Gerar eletricidade a partir do Sol é um dos futuros da energia

O portal Zero Hora(ZH) foi a Unisinos conhecer pesquisas que exploram potenciais da energia solar fotovoltaica, limpíssima, transformadora e cada vez mais barata

A energia solar é a fonte que mais cresce no mundo. Pudera: em um cenário em que combustíveis fósseis respondem por mais de 80% da produção energética no mundo, a energia que vem do Sol é limpíssima, gratuita, virtualmente infinita.

Na Unisinos, o professor do curso de Engenharia Mecânica João Batista Dias coordena diversos projetos de pesquisa na área. Um deles desenvolve sistemas para geração de energia solar nas residências — o que já vem se tornando uma realidade no Brasil: até 2050, as casas brasileiras devem gerar, a partir do Sol, 13% da eletricidade que consomem. A geração distribuída, nos locais em que a eletricidade é consumida, pode evitar os gastos e impactos da construção de grandes redes de transmissão e distribuição, além de reduzir a perda de energia que ocorre ao longo de qualquer sistema.

Outro projeto, para geração em comunidades isoladas, o que tem um potencial transformador, ao empoderar pessoas com acesso precário à eletricidade, além de mitigar o uso de geradores movidos a óleo diesel, bastante poluentes. Conheça os projetos no vídeo acima.

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Última chamada para o curso de 20HS de Projeto e Instalação de gerador solar fotovoltaico de fev/17

CURSO DE PROJETO E INSTALAÇÃO DE GERADORES SOLARES FOTOVOLTAICOS

Chamada para o curso de fotovoltaica de fevereiro/2017 – ÚLTIMAS VAGAS

Capacite-se em fotovoltaica. A turma dos dias 16, 17 e 18 de fevereiro do nosso curso de geração de eletricidade fotovoltaica está pronta.

Ementa/brochura do curso – veja aqui

Ficha de pré inscrição – veja aqui

São as últimas vagas, aproveite! Inscreva-se ainda hoje e garanta a sua capacitação. Aproveite para indicar a um amigo ou colega de trabalho.

” (…) Na Solenerg, um curso completo. São 3 dias de intenso aprendizado, com 20 horas/aula, proporcionando a cada participante uma experiência + efetiva e valiosa, abrindo as portas da tecnologia fotovoltaica, que nos próximos meses deverá gerar cerca de 100 mil novos postos de trabalho especializados (…)”

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Mais informações com Caetano
Fixo:(31) 3166-6142
Vivo:(31) 99530-7411 (whatsapp)
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cursos-solenerg-engenharia2Uma oportunidade única para você aprender, dominar e se aprimorar na tecnologia fotovoltaica

Curso interativo e dinâmico que inclui apresentação das tecnologias utilizadas na área fotovoltaica, de técnicas de projeto (dimensionamento e elaboração de projetos conceituais, memoriais descritivos e diagramas) e instalação de micro geradores fotovoltaicos, tanto autônomos quanto conectados à rede, dos procedimentos para solicitar conexão à rede da Cemig e práticas de dimensionamento, de instalação de painel em telhado, de montagem de uma caixa de proteção e visita técnica a um gerador conectado à rede em operação.

Próxima turma: 16 à 18 de fevereiro de 2017
Carga horária: 20 h – quinta e sexta > 08h30 às 17h30; e sábado > 08h30 às 12h30;
Local: Centro de Capacitação em Tecnologia (CCT) da Loja Elétrica
Av. Pedro II, nº 3.703, bairro Padre Eustáquio, Belo Horizonte – MG > clique aqui para ver no mapa;

Forma de pagamento: transferência ou depósito em conta-corrente (solicitamos que nos envie por e-mail o comprovante logo após efetuar o pagamento);

Valor: R$ 1.300,00*
*Para pagamentos confirmados até 14 dias antes da data de início do curso haverá um desconto especial de 10%;
*Para pagamento entre 14 e 7 dias antes do curso haverá um desconto especial de 5%.

cursos-solenerg-engenharia1Para mais detalhes, clique aqui para ver a brochura do curso

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INSCRIÇÕES

Primeiro passo: Inscreva-se agora > clique aqui para preencher a ficha de pré inscrição;

Segundo passo: A Solenerg enviará um e-mail reservando a sua vaga, com instruções para pagamento; Efetue seu pagamento o mais breve possível e encaminhe seu comprovante por email;

Terceiro passo: Identificado seu pagamento, a Solenerg enviará um e-mail com a confirmação da sua inscrição e um documento com instruções completas para o dia do curso, além de um link para estudos e download do material, para sua preparação.

Confirme com antecedência sua inscrição. Aproveite o desconto especial.

Não deixe para os últimos dias! As vagas são limitadas e terminam rapidamente.

