Energias renováveis empregaram mais de 9,8 mi em 2016

Novo relatório da Agência Internacional de Energia Renovável mostra números melhores do que os gerados pelo setor de combustíveis fósseis

Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, 24 de maio de 2017 – As energias renováveis empregavam mais de 9,8 milhões de pessoas em 2016, segundo o mais recente relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). Energia Renovável e Emprego – Revisão Anual 2017 acaba de ser divulgado na 13ª reunião do Conselho da IRENA e traz os dados mais recentes sobre empregos e análises sobre os fatores que afetam o mercado de trabalho em energias renováveis.

“A queda dos custos e políticas facilitadoras têm impulsionado o investimento e, por consequência, os empregos em energias renováveis ??em todo o mundo desde a primeira avaliação anual da IRENA em 2012, quando pouco mais de cinco milhões de pessoas trabalhavam no setor”, destaca Adnan Z. Amin, Diretor Geral da IRENA. “Nos últimos quatro anos, por exemplo, o número de empregos nos setores solar e eólico mais do que dobrou. As energias renováveis estão apoiando diretamente objetivos socioeconômicos mais amplos, com a geração de empregos cada vez mais reconhecida como um componente central da transição energética global. À medida que a balança continua a pender em favor das energias renováveis, esperamos que o número de pessoas trabalhando no setor de energias renováveis ??possa chegar a 24 milhões até 2030, mais do que compensando as perdas de postos de trabalho com combustíveis fósseis e se tornando um grande motor de desenvolvimento econômico em todo o mundo”,  acrescentou.

O relatório mostra que as energias renováveis empregavam 8,3 milhões de trabalhadores em todo o  mundo em 2016, excluindo-se grandes hidrelétricas.  Se contabilizarmos os empregos diretos gerados por estas, o número total de empregos em energias renováveis no mundo sobe para 9,8 milhões. A  maior parte dos empregos se concentra na China, no Brasil, nos Estados Unidos, na Índia, no Japão e na Alemanha. Na China, por exemplo, 3,64 milhões de pessoas trabalharam em energias renováveis ??em 2016, um aumento de 3,4% em relação ao ano anterior.

O relatório da IRENA mostra ainda que, nesse setor, a energia solar fotovoltaica (PV) foi a maior empregadora em 2016, com 3,1 milhões de empregos – 12% a mais em relação a 2015 – principalmente na China, Estados Unidos e Índia. Nos Estados Unidos, os empregos na indústria solar aumentaram 17 vezes mais rápido do que a economia como um todo, crescendo 24,5% em relação ao ano anterior para mais de 260 mil. As novas instalações eólicas contribuíram para um aumento de 7% no emprego eólico global, que alcançou a marca de 1,2 milhão de postos de trabalho. O Brasil, a China, os Estados Unidos e a Índia também se revelaram mercados-chave de bioenergia, com os biocombustíveis respondendo por 1,7 milhão de empregos, a biomassa por 700 mil e o biogás 300 mil.

“Ao incluir dados de grandes hidrelétricas, este ano a IRENA traçou um quadro mais completo sobre os empregos no setor das energias renováveis. É importante reconhecer esses 1,5 milhão de trabalhadores, pois eles representam a maior tecnologia de energia renovável por capacidade instalada “, disse a Dra. Rabia Ferroukhi, Chefe da Unidade de Política da IRENA e Diretora Adjunta de Conhecimento, Política e Finanças.

O relatório também informa que, globalmente, 62% dos postos de trabalho em renováveis estão localizados na Ásia. Empregos em instalação e manufatura continuam a migrar para aquela região, especialmente para Malásia e Tailândia, que se tornaram centro mundial de fabricação de energia solar fotovoltaica.

Na África, os avanços no uso das energias renováveis em concessionárias de serviços públicos foram grandes, gerando 62.000 empregos em renováveis ??no continente. “Em alguns países africanos, com recursos e infraestrutura adequados, estamos vendo postos de trabalho surgirem em fabricação e instalação para projetos com escala de serviços públicos.  Para grande parte do continente, entretanto, as energias renováveis distribuídas, como a energia solar fora da rede, estão trazendo acesso à energia e desenvolvimento econômico. Estas soluções de mini-grid e off-grid estão dando às comunidades a chance de superar o gap de infra-estrutura de energia elétrica tradicional e criar novos postos de trabalho no processo “, disse Ferroukhi.

Sobre a Agência Internacional de Energias Renováveis –  A IRENA tem mandato para ser o centro mundial de cooperação e troca de informações sobre energias renováveis por 150 deputados (149 Estados e União Europeia). Outros 30 países estão no processo de adesão e estão ativamente envolvidos. A IRENA promove a adoção generalizada e a utilização sustentável de todas as formas de energias renováveis, na prossecução do desenvolvimento sustentável, do acesso à energia, da segurança energética e do crescimento econômico e da prosperidade em baixas emissões de carbono. ( www.irena.org )

Fonte: Revista Ecoturismo


A megausina de energia solar encravada no deserto que pretende abastecer a Europa

reprodução de reportagem por Sandrine Ceurstemont

Usina de Energia Solar (não fotovoltaica)

O micro-ônibus atravessa um enorme planalto em uma estrada recém-pavimentada do deserto de Marrocos. O chão é de terra seca e está cheio de rachaduras.

Ainda assim, a região não parece tão desolada quanto já foi no passado. Neste ano, ela virou o lar de uma das maiores usinas solares do mundo.

