzir impostos. Cyro Boccuzzi, membro sênior do Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), diz que há avanços na regulação sendo elaborada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), permitindo a chamada geração remota por microempreendedores:

— Agora podem se formar condomínios de consumidores que implementem um projeto em qualquer outra parte da região atendida pela mesma concessionária. Antes só era possível gerar energia no seu próprio local de consumo.

O especialista estima que, por R$ 20 mil, é possível instalar uma unidade para gerar 2 KW, o suficiente para suprir mais de 90% do consumo de uma família de quatro pessoas:

— Em alguns anos, o consumidor tem o retorno do investimento e passará a gerar sua própria energia limpa, a um baixo custo de manutenção dos equipamentos e se livrando das elevadas tarifas de energia, que subiram mais de 50% em 2015. Acredito que o país poderá ter mil MW instalados de energia solar em oito a dez anos.

Mais financiamento do BNDES

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso, afirma que já vêm sendo adotados vários tipos de estímulos para o desenvolvimento da energia solar no país. Ele cita o convênio com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que autoriza os governos estaduais a isentarem de ICMS a energia que é liberada para a rede devido ao insumo obtido com a mini geração distribuída.

A redução de mais de 70% no preço da energia solar nos últimos dez anos e o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica em 2015 impulsionaram a geração solar no Brasil, de acordo com a Absolar. Segundo dados da Aneel, são 5.525 sistemas de micro e mini geração, dos quais 5.437 (98,4%) são de fonte solar, sendo 78% de uso residencial, 15% comercial e o restante, implementado nas indústrias, em edifícios públicos e em propriedades rurais, entre outros.

A Aneel projeta que a mini geração cresceu cerca de 800% em 2016. O BNDES também ampliou sua fatia de financiamento em projetos solares de 70% para 80%.

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fonte: RAMONA ORDOÑEZ – O GLOBO
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/energia-solar-cresceu-70-em-dois-anos-20715504#ixzz4UbQFxyPm

 


Turma de fotovoltaica para fevereiro/17 está pronta

Nos dias 16, 17 e 18 de fevereiro de 2017 a Solenerg Engenharia realizará em Belo Horizonte a sua 41ª turma do Curso de projeto e instalação de geradores solares fotovoltaicos.

Tudo pronto para mais 3 dias de intenso aprendizado, introduzindo profissionais novatos e experientes, juntos, no mercado de energia solar fotovoltaica.

solenerg-cursos-2O objetivo é apresentar as tecnologias utilizadas nesta forma de captação da energia solar permitindo aos participantes conhecerem características básicas da tecnologia, dos geradores e do mercado, parâmetros de avaliação, dimensionamento e instalação, propiciando uma capacitação para elaboração e análise de projetos conceituais, memoriais descritivos, diagramas e para trabalhos de instalação de micro geradores.

O curso é realizado de uma forma interativa e inclui uma parte expositiva, uso de software (PVSyst), práticas de campo e de dimensionamento de geradores autônomos e para conexão à rede (estudo de casos). Inclui visita técnica a uma instalação de geração fotovoltaica conectada à rede em operação. Serão entregues a cada participante certificado de participação, uma apostila e disponibilizado um pacote digital com o conjunto de slides e filmes apresentados, exercícios e documentos importantes.

cursos-solenerg-engenharia3Nesta etapa é concebido e projetado o sistema e especificado o equipamento necessário para o perfeito funcionamento da instalação. Esta etapa deve ser realizada por um engenheiro eletricista ou um profissional capacitado que tenha atribuições para realização de um projeto de baixa tensão com registro no CREA em comum acordo com o consumidor. Este profissional deverá registrar a Anotação de Responsabilidade Técnica no CREA de seu estado.

 

 

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Equipe Solenerg