Att
Equipe Solenerg Engenharia
Fixo:(31) 3166-6142
Vivo:(31) 99530-7411 (whatsapp)
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Curso de Projeto e Instalação de Geradores Solares Fotovoltaicos on-off grid
Organização Solenerg Engenharia Ltda.
CNPJ: 02 128 550 0001-16
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Energia solar como aliada da agricultura

Redução de 80% no preço do sistema fotovoltaico nos últimos 10 anos estimula produtores a investirem na tecnologia, diminuindo a conta de luz nas propriedades rurais

Por Joana Colussi

Márcio Aurélio, diretor de empresa de energia, mostrou as vantagens e a família investiu na tecnologia Foto: Carmo Amorim / Especial

Márcio Aurélio, diretor de empresa de energia, mostrou as vantagens e a família investiu na tecnologia Foto: Carmo Amorim / Especial

Desde os primeiros dias do novo ano, o sol assumiu uma função extra na propriedade da família de Nelci Fernandes de Vargas, em Pinhal da Serra, próximo à divisa com Santa Catarina. Com 16 painéis fotovoltaicos instalados sobre a casa, o produtor espera se tornar autossustentável no consumo de energia elétrica nos próximos anos. A intenção é reduzir os custos com eletricidade nos 42 hectares destinados à criação de gado de corte e de ovinos e à produção de soja e milho.

Hoje, a conta de luz para a operação das câmaras frias, resfriadores e outros equipamentos instalados na propriedade chega a R$ 500 mensais. Com o investimento de R$ 37 mil, financiado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o produtor espera zerar a despesa e ainda gerar excedente para suprir futuros consumos.

— Queremos instalar irrigação na lavoura e a energia solar poderá ajudar — projeta Vargas, que foi motivado a investir na tecnologia pelo filho Márcio Aurélio Rubert de Vargas, que mora na propriedade e é diretor da Sul Energia, empresa de energia fotovoltaica, que instalou os equipamentos.

Foto: arte ZH / RBS

Foto: arte ZH / RBS

Com capacidade para gerar 6 mil quilowatts hora por ano, quantidade superior ao consumo atual da propriedade, a família estima que o sistema de energia fotovoltaica se pagará em cinco anos. O cálculo de retorno do investimento foi feito também pelo produtor Dionel Augusto Funk, de Vale do Sol, no Vale do Rio Pardo. Com produção de fumo, soja e milho em 36 hectares, o produtor aguarda liberação de financiamento do Pronaf para investir em 125 placas fotovoltaicas que poderão gerar 48 mil quilowatts hora por ano.

A ideia é abastecer as estufas elétricas do forno de fumo e o secador de grãos. Por mês, as despesas com energia elétrica superam R$ 1,6 mil.

— O preço da energia disparou. Estamos buscando alternativas para aumentar a eficiência da propriedade — conta Funk, que contou com apoio da Emater na elaboração do projeto de financiamento de R$ 165 mil, com pagamento em 10 anos.

Embora crescente nos últimos anos, os investimentos em energia fotovoltaica no meio rural ainda são incipientes. O agronegócio responde por menos de 2% dos sistemas instalados no país, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

A baixa participação é justificada pelo alto valor do investimento, com retorno a médio e longo prazos, e também pela falta de informação sobre o sistema.

— A tecnologia ainda não deslanchou no campo por desconhecimento do retorno. Mas, à medida que se disseminam os benefícios, o interesse dos produtores vem crescendo — diz José Claudio Secchi Motta, assistente técnico regional de Recursos Naturais da Emater.

Aplicações na propriedade

A energia solar na agricultura tem aplicações diversas, vai de bombeamento para irrigação, resfriadores para produção leiteira a cercas elétricas para manejo de gado.

— A agricultura representa um potencial enorme para o mercado de energia fotovoltaica no país — analisa Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar.

Além do conhecimento da tecnologia, o crescimento do mercado depende de mais opções de crédito, diz Sauaia. Desde o começo do ano passado, o Pronaf passou a financiar a tecnologia para agricultores familiares. Em outubro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) colocou a energia solar entre as prioridades das políticas voltadas ao setor primário, prometendo alongar de cinco anos para 10 anos o prazo de financiamento dentro do Finame.

— A carga tributária sobre os equipamentos ainda é muito elevada, passando de 40% — considera Sauaia.

Vinícola economiza até 90% em energia

Quem visita a moderna Vinícola Guatambu, em Dom Pedrito, na Campanha, depara com um parque solar com 600 placas fotovoltaicas. Desde maio do ano passado, o sistema instalado sobre o estacionamento passou a abastecer a empresa e vem surpreendendo pelos resultados.

Em sete meses, incluindo todo o inverno, o sistema gerou 125 mil quilowatts hora — média de 17,8 mil quilowatts hora por mês. A quantidade supera de longe o consumo médio mensal da vinícola, gerando excedente para abastecer outras atividades na propriedade.

— Passamos a aproveitar também a energia gerada no bombeamento da irrigação e nos secadores de grãos — conta Valter Pötter, sócio-diretor da Guatambu, que fez testes pilotos durante dois anos e meio.

Sistema gerou 125 mil quilowatts hora por mês na Guatambu Foto: Alexandre Teixeira / Vinícola Guatambu

Sistema gerou 125 mil quilowatts hora por mês na Guatambu Foto: Alexandre Teixeira / Vinícola Guatambu

Investimento deverá ser pago em até 10 anos

Desde a instalação do sistema fotovoltaico, a vinícola reduziu em 90% o gasto com eletricidade, que era de aproximadamente R$ 15 mil mensais. A redução só não chega a 100% devido à necessidade de pagar uma taxa mínima à concessionária para garantir corrente elétrica nos períodos em que os inversores não geram energia — à noite e nos dias de chuva. E se até no inverno o sistema não deixou a desejar, a expectativa para o verão é ainda maior.