Centenas de espelhos cruzados, cada um deles maior que um ônibus, estão enfileirados cobrindo 1,4 quilômetro quadrado de deserto, uma área do tamanho de 200 campos de futebol.

Enorme complexo fica ao pé da cordilheira do Atlas, a 10 km de Ouarzazate

Enorme complexo fica ao pé da cordilheira do Atlas, a 10 km de Ouarzazate

O enorme complexo está em um local ensolarado ao pé da cordilheira do Atlas, a 10 km de Ouarzazate, uma cidade cujo apelido significa “porta do deserto”. Com cerca de 330 dias de sol por ano, é o lugar ideal.

Além de suprir as demandas domésticas de energia, o Marrocos espera um dia poder exportar energia solar à Europa. Essa usina tem o potencial para ajudar a definir o futuro energético da África e do mundo.

No dia da visita da reportagem da BBC, porém, o céu estava coberto de nuvens. “Nenhuma eletricidade será produzida hoje”, disse Rachid Bayed, da Agência Marroquina de Energia Solar (Masen, na sigla em inglês), responsável por implementar o projeto.

Um dia de “folga” não os preocupa. Atualmente, a energia solar está sendo adotada por vários países que passaram a vê-la como a mais abundante fonte de energia limpa.

Essa usina marroquina é apenas uma entre várias outras na África, e outras parecidas estão sendo construídas no Oriente Médio, na Jordânia, nos Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita. O custo cada vez menor da energia solar a tornou uma alternativa viável mesmo nas regiões mais ricas em petróleo do mundo.

Noor 1, a primeira fase da usina marroquina, já ultrapassou expectativas em termos de quantidade de energia produzida. É um resultado encorajador para o objetivo do Marrocos de reduzir a produção de combustíveis fósseis ao focar em energias renováveis e ainda assim atender às necessidades domésticas, que crescem em 7% todos os anos.

Quando estiver em força total, a usina empregará entre 50 e 100 funcionários

Quando estiver em força total, a usina empregará entre 50 e 100 funcionários

A estabilidade do governo e da economia do Marrocos ajudou o país a conseguir investimento da União Europeia, que financiou 60% dos custos do projeto Ouarzazate.

O país planeja gerar 14% de sua energia através do sol até 2020 e acrescentar outras fontes renováveis como vento e água ao plano com o objetivo de produzir 52% de sua própria energia até 2030.

Isso torna o Marrocos mais ou menos alinhado com países como o Reino Unido, que quer gerar 30% de sua eletricidade através de energias renováveis até o fim da década, e os Estados Unidos, onde o ex-presidente Barack Obama havia determinado índice de 20% até 2030.

Donald Trump ameaçou cortar o financiamento às energias renováveis, mas talvez suas ações não tenham grande impacto, já que muitas políticas são controladas por Estados e que grandes companhias já começaram a adotar fontes mais limpas e baratas.

A quantidade de sol da África pode tornar o continente um exportador de energia solar no futuro

A quantidade de sol da África pode tornar o continente um exportador de energia solar no futuro

Os refletores da usina geralmente podem ser ouvidos enquanto eles se movem para seguir o sol como um campo gigantesco de girassóis. Os espelhos filtram a energia do sol e esquenta um óleo sintético que segue por uma rede de canos.

As temperaturas podem chegar a 350ºC e o óleo quente é usado para produzir vapores de água em alta temperatura, alimentando um gerador movido a turbinas. “É o mesmo processo dos combustíveis fósseis, só que usamos o calor do sol como fonte”, diz Bayed.

A usina continua gerando energia mesmo após o pôr do sol, quando a demanda chega ao pico. Parte dessa energia é guardada em reservatórios feitos de nitrato de sódio e potássio, o que mantém a produção por até mais três horas. Na próxima fase da usina, a produção continuará por até oito horas após o sol se pôr.

Além de aumentar a produção de energia do Marrocos, o projeto Ouarzazate está ajudando a economia local. Cerca de 2 mil funcionários foram contratados durante os dois anos iniciais da construção, sendo que muitos deles são marroquinos.

Estradas foram construídas para criar acesso à planta e conectá-la às cidades mais próximas, ajudando as crianças a chegar até a escola. Além disso, uma grande quantidade de água foi levada ao complexo através de encanamentos, dando acesso a água para mais 33 vilarejos.

Masen também ensinou práticas sustentáveis a fazendeiros da área. No pequeno vilarejo de Asseghmou, a 48 km da cidade de Ouarzazate, a forma como ovelhas são criadas mudou.

A maioria dos fazendeiros ali dependiam apenas de sua experiência, mas agora estão entrando em contato com técnicas mais confiáveis, como simplesmente separar os animais em suas gaiolas, o que está aumentando a produtividade.

A Masen também doou ovelhas para criação a 25 fazendas. “Agora eu tenho mais segurança nos alimentos”, diz Chaoui, dono de uma fazenda local. E sua amendoeira está prosperando graças às dicas de cultivo.

Ainda assim, alguns locais se preocupam com a usina. Abdellatif, que viva na cidade de Zagora, 120 quilômetros ao sul dali, onde há taxas mais altas de desemprego, acha que Masen deveria se concentrar em criar empregos permanentes.

