Geração solar cresce e acelera debate sobre armazenamento

Agora, na maioria dos casos e na maioria dos países, é mais barato gerar eletricidade solar em seu telhado do que comprar eletricidade de uma distribuidora”, diz Sam Wilkinson, da empresa de dados IHS Markit.

Em 10 de maio, o Reino Unido atingiu um novo recorde na geração de energia solar. No começo da tarde daquela quarta-feira, a produção de eletricidade solar chegou a 8,5 gigawatts (GW), segundo a Eletric Insights, um site que acompanha a produção de energia no Reino Unido. Em seu pico, a fonte de energia “verde” forneceu mais de 22% dos 38 GW que alimentavam a rede nacional britânica, com a energia solar superando por algumas horas a produção constante das usinas de energia nuclear do Reino Unido.

É um recorde que deverá ser superado logo, já que o Reino Unido, assim como outros países, gera cada vez mais energia a partir de fontes renováveis para atingir as metas relacionadas às mudanças climáticas. Em 2015, as fontes renováveis superaram o carvão e se tornaram a maior fonte de geração de energia instalada no mundo.

A contribuição cada vez maior das energias “limpas”, em especial a eólica e a solar, para as redes de eletricidade, no entanto, traz o problema da imprevisibilidade e da intermitência dessas fontes.

A armazenagem ainda é uma parte bem pequena do mercado de energia, mas vem se desenvolvendo rapidamente tanto em pequena escala na esfera doméstica – onde os moradores podem usar baterias combinadas a painéis solares em seus telhados – quanto em escalas muito maiores, com a criação de “parques” de baterias projetados para equilibrar o fornecimento à rede elétrica.

Em 2005, no mundo, havia capacidade de armazenamento de 6 megawatts-hora (mWh) de energia nas empresas de distribuição em grande escala, segundo a Bloomberg New Energy Finance (BNEF). Hoje, a capacidade supera os 4.000 mWh. Ainda assim, isso é suficiente apenas para garantir o fornecimento temporário de cerca de 130 mil residências por um dia.

“Em 2016, havia quase 1.100 megawatts-hora de armazenamento de energia contratados nas distribuidoras em grande escala. Houve um aumento enorme nos últimos dois anos”, diz Julia Attwood, da BNEF. Os números da BNEF incluem todas as tecnologias de armazenagem. Segundo analistas, a tecnologia “a ser superada” atualmente é a das baterias de íon de lítio.

A bateria para uso em veículos elétricos caiu de US$ 1 mil por quilowatt-hora em 2010 para US$ 273 em 2016, segundo a BNEF, que prevê um declínio de mais 73% no custo até 2030.

“Um dos problemas mais básicos das fontes renováveis é que seu fornecimento de eletricidade é intermitente, enquanto grande parte da demanda é muito constante”, diz Attwood. “Nossas redes, nossas indústrias e eletrodomésticos, são todos configurados para usar uma fonte de energia muito constante, que não varie muito. A armazenagem de energia pode ser uma solução para isso, atuando efetivamente como uma ponte entre a forma como geramos energias renováveis e a forma como a queremos consumir.”

Nos Estados Unidos, as preocupações sobre a segurança no fornecimento energético impulsionam o interesse no desenvolvimento de baterias em grande escala. Em 2015, na Califórnia, onde um grande vazamento de gás natural perto de Los Angeles afetou o fornecimento de energia convencional, as autoridades reguladoras decretaram que fossem construídas baterias de armazenamento para impedir novos cortes de energia.

No Japão, a tecnologia ganhou mais força depois do desastre nuclear em Fukushima, em 2011, quando as baterias foram consideradas uma ferramenta útil para lidar com interrupções no fornecimento da rede de eletricidade.

Na Alemanha, o declínio no custo dos painéis solares somado ao aumento dos preços na rede de energia fez crescer o interesse nas baterias de armazenagem doméstica.

“Agora, na maioria dos casos e na maioria dos países, é mais barato gerar eletricidade solar em seu telhado do que comprar eletricidade de uma distribuidora”, diz Sam Wilkinson, da empresa de dados IHS Markit.