— Certamente deveremos bater a marca de mil quilowatts diários agora em janeiro e fevereiro, quantidade necessária para abastecer o consumo da vinícola nos dias de maior demanda — comemora Pötter.

Pelos resultados até agora, o investimento de R$ 1,52 milhão (70% de capital próprio) deve se pagar em, no máximo, 10 anos. O entusiasmo é justificado também pela baixa manutenção dos equipamentos, fabricados na Europa.

— É um investimento que trabalha sozinho, só depende de sol, e ainda contribui para a sustentabilidade ambiental — diz Pötter, que já planeja ampliar a quantidade de módulos fotovoltaicos para suprir o sistema de irrigação e silos instalados na lavoura de grãos da propriedade.

Placas e estruturas ficaram mais baratas

O sistema fotovoltaico ficou 80% mais barato no Brasil no últimos 10 anos, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). À medida que o preço continuar caindo, os investimentos no setor tendem a ganhar mais robustez.

— Com o crescimento do número de fabricantes nacionais, os produtos devem ficar ainda mais baratos nos próximos anos — projeta o presidente da entidade, Rodrigo Sauaia.

Hoje, existem quase 30 fabricantes nacionais entre inversores, placas solares, estrutura e materiais elétricos. Apesar do crescimento do mercado, boa parte dos equipamentos ainda são importados, dificultando o financiamento de bancos públicos que exigem um percentual mínimo de nacionalização. Como alternativa, vêm ampliando as linhas em bancos privados e cooperativas de crédito, como o Sicredi.

— O mercado tende a dar um salto a partir de agora, com a maior disponibilidade de crédito e mais fabricantes — aposta Domingos Velho Lopes, produtor e conselheiro da Farsul que está medindo os índices solares na propriedade em Mostardas para concretizar o investimento.

Detalhe
— Desde 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) passou a permitir que os consumidores gerem e consumam a própria energia elétrica.

— Para abastecer com energia fotovoltaica uma residência onde vivem quatro pessoas, o investimento médio varia de R$ 15 mil a R$ 25 mil.

— O sistema pode reduzir de 80% a 90% a conta mensal de luz, tendo um retorno médio do valor investido em um período de seis a 12 anos.

— A durabilidade dos módulos fotovoltaicos é de, no mínimo, 25 anos, com garantia de fábrica.

reprodução de informação pública relevante da fonte Portal ZH Noticias. Clique no nome para conhecer!


FERRAMENTA PARA ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DE PAINÉIS FOTOVOLTAICOS EM INDÚSTRIAS

FERRAMENTA PARA ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DE PAINÉIS FOTOVOLTAICOS EM INDÚSTRIAS

TOOL TO STUDY VIABILITY OF ECONOMIC IMPLEMENTATION OF PHOTOVOLTAIC PANELS IN INDUSTRIES

LIZIANE HOBMEIR – Mestrado em Desenvolvimento Tecnológico pelos Institutos LactecUnicuritiba
EDUARDO MARQUES TRINDADE – Doutorado em Ciências pelo Instituto de Química da UFRJ – Centro Internacional de Energias Renováveis com ênfase em Biogás

RESUMO

O presente estudo foi desenvolvido com o intuito de verificar a viabilidade de aplicação em ambientes industriais, as informações presentes na Resolução 482/2012 da ANEEL, que estabelece as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeraçãode energia elétrica, bem como apresentar uma ferramenta para facilitar na tomada de decisão de implantação de painéis fotovoltaicos em sistema de compensação de energia elétrica, ou seja, utilizar a energia fotovoltaica transformada em energia elétrica e disponibilizá-la para a distribuidora energética da cidade, difundindo a ideia de implantação deste processo nas condições de operação industrial.

Palavras-chave: Energia fotovoltaica. Sistema de Compensação Energética. Viabilidade Econômica.

ABSTRACT

This study was conducted in order to verify the feasibility of application in industrial environments, the contact information on ANEEL Resolution 482/2012, which establishes the general conditions for access of micro and minigeneration of electricity, as well as provide a tool to facilitate in making deployment decisions of photovoltaic panels in power compensation system , ie using photovoltaics transformed into electrical energy and make it available for energy distributing city, spreading the implementation of idea of this process in conditions industrial operation.

Keywords: PhotovoltaicEnergy. EnergyCompensation. Economic Viability.