Ele tem amigos que foram contratados para trabalhar lá, mas apenas por alguns meses. Uma vez que entrar em operação total, a usina empregará entre 50 e 100 funcionários, apenas. “Os componentes da usina são feitos no exterior, mas seria melhor produzi-los aqui para gerar trabalho contínuo para os moradores locais”, diz.

Um problema maior é a enorme quantidade de água que a usina utiliza da represa de El Mansour Eddahbi. Nos últimos anos, a escassez de água tem sido um problema na região semidesértica e houve cortes no fornecimento.

Com cerca de 330 dias de sol ao ano, a região de Ouarzazate é um local ideal para a usina solar

Com cerca de 330 dias de sol ao ano, a região de Ouarzazate é um local ideal para a usina solar

A agricultura ao sul do Vale Draa depende da água da represa – ocasionalmente despejada no rio local, que geralmente é seco. O coordenador da usina, Mustapha Sellam, diz que a água usada pelo complexo representa 0,05% do abastecimento, pouco comparado à sua capacidade.

Ainda assim, o consumo da usina é o bastante para fazer uma diferença na vida dos fazendeiros locais, que já enfrentam dificuldades. É por isso que a usina está tentando reduzir a quantidade de água que consome, utilizando ar pressurizado para limpar os espelhos.

Além disso, a água usada para resfriar o vapor produzido pelos geradores é reutilizada para produzir mais eletricidade.

Há novas sessões da usina em construção no momento. A Noor 2 será parecida com a 1, mas a 3 terá um design diferente. Em vez de espelhos enfileirados, ela vai capturar e guardar a energia solar através de uma torre única, que acredita-se ser mais eficiente.

Sete milhares de espelhos retos serão dispostos ao redor da torre para capturar e refletir os raios de sol em direção a um capturador no topo dela, usando menos espaço do que as filas de espelhos exigem hoje. Sais derretidos no interior da torre vão capturar e armazenar o calor diretamente, sem a necessidade do óleo quente.

Centenas de enormes espelhos curvados estão enfileirados na usina

Centenas de enormes espelhos curvados estão enfileirados na usina

Sistemas parecidos já estão em uso na África do Sul, na Espanha e em alguns lugares nos Estados Unidos, como no deserto Mojave, na Califórnia e em Nevada. Mas, com uma altura de 26 metros, a estrutura de Ouarzazate será a mais alta do tipo no mundo inteiro.

Outras usinas similares estão em construção no Marrocos. O sucesso dessas usinas no Marrocos e na África do Sul podem incentivar outros países africanos a adotar a energia solar.

A África do Sul já entrou na lista dos dez maiores produtores de energia solar do mundo, e Ruanda tem a primeira usina do tipo no leste africano, criada em 2014. Há também planos de construção de usinas solares em Gana e Uganda.

O sol da África pode um dia transformar o continente em um exportador de energia para o resto do mundo. Ao menos Sellam tem grandes expectativas em relação a Noor. “Nosso principal objetivo é a independência energética, mas, se um dia estivermos produzindo a mais, podemos suprir outros países”, diz.

Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site da BBC Future.

fonte: BBC Brasil – 


Gerar eletricidade a partir do Sol é um dos futuros da energia

O portal Zero Hora(ZH) foi a Unisinos conhecer pesquisas que exploram potenciais da energia solar fotovoltaica, limpíssima, transformadora e cada vez mais barata

A energia solar é a fonte que mais cresce no mundo. Pudera: em um cenário em que combustíveis fósseis respondem por mais de 80% da produção energética no mundo, a energia que vem do Sol é limpíssima, gratuita, virtualmente infinita.

Na Unisinos, o professor do curso de Engenharia Mecânica João Batista Dias coordena diversos projetos de pesquisa na área. Um deles desenvolve sistemas para geração de energia solar nas residências — o que já vem se tornando uma realidade no Brasil: até 2050, as casas brasileiras devem gerar, a partir do Sol, 13% da eletricidade que consomem. A geração distribuída, nos locais em que a eletricidade é consumida, pode evitar os gastos e impactos da construção de grandes redes de transmissão e distribuição, além de reduzir a perda de energia que ocorre ao longo de qualquer sistema.

Outro projeto, para geração em comunidades isoladas, o que tem um potencial transformador, ao empoderar pessoas com acesso precário à eletricidade, além de mitigar o uso de geradores movidos a óleo diesel, bastante poluentes. Conheça os projetos no vídeo acima.

reprodução de informação publica relevante da fonte Portal ZH Noticias. Clique no nome para conhecer!


FERRAMENTA PARA ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DE PAINÉIS FOTOVOLTAICOS EM INDÚSTRIAS

FERRAMENTA PARA ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DE PAINÉIS FOTOVOLTAICOS EM INDÚSTRIAS

TOOL TO STUDY VIABILITY OF ECONOMIC IMPLEMENTATION OF PHOTOVOLTAIC PANELS IN INDUSTRIES

LIZIANE HOBMEIR – Mestrado em Desenvolvimento Tecnológico pelos Institutos LactecUnicuritiba
EDUARDO MARQUES TRINDADE – Doutorado em Ciências pelo Instituto de Química da UFRJ – Centro Internacional de Energias Renováveis com ênfase em Biogás

RESUMO

O presente estudo foi desenvolvido com o intuito de verificar a viabilidade de aplicação em ambientes industriais, as informações presentes na Resolução 482/2012 da ANEEL, que estabelece as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeraçãode energia elétrica, bem como apresentar uma ferramenta para facilitar na tomada de decisão de implantação de painéis fotovoltaicos em sistema de compensação de energia elétrica, ou seja, utilizar a energia fotovoltaica transformada em energia elétrica e disponibilizá-la para a distribuidora energética da cidade, difundindo a ideia de implantação deste processo nas condições de operação industrial.