A popularidade dos sistemas de armazenagem da eletricidade gerada pelos painéis solares domésticos é incentivada por subsídios generosos na Alemanha e em outros países, que ajudam os moradores a pagar os custos iniciais da compra da bateria.

Embora o custo das baterias esteja diminuindo, Wilkinson admite que em muitos casos “são necessários incentivos” para expandir o mercado de baterias de armazenamento e, assim, ajudar a equilibrar a rede.

“Os custos caíram radicalmente, mas ainda há um longo caminho a percorrer antes de que [as baterias] sejam realmente incorporadas em todos os lugares da rede e [ainda] vamos ver volumes imensos delas”, diz Wilkinson.

Paralelamente, o crescimento do mercado de veículos elétricos ajudou a reduzir os custos e a melhorar a concepção das baterias de íon de lítio. A bateria para uso em veículos elétricos caiu de US$ 1 mil por quilowatt-hora em 2010 para US$ 273 em 2016, segundo a BNEF, que prevê um declínio de mais 73% no custo até 2030.

Analistas destacam que o mercado ainda é muito novo, mas que novas melhoras tecnológicas das baterias, tanto na rede quanto em casa ou na estrada, deverão permitir que as fontes de energia intermitentes mais limpas ampliem seu papel na composição energética geral.

fonte: Governo do Estado de São Paulo – SEM


Brasil atinge a marca histórica de 10 mil sistemas solares fotovoltaicos

A geração própria de energia no Brasil, a chamada micro e mini geração distribuída, acaba de atingir a marca histórica de 10 mil instalações fotovoltaicas ao redor do País.

Segundo mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), com base nos dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a tecnologia solar fotovoltaica, baseada na conversão direta da radiação solar em energia elétrica, lidera o segmento, com 99% das instalações em residências, comércios, indústrias, edifícios públicos e na zona rural.

De acordo com a ABSOLAR, os 10.008 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede elétrica geram créditos e beneficiam um total de 11.063 unidades consumidoras. Com isso, a tecnologia contribui cada vez mais para o crescimento e desenvolvimento da economia do país, representando um total acumulado de mais de R$ 620 milhões em investimentos privados, espalhados entre todos os Estados e inúmeros Municípios brasileiros.

Dentre as unidades consumidoras beneficiadas por sistemas solares fotovoltaicos, a maior parcela é de residências, que representam 78,2% do total, seguida de comércios (16,7%), indústrias (2,0%), consumidores rurais (1,7%) e outros tipos, como iluminação pública (0,1%), serviços públicos (0,2%) e consumidores do poder público (1,1%).

fonte: Investimentos e Noticias (Redação – Agência IN)


Curso de Projeto e Instalação de um Gerador Solar Fotovoltaico – Belo Horizonte

Acontecerá nos dias 18, 19 e 20 de maio de 2017 em Belo Horizonte a 46ª turma do Curso de Projeto e instalação de Geradores Solares Fotovoltaicos ONGRID da Solenerg Engenharia.

O curso é ministrado no Centro de Capacitação em Tecnologia (CCT) da Loja Elétrica: Av. Pedro II, 3703, bairro Padre Eustáquio, em Belo Horizonte.

O Curso de Projeto e Instalação de geradores solares fotovoltaicos da Solenerg é interativo e dinâmico, e inclui:

  • Apresentação das tecnologias utilizadas na área atualmente;
  • Técnicas de projeto (dimensionamento e elaboração de projetos conceituais, memoriais descritivos e diagramas);
  • Instalação de micro geradores fotovoltaicos, tanto autônomos quanto conectados à rede:
  • Procedimentos para solicitar conexão à rede da Cemig;
  • Práticas de dimensionamento;
  • Práticas de instalação de painel em telhado;
  • Práticas de montagem de uma caixa de proteção;
  • Inclui visita técnica a um gerador fotovoltaico realmente conectado à rede e em operação.