INTRODUÇÃO

Devido à crise hídrica, energética e aos valores investidos pelo Governo para ajudar as concessionárias de energia em 2014, percebe-se um aumento médio de mais de 35% no valor da tarifa energética, bem como, com a introdução do sistema de bandeiras tarifárias (amarelas e vermelhas), cada uma com seu valor adicional, percebe-se que novos reajustes devem ocorrer, estimulando-se a necessidade de se ter formas alternativas de se produzir energia elétrica, em que os valores sejam mais acessíveis, atendendo-se mais efetivamente as Resoluções da ANEEL(Agência Nacional de Energia Elétrica). Em 2012, a Resolução 482 da ANEEL entrou em vigor, permitindo que o consumidor integre a energia renovável à rede elétrica e assim obtenha descontos, ou seja participe de um sistema de compensação, em que produzirá energia elétrica com energia renovável (fotovoltaica) e a entregará para a concessionária, realizando um sistema de compensação pela energia comprada e, caso produza mais do que o consumo mensal, gerará créditos em quilowatts, e caso produza menos pagará somente o que foi utilizado e a taxa de distribuição. (continua…)

Para ler o trabalho completo, clique no link abaixo:

FERRAMENTA PARA ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DE PAINÉIS FOTOVOLTAICOS EM INDÚSTRIAS

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nota Solenerg:
Este material é público, está publicado no DOCPlayer.  Claramente é um estudo acadêmico. Gostamos, avaliamos ser de boa qualidade e de interesse geral, por isso está aqui reproduzido.

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Equipe Solenerg

 


Energia solar cresceu 70% em dois anos

Setor estima que, até 2030, vai responder por 10% da matriz energética, apesar do cancelamento de leilão

Planta solar em Ituverava, na Bahia, construída pela Enel Green Power Brasil - Divulgação

Planta solar em Ituverava, na Bahia, construída pela Enel Green Power Brasil – Divulgação

A geração de energia solar está experimentando um boom, como ocorreu anos atrás com a energia eólica, tendo crescido mais de 70% a capacidade de geração nos últimos dois anos. Cerca de 90% das unidades existentes foram instaladas neste período, segundo dados da SER Energia, empresa do setor. Apesar da perspectiva de forte crescimento, o governo federal cancelou o leilão de energia renovável, que seria realizado em 19 de dezembro e que incluía projetos de energia solar.

O presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, disse que o setor, que se preparava para participar do leilão, foi surpreendido com a suspensão. Para o executivo, foi um sinal ruim aos investidores. O executivo calculou que poderiam ter sido contratados pelo menos 1.500 megawatts (MW) em projetos de energia solar, que representariam investimentos de R$ 9 bilhões até 2019:

— Foi um golpe duro para o setor no momento em que está em fase de desenvolvimento. É um sinal muito ruim para atrair novos investimentos, seja na ampliação da geração ou na fabricação de equipamentos. A energia solar está se tornando fonte complementar de geração à energia hidrelétrica, que é limpa e renovável.

Apesar da suspensão do leilão de energias renováveis, empresários e especialistas acreditam que a energia solar vai continuar crescendo a taxas elevadas no país nos próximos anos. Segundo a Absolar, com base nas projeções feitas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), os projetos de energia solar podem chegar a 25 gigawatts (GW) em potência instalada até 2030. Eles poderão representar investimentos de R$ 125 bilhões.

Com essa expansão, se estima que a participação da energia solar na matriz energética vai passar do 0,02% em 2015 para mais de 10% em 2030.

A expectativa é que dos 25 GW de energia solar previstos para serem instalados até 2030, 17 GW sejam de geração centralizada (usinas de grande porte) e 8,2 GW de geração distribuída (em casas, edifícios comerciais e públicos, condomínios e na área rural, como em fazendas). A expectativa de o país atingir 25 GW de energia solar em 2030 integra um dos cenários construídos pela EPE, que serviu de base para o compromisso do Brasil na definição das metas nacionais de redução das emissões de gases do efeito estufa.

Há 111 projetos em andamento

Ao todo, existem 111 projetos em andamento, dos quais 12 em construção, com um total de 346 mil quilowatts (KW), e outros 99 empreendimentos que ainda não foram iniciados, de 2.634.397 KW. Com esses projetos, a Absolar estima que, já em 2018, a participação da energia solar na matriz energética ficará entre 2% e 3%.

De acordo com dados da Absolar, o segmento de microgeração solar cresceu 320% em 2015, com mais de seis mil sistemas em todo o país, com 42 MW em potência instalada, representando investimentos de R$ 375 milhões.

Na geração centralizada, a gigante italiana de energia Enel (controladora das distribuidoras de energia Ampla, que atua em 66 municípios Estado do Rio, a Coelce, no Ceará, e recentemente a Celg, que serve ao estado de Goiás) tem fortes investimentos em energia solar no país. Por meio de sua subsidiária Enel Green Power Brasil, a empresa está desembolsando cerca de US$ 980 milhões em quatro plantas solares (Nova Olinda, no Piauí, Ituverava, Horizonte e Lapa, na Bahia) que somam 807 megawatts (MW). A usina de Nova Olinda é a maior planta solar atualmente em construção na América Latina, com uma capacidade de 292 MW.

Uma vez concluídas, as quatro usinas serão capazes de gerar mais de 1,7 Terawatt/hora (TWh) por ano, o suficiente para atender a mais de 845 mil lares brasileiros por 12 meses.