Palavras-chave: Energia fotovoltaica. Sistema de Compensação Energética. Viabilidade Econômica.

ABSTRACT

This study was conducted in order to verify the feasibility of application in industrial environments, the contact information on ANEEL Resolution 482/2012, which establishes the general conditions for access of micro and minigeneration of electricity, as well as provide a tool to facilitate in making deployment decisions of photovoltaic panels in power compensation system , ie using photovoltaics transformed into electrical energy and make it available for energy distributing city, spreading the implementation of idea of this process in conditions industrial operation.

Keywords: PhotovoltaicEnergy. EnergyCompensation. Economic Viability.

INTRODUÇÃO

Devido à crise hídrica, energética e aos valores investidos pelo Governo para ajudar as concessionárias de energia em 2014, percebe-se um aumento médio de mais de 35% no valor da tarifa energética, bem como, com a introdução do sistema de bandeiras tarifárias (amarelas e vermelhas), cada uma com seu valor adicional, percebe-se que novos reajustes devem ocorrer, estimulando-se a necessidade de se ter formas alternativas de se produzir energia elétrica, em que os valores sejam mais acessíveis, atendendo-se mais efetivamente as Resoluções da ANEEL(Agência Nacional de Energia Elétrica). Em 2012, a Resolução 482 da ANEEL entrou em vigor, permitindo que o consumidor integre a energia renovável à rede elétrica e assim obtenha descontos, ou seja participe de um sistema de compensação, em que produzirá energia elétrica com energia renovável (fotovoltaica) e a entregará para a concessionária, realizando um sistema de compensação pela energia comprada e, caso produza mais do que o consumo mensal, gerará créditos em quilowatts, e caso produza menos pagará somente o que foi utilizado e a taxa de distribuição. (continua…)

Para ler o trabalho completo, clique no link abaixo:

FERRAMENTA PARA ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DE PAINÉIS FOTOVOLTAICOS EM INDÚSTRIAS

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nota Solenerg:
Este material é público, está publicado no DOCPlayer.  Claramente é um estudo acadêmico. Gostamos, avaliamos ser de boa qualidade e de interesse geral, por isso está aqui reproduzido.

Att
Equipe Solenerg

 


Energia solar cresceu 70% em dois anos

Setor estima que, até 2030, vai responder por 10% da matriz energética, apesar do cancelamento de leilão

Planta solar em Ituverava, na Bahia, construída pela Enel Green Power Brasil - Divulgação

Planta solar em Ituverava, na Bahia, construída pela Enel Green Power Brasil – Divulgação

A geração de energia solar está experimentando um boom, como ocorreu anos atrás com a energia eólica, tendo crescido mais de 70% a capacidade de geração nos últimos dois anos. Cerca de 90% das unidades existentes foram instaladas neste período, segundo dados da SER Energia, empresa do setor. Apesar da perspectiva de forte crescimento, o governo federal cancelou o leilão de energia renovável, que seria realizado em 19 de dezembro e que incluía projetos de energia solar.

O presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, disse que o setor, que se preparava para participar do leilão, foi surpreendido com a suspensão. Para o executivo, foi um sinal ruim aos investidores. O executivo calculou que poderiam ter sido contratados pelo menos 1.500 megawatts (MW) em projetos de energia solar, que representariam investimentos de R$ 9 bilhões até 2019:

— Foi um golpe duro para o setor no momento em que está em fase de desenvolvimento. É um sinal muito ruim para atrair novos investimentos, seja na ampliação da geração ou na fabricação de equipamentos. A energia solar está se tornando fonte complementar de geração à energia hidrelétrica, que é limpa e renovável.

Apesar da suspensão do leilão de energias renováveis, empresários e especialistas acreditam que a energia solar vai continuar crescendo a taxas elevadas no país nos próximos anos. Segundo a Absolar, com base nas projeções feitas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), os projetos de energia solar podem chegar a 25 gigawatts (GW) em potência instalada até 2030. Eles poderão representar investimentos de R$ 125 bilhões.

Com essa expansão, se estima que a participação da energia solar na matriz energética vai passar do 0,02% em 2015 para mais de 10% em 2030.

A expectativa é que dos 25 GW de energia solar previstos para serem instalados até 2030, 17 GW sejam de geração centralizada (usinas de grande porte) e 8,2 GW de geração distribuída (em casas, edifícios comerciais e públicos, condomínios e na área rural, como em fazendas). A expectativa de o país atingir 25 GW de energia solar em 2030 integra um dos cenários construídos pela EPE, que serviu de base para o compromisso do Brasil na definição das metas nacionais de redução das emissões de gases do efeito estufa.

Há 111 projetos em andamento

Ao todo, existem 111 projetos em andamento, dos quais 12 em construção, com um total de 346 mil quilowatts (KW), e outros 99 empreendimentos que ainda não foram iniciados, de 2.634.397 KW. Com esses projetos, a Absolar estima que, já em 2018, a participação da energia solar na matriz energética ficará entre 2% e 3%.

De acordo com dados da Absolar, o segmento de microgeração solar cresceu 320% em 2015, com mais de seis mil sistemas em todo o país, com 42 MW em potência instalada, representando investimentos de R$ 375 milhões.