Adley Piovessan, diretor executivo da SER Energia, do grupo SER-Tel, que executa projetos de energia solar e comercializa energia, disse que o crescimento das fontes renováveis na China e na Alemanha vem reduzindo drasticamente os custos dos equipamentos:

— Essa redução de preços fez o prazo de retorno do investimento em um projeto de geração solar cair de 25 anos para cerca de oito anos. O crescimento da geração de energia solar tem sido exponencial, e o potencial de expansão é absurdo. Estão vindo investimentos de fora do Brasil, além dos que estão sendo feitos por concessionárias no país.

Piovessan diz que o governo tem que aumentar linhas de crédito para compra de equipamentos no exterior e reduzir impostos. Cyro Boccuzzi, membro sênior do Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), diz que há avanços na regulação sendo elaborada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), permitindo a chamada geração remota por microempreendedores:

— Agora podem se formar condomínios de consumidores que implementem um projeto em qualquer outra parte da região atendida pela mesma concessionária. Antes só era possível gerar energia no seu próprio local de consumo.

O especialista estima que, por R$ 20 mil, é possível instalar uma unidade para gerar 2 KW, o suficiente para suprir mais de 90% do consumo de uma família de quatro pessoas:

— Em alguns anos, o consumidor tem o retorno do investimento e passará a gerar sua própria energia limpa, a um baixo custo de manutenção dos equipamentos e se livrando das elevadas tarifas de energia, que subiram mais de 50% em 2015. Acredito que o país poderá ter mil MW instalados de energia solar em oito a dez anos.

Mais financiamento do BNDES

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso, afirma que já vêm sendo adotados vários tipos de estímulos para o desenvolvimento da energia solar no país. Ele cita o convênio com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que autoriza os governos estaduais a isentarem de ICMS a energia que é liberada para a rede devido ao insumo obtido com a mini geração distribuída.

A redução de mais de 70% no preço da energia solar nos últimos dez anos e o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica em 2015 impulsionaram a geração solar no Brasil, de acordo com a Absolar. Segundo dados da Aneel, são 5.525 sistemas de micro e mini geração, dos quais 5.437 (98,4%) são de fonte solar, sendo 78% de uso residencial, 15% comercial e o restante, implementado nas indústrias, em edifícios públicos e em propriedades rurais, entre outros.

A Aneel projeta que a mini geração cresceu cerca de 800% em 2016. O BNDES também ampliou sua fatia de financiamento em projetos solares de 70% para 80%.

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fonte: RAMONA ORDOÑEZ – O GLOBO
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/energia-solar-cresceu-70-em-dois-anos-20715504#ixzz4UbQFxyPm

 


Turma de fotovoltaica para fevereiro/17 está pronta

Nos dias 16, 17 e 18 de fevereiro de 2017 a Solenerg Engenharia realizará em Belo Horizonte a sua 41ª turma do Curso de projeto e instalação de geradores solares fotovoltaicos.

Tudo pronto para mais 3 dias de intenso aprendizado, introduzindo profissionais novatos e experientes, juntos, no mercado de energia solar fotovoltaica.

solenerg-cursos-2O objetivo é apresentar as tecnologias utilizadas nesta forma de captação da energia solar permitindo aos participantes conhecerem características básicas da tecnologia, dos geradores e do mercado, parâmetros de avaliação, dimensionamento e instalação, propiciando uma capacitação para elaboração e análise de projetos conceituais, memoriais descritivos, diagramas e para trabalhos de instalação de micro geradores.

O curso é realizado de uma forma interativa e inclui uma parte expositiva, uso de software (PVSyst), práticas de campo e de dimensionamento de geradores autônomos e para conexão à rede (estudo de casos). Inclui visita técnica a uma instalação de geração fotovoltaica conectada à rede em operação. Serão entregues a cada participante certificado de participação, uma apostila e disponibilizado um pacote digital com o conjunto de slides e filmes apresentados, exercícios e documentos importantes.

cursos-solenerg-engenharia3Nesta etapa é concebido e projetado o sistema e especificado o equipamento necessário para o perfeito funcionamento da instalação. Esta etapa deve ser realizada por um engenheiro eletricista ou um profissional capacitado que tenha atribuições para realização de um projeto de baixa tensão com registro no CREA em comum acordo com o consumidor. Este profissional deverá registrar a Anotação de Responsabilidade Técnica no CREA de seu estado.

 

 

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Att
Equipe Solenerg

 


EFICIÊNCIA DAS PLACAS FOTOVOLTAICAS RELACIONADO A LIMPEZA

Autores:

Marcos Henrique Campos Duarte – marcosdetroit@hotmail.com
Luciano Brandão – luciano_brandao_@hotmail.com
Vithor Lucas Machado Cardoso – vithorml@gmail.com
Welington Pereira dos Santos – welingtonpatos@gmail.com

Resumo

As células fotovoltaicas são um modo de produzir energia usando a energia solar. Como sabe-se, o Brasil tem um dos maiores índices de luz solar do planeta, fazendo com que essa energia seja uma boa opção de energia alternativa. Ela gera energia de acordo com a incidência solar, logo, a sujeira, tais como poeira, fezes de pássaros, seja um fator que incide diretamente na eficiência.