Na geração centralizada, a gigante italiana de energia Enel (controladora das distribuidoras de energia Ampla, que atua em 66 municípios Estado do Rio, a Coelce, no Ceará, e recentemente a Celg, que serve ao estado de Goiás) tem fortes investimentos em energia solar no país. Por meio de sua subsidiária Enel Green Power Brasil, a empresa está desembolsando cerca de US$ 980 milhões em quatro plantas solares (Nova Olinda, no Piauí, Ituverava, Horizonte e Lapa, na Bahia) que somam 807 megawatts (MW). A usina de Nova Olinda é a maior planta solar atualmente em construção na América Latina, com uma capacidade de 292 MW.

Uma vez concluídas, as quatro usinas serão capazes de gerar mais de 1,7 Terawatt/hora (TWh) por ano, o suficiente para atender a mais de 845 mil lares brasileiros por 12 meses.

Adley Piovessan, diretor executivo da SER Energia, do grupo SER-Tel, que executa projetos de energia solar e comercializa energia, disse que o crescimento das fontes renováveis na China e na Alemanha vem reduzindo drasticamente os custos dos equipamentos:

— Essa redução de preços fez o prazo de retorno do investimento em um projeto de geração solar cair de 25 anos para cerca de oito anos. O crescimento da geração de energia solar tem sido exponencial, e o potencial de expansão é absurdo. Estão vindo investimentos de fora do Brasil, além dos que estão sendo feitos por concessionárias no país.

Piovessan diz que o governo tem que aumentar linhas de crédito para compra de equipamentos no exterior e reduzir impostos. Cyro Boccuzzi, membro sênior do Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), diz que há avanços na regulação sendo elaborada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), permitindo a chamada geração remota por microempreendedores:

— Agora podem se formar condomínios de consumidores que implementem um projeto em qualquer outra parte da região atendida pela mesma concessionária. Antes só era possível gerar energia no seu próprio local de consumo.

O especialista estima que, por R$ 20 mil, é possível instalar uma unidade para gerar 2 KW, o suficiente para suprir mais de 90% do consumo de uma família de quatro pessoas:

— Em alguns anos, o consumidor tem o retorno do investimento e passará a gerar sua própria energia limpa, a um baixo custo de manutenção dos equipamentos e se livrando das elevadas tarifas de energia, que subiram mais de 50% em 2015. Acredito que o país poderá ter mil MW instalados de energia solar em oito a dez anos.

Mais financiamento do BNDES

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso, afirma que já vêm sendo adotados vários tipos de estímulos para o desenvolvimento da energia solar no país. Ele cita o convênio com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que autoriza os governos estaduais a isentarem de ICMS a energia que é liberada para a rede devido ao insumo obtido com a mini geração distribuída.

A redução de mais de 70% no preço da energia solar nos últimos dez anos e o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica em 2015 impulsionaram a geração solar no Brasil, de acordo com a Absolar. Segundo dados da Aneel, são 5.525 sistemas de micro e mini geração, dos quais 5.437 (98,4%) são de fonte solar, sendo 78% de uso residencial, 15% comercial e o restante, implementado nas indústrias, em edifícios públicos e em propriedades rurais, entre outros.

A Aneel projeta que a mini geração cresceu cerca de 800% em 2016. O BNDES também ampliou sua fatia de financiamento em projetos solares de 70% para 80%.

* * *

fonte: RAMONA ORDOÑEZ – O GLOBO
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/energia-solar-cresceu-70-em-dois-anos-20715504#ixzz4UbQFxyPm

 


França inaugura primeira estrada solar do mundo

Rodovia coberta de painéis solares deve gerar energia para iluminação pública de uma pequena cidade da Normandia.

Estrada formada por painéis solares é vista após sua inauguração em Tourouvre, no noroeste da França (Foto: Charly Triballeau/AFP)

Estrada formada por painéis solares é vista após sua inauguração em Tourouvre, no noroeste da França (Foto: Charly Triballeau/AFP)

A França inaugurou nesta quinta-feira (22) a primeira estrada solar do mundo. A rodovia é pavimentada com painéis solares capazes de fornecer energia para a iluminação pública de Tourouvre, pequena cidade de 5 mil habitantes no noroeste do país, na região da Normandia.

O trecho de um quilômetro coberto com 2,8 metros quadrados de painéis solares revestidos de resina foi ligado à rede de energia elétrica local, segundo anunciou a ministra do Meio Ambiente francesa, Ségolène Royal.

“Este novo uso da energia solar aproveita grandes extensões de infraestrutura rodoviária já em uso para produzir energia sem ocupar novos espaços”, disse Royal por meio de um comunicado.

A ministra anunciou um plano de quatro anos para o “desenvolvimento das estradas solares”, com projetos iniciais na Bretanha, no oeste, e em Marselha, no sul do país.

Uma média de 2 mil carros trafega pela estrada em Tourouvre diariamente, testando a resistência dos painéis para o projeto desenvolvido pela empresa de engenharia civil francesa Colas, uma subsidiária do gigante da construção Bouygues.

A ideia, que também está sendo explorada na Alemanha, Holanda e Estados Unidos, é que as estradas sejam ocupadas por carros em apenas 20% do tempo, oferecendo vastas extensões de superfície para absorver os raios solares.

Na Alemanha, a inovação energética está em fase de testes num trecho de 150 metros perto da cidade de Colônia, no oeste do país. Nos Estados Unidos, o estado do Missouri trabalha na instalação de painéis numa pequena área perto da famosa Route 66, a estrada que atravessa o país.

A Colas diz que, em teoria, a França poderia se tornar independente de energia não renovável pavimentando apenas um quarto dos seus milhões de quilômetros de estradas com painéis solares.

Críticas à “estrada solar”
O projeto foi alvo de críticas de diversas organizações ambientalistas que consideram seu custo, de 5 milhões de euros, exagerado para a quantidade de energia que pode produzir.

“Sem dúvida é um avanço técnico, mas para desenvolver as energias renováveis há outras prioridades do que este brinquedo que sabemos que é muito caro, mas não funciona bem”, disse ao jornal Le Monde o vice-presidente da Rede para a Transição Energética (CLER), Marc Jedliczka.

O preço do quilowatt produzido nesta via solar chega a 17 euros, frente aos 1,3 euros para a geração de em uma instalação fotovoltaica – que produz volts de energia por meio da luz solar – em um telhado. Os especialistas destacam que as instalações inclinadas são mais eficientes na hora de produzir eletricidade, uma desvantagem desta iniciativa, pois está em posição horizontal.

Os responsáveis pelo projeto sustentam que o trecho inaugurado hoje é uma prova de que o preço da infraestrutura diminuirá à medida que aumente a demanda, o que barateará também o custo da energia produzida. Em 2020, disseram, o preço do quilowatt produzido em uma estrada solar será similar ao de outra usina de energia solar.

fonte: G1-globo.com

nota do portal Solenerg: É um bom teste. Os custos dos painéis fotovoltaicos vem caindo, e sua eficiência aumentando, gradativamente. Neste caso os custos não compensam mesmo, mas porquê uma tecnologia de estrutura e fundação ainda está em desenvolvimento para que os painéis possam suportar peso, as cargas em uma estrada – entre outras coisas, aqui também cobriram os painéis com uma resina especial. E também relembramos: A Solenerg vem apontando há algum tempo a necessidade de se implantar estudos – de impacto ambiental, micro clima e de comportamento prático da rede de energia elétrica da concessionária (on grid – ramal afetado) no entorno de grandes áreas cobertas por painéis fotovoltaicos.


Governo do Mato Grosso do Sul concede isenção de ICMS para minigeradores de energia elétrica

Incentivando a produção de energia renovável e o consumo consciente, o governo de Mato Grosso do Sul beneficia, desde o início de dezembro, consumidores residenciais, comerciais e de empreendimentos rurais que investirem na microgeração de energia elétrica renovável, como a energia solar fotovoltaica. O decreto nº 14.617, de 6 de dezembro de 2016, foi publicado isentando o ICMS sobre o excedente produzido.

O consumidor que optar por gerar a própria energia por meio de fontes renováveis pode trocar com a concessionária local seu excedente e obter descontos na conta de luz. O abatimento ocorre por meio da isenção do ICMS sobre a energia elétrica trocada entre consumidor e distribuidora.

Com isso, o consumidor pagará apenas o imposto sobre a energia consumida e, com a geração excedente, acumula créditos junto à distribuidora que podem ser usados como abatimento.

Para o governador Reinaldo Azambuja, a adesão de Mato Grosso do Sul ao Convênio do Confaz vai beneficiar a população na cidade e também no campo, além de promover o desenvolvimento de novas tecnologias de geração de energia renovável. “Nosso Estado era um dos únicos que ainda não havia aderido à proposta. Contudo, decidimos fazer parte desse projeto, uma vez que a medida está alinhada com nossa política de desenvolvimento sustentável”, reforçou.

Microgeração e minigeração de energia

O sistema de microgeração e minigeração distribuída são denominados como centrais geradoras de energia elétrica, com potência instalada menor ou igual a 100 kW para o primeiro, e, superior a 100 kW e menor ou igual a 1 MW para o segundo e que utilize fontes com base em energia hidráulica, solar, eólica, biomassa ou cogeração qualificada, conforme regulamentação da ANEEL, conectada na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras.

Desta maneira é criado o sistema de compensação de energia elétrica, no qual a energia ativa gerada por unidade consumidora com microgeração distribuída ou minigeração distribuída compense o consumo de energia elétrica ativa.

Pelo sistema a unidade geradora instalada em uma residência, por exemplo, produzirá energia e o que não for consumido será injetado no sistema da distribuidora, que utilizará o crédito para abater o consumo nos meses subsequentes. Os créditos poderão ser utilizados por prazo determinado e as informações estarão contidas na fatura do consumidor.

A medida havia sido anunciada em outubro deste ano, durante reunião do governador Reinaldo Azambuja e a diretoria da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), após formalização do convênio ICMS 16/2015 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Assim, a administração estadual fica autorizada a conceder isenção do ICMS nos termos do Sistema de Compensação de Energia Elétrica, estabelecido pela Resolução Normativa nº 482, de 17 de abril de 2012 da Aneel – que regulamenta a micro e a mini geração.

Sol como aliado

O Brasil é um país privilegiado em termos de insolação. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), que considera os dados do relatório “Um Banho de Sol para o Brasil”, elaborado pelo Instituto Vitae Civilis, o país recebe energia solar da ordem de 1.013 MW/h anuais, o que corresponde a cerca de 50 mil vezes o seu consumo anual de eletricidade.