Este trabalho tem como objetivo analisar até que ponto essas impurezas interferem na incidência solar e na geração de energia.

Palavras-chave: Fotovoltaica,Energia,Eficiência,Impurezas

1. Introdução

Atualmente, existem muitas formas de produção de energia elétrica, como por exemplo pela captação das águas, dos ventos, água do mar, luz solar, térmicas. Alguns meios sendo renováveis e limpos, e outros sendo poluentes e não renováveis.

Os raios solares são um exemplo de energia renovável, pois a luz que é emitida pelo sol pode ser aproveitada para a geração de eletricidade e não agride o meio ambiente.

Porém, o grande vilão deste método de geração de energia é sua eficiência.

Telhado de uma casa litorânea, alta incidencia de pássaros e outras impurezas

Telhado de uma casa litorânea, alta incidência de pássaros e outras impurezas

A eficiência das células fotovoltaicas é de aproximadamente 14% da irradiação solar disponível. Como as células dependem diretamente da incidência solar, é de extrema importância fazer limpeza periodicamente, para que seja captado o máximo de fótons possíveis pelas células.

Tanto em simples instalações caseiras, como usinas em grande escala, e também em lugares remotos, a limpeza não é constante e assim vai acumulando não somente a poeira, mas dejetos animais, como fezes de pássaros por
exemplo. Tendo somente a chuva em alguns locais como limpeza natural, que ajuda na retirada de impurezas.

No entanto, esta limpeza não é suficiente pois com o tempo uma sujeira mais grossa vai aderindo no vidro do painel e prejudica a transmissividade do mesmo.

Tendo como base esse conhecimento, é de extrema importância a análise de captação de incidência solar para realização da relação de eficiência das placas sujas e limpas. (continua…)

Para ler o trabalho completo, clique no link abaixo:

EFICIÊNCIA DAS PLACAS FOTOVOLTAICAS RELACIONADO A LIMPEZA

nota Solenerg:
Este material é público, está publicado no DOCPlayer.  Não conseguimos identificar com clareza sua motivação, mas nos pareceu um trabalho escolar em grupo. Gostamos, avaliamos ser de boa qualidade e de interesse geral, por isso está aqui reproduzido.

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Equipe Solenerg


Descubra quais tipos de placas solares estão disponíveis no mercado

Adotar placas solares para a geração residencial de energia elétrica não é um bicho de sete cabeças. Veja quanto custa cada tipo de coletor

 preço dos coletores fotovoltaicos de 270 watts (com tamanho aproximado de 1,65 m por 1 m) varia de R$ 780 a R$ 1.100. Foto: Pixabay/Reprodução

preço dos coletores fotovoltaicos de 270 watts (com tamanho aproximado de 1,65 m por 1 m) varia de R$ 780 a R$ 1.100. Foto: Pixabay/Reprodução

Desejar que o mundo se torne cada vez mais sustentável é uma atitude louvável. Mas a prática precisa começar primeiro em seu próprio quintal.

Uma iniciativa possível é adotar as placas fotovoltaicas para a geração de energia elétrica. Mas você sabe qual o custo dessa tecnologia e quais os principais modelos disponíveis no mercado nacional e internacional?

A gente tira as suas dúvidas!

Existem dois tipos básicos de placas fotovoltaicas no mercado: a quadrada e a retangular. O preço da unidade de 270 watts é basicamente o mesmo, variando de R$ 780 a R$ 1.100. “A única coisa que muda é que a retangular tem uma perda de energia um pouquinho maior, de cerca de 0,3 watts”, explica Augusto Martins de Araujo, da Projetare Soluções em Redes.

Para quem tem uma conta de luz que gira em torno de R$ 250, são necessárias seis placas fotovoltaicas para manter o fornecimento de energia. Foto: Pixabay/Reprodução

Para quem tem uma conta de luz que gira em torno de R$ 250, são necessárias seis placas fotovoltaicas para manter o fornecimento de energia. Foto: Pixabay/Reprodução

Para uma residência com uma conta de luz de aproximadamente R$ 250, o indicado são seis placas, totalizando R$ 4,6 mil de investimento inicial, sem o valor da mão de obra, que costuma sair por até 30% do total do material, ainda de acordo com Araujo.

Lembre-se de cobrar do seu fornecedor a certificação do produto junto ao INMETRO. Segundo Araujo, a instalação das seis placas costuma levar um único dia, e o projeto do sistema com a Copel leva em média 14 dias.

Embora pareça um investimento bastante salgado, existem diversos financiamentos privados em até 72 parcelas.

E se você não tiver condições de fazer esse investimento, existe uma outra alternativa: em vez de comprar os coletores fotovoltaicos, você pode alugá-los. É isso a que se dedica a Renova Green. Com planos a partir de R$ 19,90 ao mês, mais R$ 299 da instalação do produto, você consegue abaixar razoavelmente a conta de luz e gerar parte de sua própria energia elétrica.

Mas existem outras opções interessantes no exterior se você estiver disposto a abrir um pouco mais a carteira. Como os painéis solares, recém lançados pela Tesla, que vem camuflados em telhas de vidro super-resistentes.

A novidade não só manterá a estética original dos telhados, sem as placas pretas retangulares, como também será mais leve.