Os Estados brasileiros recebem, em média, entre 3 e 8 horas por dia de insolação. O Nordeste é a região de maior radiação solar, com média anual comparável às melhores regiões do mundo, como a cidade de Dongola, no deserto do Sudão (África), e a região de Dagget, no Deserto de Mojave, na Califórnia (EUA).

Apesar de todo esse potencial, o país tem um número muito pequeno de equipamentos que convertem energia solar em elétrica, decorrente entre outros fatores, dos altos custos dos equipamentos. No Brasil, o investimento em um sistema básico de placas fotovoltaicas tem seu retorno em aproximadamente seis anos, tendo uma vida útil de 30 anos, ou seja, após o período de amortização o utilizador não terá nenhum custo de energia.

Conforme dados da Secretaria de Desenvolvimento e Meio Ambiente de MS (Semade), atualmente existem 143 projetos de microgeração de energia elétrica renovável em Mato Grosso do Sul. O secretário Jaime Verruck salientou que com a permissão da compensação e a isenção do ICMS, a expectativa é aumentar a procura por investimentos nessa tecnologia. “Já temos alguns empreendimentos de usinas solares fotovoltaicas previstos para MS e um deles é na região de Cassilândia e Paranaíba. O governador nos solicitou e vamos criar um programa estadual de energias renováveis, pois além da energia fotovoltaica, temos outros projetos de biomassa previstos”, declarou.

Entre os benefícios desse tipo de geração de energia estão: redução da emissão de carbono, utilizando fontes de energia renováveis ao invés de combustíveis fósseis, ajudando a combater os efeitos da mudança climática; utilização de fontes de energia renováveis não esgota os recursos naturais da Terra; uso de recursos livremente disponíveis, tais como o vento e o Sol podem fazer os custos de energia de modo geral ser reduzidos; promoção de mercado de energia competitivo, uma vez que há menos dependência de grandes empresas de energia, garantindo que a energia acessível está disponível para todos, incentivado os usuários a pensar e usar a sua própria energia e educar outras pessoas; crescimento da indústria e geração de novos empregos.

fonte: MS Notícias


Brasil registra mais de 4 mil conexões de geração de energia fotovoltaica

A tecnologia de captação de energia solar tem aumentado sua eficiência nos últimos anos

O Brasil possui grande potencial para o desenvolvimento da energia solar. Até agosto deste ano foram realizadas 5.040 conexões de geração de energia pelo próprio consumidor – conhecida por micro e minigeração distribuída. Entre as energias renováveis mais utilizadas, a solar fotovoltaica é a fonte que mais se destaca, com 4.955 conexões. Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Duas em cada três centrais de autogeração de energia foi instalada em 2016 Até o final de 2015, todos os países do mundo computavam uma potência instalada solar fotovoltaica de 234 GW

Duas em cada três centrais de autogeração de energia foi instalada em 2016
Até o final de 2015, todos os países do mundo computavam uma potência instalada solar fotovoltaica de 234 GW

De acordo com Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), a busca pela geração de energia elétrica pelo consumidor vem aumentando.

Entre os locais com autogeração de energia fotovoltaica – conhecida também como centrais de autogeração de energia – cerca de 78% foram contratadas por residências, 15% por comércio e associações, e o restante, pela indústria.

Para Sauaia, o aumento da procura tem a ver com o aumento da conta de luz para o consumidor final no último ano, pois “é ele quem sente mais no bolso o aumento do preço da conta no fim do mês”, explica.

O Estado com o maior número de micro e minigeradores é Minas Gerais (1.226 conexões), seguido de São Paulo (711) e Rio Grande do Sul (564).

Incentivo

Para ampliar e aprofundar as ações de estímulo à geração de energia pelos próprios consumidores, o Ministério de Minas e Energia (MME) lançou, em dezembro de 2015, o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD). Com R$ 100 bilhões em investimentos do ProGD, a previsão é que, até 2030, 2,7 milhões de unidades consumidoras poderão ter energia gerada por elas mesmas.

O presidente da Absolar explica que, para o consumidor final, o investimento para geração de energia fotovoltaica custa cerca de R$ 15 a R$ 25 mil. Sauaia destaca que esse investimento demanda de 6 a 12 anos para se pagar.

Para o especialista em regulação da Aneel, Daniel Vieira, o consumidor vem percebendo que há vantagens na adoção do sistema, pois se paga muito antes da vida últil das placas solares, que têm 25 anos de garantia.

Oferta mundial

Até o final de 2015, todos os países do mundo computavam uma potência instalada solar fotovoltaica de 234 GW, considerando também a expansão de 52 GW no ano.

De acordo com dados da Agência Internacional de Energia (IEA), a geração solar poderá responder por cerca de 11% da oferta mundial de energia elétrica em 2050 (5 mil TWh). A área coberta por painéis fotovoltaicos capaz de gerar essa quantidade é de 8 mil km², o equivalente a um quadrado de 90 km de lado.

Para 2024, a estimativa do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE-2024), é que a capacidade instalada de geração solar no Brasil chegue a 8.300 MW. A proporção da geração solar chegará a 1% da total. Os estudos do PDE 2025, em elaboração, sinalizam a ampliação dessas previsões.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Aneel, Absolar e IEA


Engenharia do Exército Brasileiro atuando com fotovoltaica

clipboard01Poços artesianos no nordeste, com bomba d’água acionada pela energia elétrica fotovoltaica off grid. É o impacto prático e positivo da energia derivada do sol, melhorando as condições de vida dos brasileiros em localidades remotas, em seus rincões mais humildes. trazendo a festa da água doce e limpa onde ela já não existia mais.

Assista ao vídeo abaixo, gravado pela reportagem da Rede Globo em São João do Sabugi-RN, onde o Comando Militar do Nordeste, Primeiro Grupamento de Engenharia, instalou um dos 200 poços artesianos fotovoltaicos que pretendem espalhar por cinco Estados no NE brasileiro.

O impacto humano, psicológico, social e econômico nestas comunidades é impressionante.

Att
Equipe Solenerg

 


Energia Solar aplicada aos Centros Comunitários de Produção

GUIA PARA A ELABORAÇÃO DE PROJETOS

Eletrificação rural sustentável e o uso das fontes renováveis de energia – volume 2

IICA/Eletrobras

O Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica – Luz Para Todos – é um programa de eletrificação rural criado pelo Governo Federal e instituído pelo Decreto nº4.873, de 11 de novembro de 2003.

clipboard01Considerado um dos maiores programas de eletrificação rural do mundo, o Programa Luz Para Todos beneficiou inúmeras comunidades no interior do país com o serviço público de energia elétrica. O Programa é coordenado pelo Ministério das Minas e Energia (MME), operacionalizado pelas Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras) e executado pelas concessionárias de distribuição ou pelas cooperativas autorizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Apesar do significativo avanço do Programa em âmbito nacional, uma parcela da população, que vive principalmente em áreas remotas da região amazônica, ainda carece do benefício do serviço público de energia elétrica. Nessas localidades, levar energia por meio da extensão de redes convencionais de distribuição é uma tarefa inviável por questões técnicas, econômicas ou ambientais. Diante desse desafio, os atores do setor elétrico envolvidos: MME, ANEEL, Eletrobras e Agentes Executores do Programa Luz Para Todos, têm buscado soluções alternativas para a universalização do serviço de energia elétrica, onde as fontes renováveis de energia se apresentam como uma das opções para a eletrificação rural.

Assim, a Eletrobras estabeleceu uma parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura – IICA, celebrando o Projeto de Cooperação Técnica BRA/IICA/09/ 001 ”Acesso e uso da energia elétrica como fator de desenvolvimento de comunidades do meio rural brasileiro”, em 18 de março de 2009, com a finalidade de criar processos e metodologias para o desenvolvimento de capacidades, na Eletrobras e em seus parceiros, para a execução de projetos com foco no atendimento de energia elétrica para as comunidades que carecem desse serviço, com ênfase na utilização de fontes renováveis e seu uso produtivo como vetor de desenvolvimento dessas comunidades. A dificuldade para a universalização do serviço de energia elétrica em áreas remotas não se restringe apenas às questões logísticas e técnicas, pois ela também passa pelas questões regulatórias e legais.

Diante dessa realidade, a Resolução Normativa da ANEEL nº 493, de 5 de junho de 2012, estabeleceu os procedimentos e as condições de fornecimento por meio de Microssistema Isolado de Geração e Distribuição de Energia Elétrica – MIGDI ou Sistema Individual de Geração de Energia Elétrica com Fonte Intermitente – SIGFI. O Decreto nº 8.387, de 30 de dezembro de 2014, estabeleceu a vigência do Programa Luz Para Todos para até 2018, enquanto o Decreto nº 8.493, de 15 de julho de 2015, determinou que os atendimentos às Regiões Remotas dos Sistemas Isolados sejam feitos através de contratações no âmbito desse Programa.

Pesquisas realizadas na esfera dos programas de eletrificação rural indicam que apenas o acesso à energia elétrica não garante o desenvolvimento socioeconômico local das comunidades. É preciso levar algo mais, que possibilite melhorar a condição de renda dessas comunidades com o uso da eletricidade. Assim, o Governo Federal e a Eletrobras têm investido no desenvolvimento dos Centros Comunitários de Produção – CCP, com o objetivo de promover o uso produtivo e eficiente da energia elétrica.

Nesse contexto e considerando a atual fase do Programa, em que as comunidades sem energia elétrica estão localizadas em áreas remotas e isoladas, ganham força os projetos de geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis para o suprimento de unidades modulares de produção. Assim, as novas iniciativas deverão estar focadas na busca de sustentabilidade para esses novos tipos de projetos, considerando o arcabouço regulatório relativo à eletrificação rural e às questões sobre tecnologias e modelos de gestão, de forma a minimizar riscos para as concessionárias de distribuição. Além disso, devem ser priorizadas as ações para difundir técnicas e orientações aos consumidores sobre o uso produtivo e eficiente da energia elétrica.

livroEsperamos que este livro seja um instrumento de capacitação, ou orientação, para profissionais do Setor Elétrico e auxilie os Agentes Executores, ou seja, as concessionárias de distribuição e as cooperativas de eletrificação rural autorizadas, no alcance de suas metas de universalização do acesso ao serviço de energia elétrica, com a replicação de projetos de geração por meio de sistemas solares fotovoltaicos para beneficiamento de produtos primários em comunidades rurais localizadas em áreas remotas, impossibilitadas de atendimento pela rede de distribuição.

Eduardo Luís de Paula Borges
Gerente da Divisão de Estudos Técnicos de Projetos Setoriais da Eletrobras
Diretor Substituto do Projeto de Cooperação Técnica BRA/IICA/09/01

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