Os preços da Tesla ainda não foram divulgados, mas espera-se que sejam bem “salgados”.

Outra novidade são telhas italianas que já vem com células fotovoltaicas embutidas.

Cada telha tem quatro células que transformam a luz solar em energia elétrica, e a fiação fica logo embaixo do telhado. A invenção pode gerar cerca de 3 kW de energia em uma área instalada de 40 m², o que já seria capaz de suprir as necessidades energéticas da residência.

As telhas fotovoltaicas são mais caras do que as placas convencionais e não tiveram o custo divulgado.

Células fotovoltaicas integradas às telhas de cerâmica: invenção das empresas italianas Area Industrie Ceramiche e REM, que une tradição à inovação. Fotos: Facebook/Reprodução/Tegola Solare

Células fotovoltaicas integradas às telhas de cerâmica: invenção das empresas italianas Area Industrie Ceramiche e REM, que une tradição à inovação. Fotos: Facebook/Reprodução/Tegola Solare

fonte: Gazeta do Povo


França inaugura primeira estrada solar do mundo

Rodovia coberta de painéis solares deve gerar energia para iluminação pública de uma pequena cidade da Normandia.

Estrada formada por painéis solares é vista após sua inauguração em Tourouvre, no noroeste da França (Foto: Charly Triballeau/AFP)

Estrada formada por painéis solares é vista após sua inauguração em Tourouvre, no noroeste da França (Foto: Charly Triballeau/AFP)

A França inaugurou nesta quinta-feira (22) a primeira estrada solar do mundo. A rodovia é pavimentada com painéis solares capazes de fornecer energia para a iluminação pública de Tourouvre, pequena cidade de 5 mil habitantes no noroeste do país, na região da Normandia.

O trecho de um quilômetro coberto com 2,8 metros quadrados de painéis solares revestidos de resina foi ligado à rede de energia elétrica local, segundo anunciou a ministra do Meio Ambiente francesa, Ségolène Royal.

“Este novo uso da energia solar aproveita grandes extensões de infraestrutura rodoviária já em uso para produzir energia sem ocupar novos espaços”, disse Royal por meio de um comunicado.

A ministra anunciou um plano de quatro anos para o “desenvolvimento das estradas solares”, com projetos iniciais na Bretanha, no oeste, e em Marselha, no sul do país.

Uma média de 2 mil carros trafega pela estrada em Tourouvre diariamente, testando a resistência dos painéis para o projeto desenvolvido pela empresa de engenharia civil francesa Colas, uma subsidiária do gigante da construção Bouygues.

A ideia, que também está sendo explorada na Alemanha, Holanda e Estados Unidos, é que as estradas sejam ocupadas por carros em apenas 20% do tempo, oferecendo vastas extensões de superfície para absorver os raios solares.

Na Alemanha, a inovação energética está em fase de testes num trecho de 150 metros perto da cidade de Colônia, no oeste do país. Nos Estados Unidos, o estado do Missouri trabalha na instalação de painéis numa pequena área perto da famosa Route 66, a estrada que atravessa o país.

A Colas diz que, em teoria, a França poderia se tornar independente de energia não renovável pavimentando apenas um quarto dos seus milhões de quilômetros de estradas com painéis solares.

Críticas à “estrada solar”
O projeto foi alvo de críticas de diversas organizações ambientalistas que consideram seu custo, de 5 milhões de euros, exagerado para a quantidade de energia que pode produzir.

“Sem dúvida é um avanço técnico, mas para desenvolver as energias renováveis há outras prioridades do que este brinquedo que sabemos que é muito caro, mas não funciona bem”, disse ao jornal Le Monde o vice-presidente da Rede para a Transição Energética (CLER), Marc Jedliczka.

O preço do quilowatt produzido nesta via solar chega a 17 euros, frente aos 1,3 euros para a geração de em uma instalação fotovoltaica – que produz volts de energia por meio da luz solar – em um telhado. Os especialistas destacam que as instalações inclinadas são mais eficientes na hora de produzir eletricidade, uma desvantagem desta iniciativa, pois está em posição horizontal.

Os responsáveis pelo projeto sustentam que o trecho inaugurado hoje é uma prova de que o preço da infraestrutura diminuirá à medida que aumente a demanda, o que barateará também o custo da energia produzida. Em 2020, disseram, o preço do quilowatt produzido em uma estrada solar será similar ao de outra usina de energia solar.

fonte: G1-globo.com

nota do portal Solenerg: É um bom teste. Os custos dos painéis fotovoltaicos vem caindo, e sua eficiência aumentando, gradativamente. Neste caso os custos não compensam mesmo, mas porquê uma tecnologia de estrutura e fundação ainda está em desenvolvimento para que os painéis possam suportar peso, as cargas em uma estrada – entre outras coisas, aqui também cobriram os painéis com uma resina especial. E também relembramos: A Solenerg vem apontando há algum tempo a necessidade de se implantar estudos – de impacto ambiental, micro clima e de comportamento prático da rede de energia elétrica da concessionária (on grid – ramal afetado) no entorno de grandes áreas cobertas por painéis fotovoltaicos.


Casas populares terão energia solar em São Paulo

Projeto piloto é uma parceria entre Secretarias Estaduais, distribuidoras de energia e CDHU, que prevê reduzir a conta de luz das famílias de baixa renda e fomentar a geração de energia fotovoltaica

Um trabalho conjunto das Secretarias de Energia e Mineração e da Habitação, por meio da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), com as concessionárias de distribuição de energia, prevê a instalação de placas solares fotovoltaicas nas casas construídas pela CDHU, com recursos do Programa de P&D da Aneel, para a geração de até 80% da energia consumida pelas famílias. O projeto piloto tem como objetivo estabelecer um padrão para futuras construções, fomentar a energia fotovoltaica no setor residencial e aumentar a participação da geração solar na matriz energética do Estado.

Na primeira fase, serão instalados sistemas fotovoltaicos em 14 unidades habitacionais do Conjunto Habitacional em Pontes Gestal e mais outras 8 unidades no Conjunto Habitacional em Elisiário. Também está em desenvolvimento outros projetos semelhantes para 93 residências em São José dos Campos e 104 unidades residenciais na cidade de São Paulo.

Nesta primeira fase do projeto o morador não terá nenhum custo. Na segunda fase, os custos serão incorporados ao valor do empreendimento, de forma que estes sejam menores que o atual e que isto impacte da menor maneira possível no preço final da habitação. O preço total do imóvel tem que ser mantido dentro dos padrões dos programas da CDHU.

O convênio de cooperação assinado nesta quarta-feira, 21 de dezembro, faz parte do compromisso do Estado em reduzir as emissões de gases de efeito estufa, diversificar a matriz energética, aumentar a segurança energética e ampliar a participação de fontes renováveis no portfólio de geração de energia conforme determina o Plano Paulista de Energia (PPE) e a Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC). A parceria vigorará pelo prazo de dezoito meses, contados da data de sua assinatura e poderá ser prorrogada.
“A geração de energia elétrica a partir do aproveitamento do potencial solar existente em território paulista se mostra imprescindível para o aumento da segurança energética, desenvolvimento do setor, geração de emprego e renda no Estado”, disse o secretário de Energia e Mineração João Carlos Meirelles.

Em 2015, as 16 milhões de residências no Estado foram responsáveis pelo consumo de 30% de toda energia consumida segundo o balanço energético publicado em setembro pela Secretaria de Energia e Mineração.
“Esta parceria do Governo do Estado com as concessionárias irá permitir consolidar esta iniciativa em grande escala. O objetivo é que os moradores possam economizar na conta de energia e incentivar o uso de energia renovável”, afirma o secretário da Habitação Rodrigo Garcia.

A Secretaria da Habitação desenvolve estudos e possui diretrizes para o aprimoramento da política de sustentabilidade dos empreendimentos habitacionais como o uso racional e aquecimento da água nas residências. Agora, esse projeto piloto vai estabelecer as recomendações, diretrizes e especificações técnicas para os próximos empreendimentos.

“A CDHU sempre buscou a inovação nos seus empreendimentos, com a introdução de tecnologias. Temos uma larga experiência com aquecedores solares, que ajudou a consolidar o seu uso em moradias em geral, não só nas casas populares. Agora a introdução de energia fotovoltaica é mais uma conquista da companhia e representa investimento responsável que traz o melhor retorno”, disse o presidente da CDHU, Marcos Penido. O uso de aquecedores solares em empreendimentos da CDHU gera uma economia de 12,7 mil MWH/mês, o que equivale ao consumo mensal de uma cidade de 311 mil habitantes, como por exemplo, Presidente Prudente.

As concessionárias AES Eletropaulo, Elektro, EDP Bandeirante, CPFL Energia e Energisa estão participando desses projetos em conformidade com Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que determina para as distribuidoras a obrigatoriedade de investir 1% da receita operacional liquida em eficiência energética e pesquisa e desenvolvimento.

Sobre o potencial de geração solar no Estado de SP
A Subsecretaria de Energias Renováveis coordenou os estudos que apontam o potencial de energia solar do Estado de São Paulo para geração fotovoltaica de 12 TWh/ano.
O mapeamento dos níveis e faixas de irradiação mostram a viabilidade técnica e econômica para a geração de energia fotovoltaica entre as faixas de radiação anual de 5,61 e 5,70 kWh/m²/dia, considerando a melhor faixa de aproveitamento, correspondente a 0,3% do território paulista.
O estudo reúne 25 mapas que mostram o potencial de geração solar em cada uma das regiões do Estado de São Paulo.
Acesse o estudo da Energia Solar Paulista – Levantamento do Potencial, no site www.energia.sp.gov.br

Morar Bem, Viver Melhor
O Morar Bem, Viver Melhor é a Política Habitacional do Estado de São Paulo. Reúne todas as ações e investimentos da Secretaria de Estado da Habitação, como infraestrutura, urbanização, requalificação, acessibilidade, qualidade das construções e equipamentos, cuidados com o meio ambiente, inovações e qualidade de vida para as famílias atendidas.

fonte: GRUPO SEGS – PORTAL NACIONAL