São 20 horas/aula, divididas em 3 dias de curso, quinta e sexta das 8:30 às 17:30hs, e sábado até o meio dia.

O valor é R$1.300,00. São poucas vagas a cada turma mensal. É o curso de capacitação básica mais completo oferecido hoje no Brasil, ministrado por profissionais da área fotovoltaica, com experiência técnica e prática do dia-a-dia do mercado atual.

Para inscrever-se. clique aqui <<

Att
Equipe Solenerg


Cemig armazenará energia fotovoltaica

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) proposto pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que será executado pela Alsol Energias Renováveis – acelerada pelo grupo Algar.

As soluções que serão desenvolvidas permitirão o armazenamento da energia fotovoltaica para uso em horário de ponta – quando não há incidência de raios solares e a reutilização de equipamentos.

O projeto, que tem duração de quatro anos e orçamento de R$ 21 milhões, será executado pela Alsol em conjunto com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

Um dos principais desafios da utilização em massa da energia solar são os gargalos de produção em dias nublados e no período da noite. No horário de ponta (das 18h às 21h), o consumo aumenta consideravelmente, o que leva as distribuidoras a cobrar um valor de tarifa mais elevado.

Dependendo da época, é necessário acionar as usinas termelétricas, que são nocivas ao meio ambiente e possuem custo final elevado.

Com o novo projeto, serão desenvolvidas soluções com baterias que farão a estocagem da energia solar absorvida durante o dia e que serão conectadas à rede elétrica para utilização nos horários de ponta.

“Além disso, um hardware possibilitará que o mesmo equipamento seja utilizado para liberar a energia solar na rede, sem necessidade de troca do inversor fotovoltaico por um modelo híbrido, que possui alto custo”, relata Gustavo Malagoli, presidente da Alsol.

Outra solução que será originada no projeto são laboratórios itinerantes de geração distribuída compartilhada, que poderão ser utilizados em locais remotos onde ainda não houve investimentos na rede.

Será injetado 1,2 megawatt (MW) de potência – o equivalente a 300 chuveiros elétricos ligados simultaneamente ou 5.4 mil banhos de 10 minutos por dia, de segunda a sexta-feira – em protótipos que serão instalados em Uberlândia (MG), Natal (RN), João Pessoa (PB) e São Domingos de Pombal (PB).

O protótipo de Uberlândia é responsável por 83% da potência total, sendo 1 MW injetado em um único ponto.

“Os entregáveis desse projeto vão proporcionar benefícios ao setor elétrico como um todo e ao consumidor final, que verá o resultado em sua conta de energia”, afirmou Malagoli.

Além dos produtos, estão previstas, no projeto, a realização de capacitações profissionais e publicações de artigos e registros de patentes.

Parte das baterias utilizadas no projeto será reaproveitada a partir dos data centers das empresas do grupo Algar.

“Por razões contratuais e de confiabilidade, as corporações fazem trocas periódicas desses equipamentos. Nós vamos esgotar o uso dessas baterias até o tempo limite de vida útil delas, o que é uma excelente ação em prol do meio ambiente”, detalha Malagoli.

Nos últimos três anos, Grupo Cemig investiu cerca de R$ 115 milhões em projetos de P&D, com uma média de 128 projetos em andamento por ano, em parceria com instituições de pesquisa e ensino, fornecedores, fabricantes e instituições de ciência e tecnologia.

fonte: Baguete – por Júlia Merker

Alunos do CMM criam projeto sustentável e disputam voto popular em feira de engenharia

Os alunos do Colégio Militar de Manaus (CMM), Victória do Monte Rodrigues, Giorgio Antônio Chiarini Silva e Tales Antônio Martins Lima concorrem à premiação na 15ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace). A disputa é por voto popular por meio de curtidas no site da Febrace e, também, no Facebook.

O trio elaborou o projeto “Sustentabilidade em um colégio militar na Amazônia: eficiência energética visando uma economia de baixo carbono e atenuação da desigualdade social” com a ajuda de dois professores com o intuito de criar um novo sistema de refrigeração e iluminação para o CMM.

Para validar os votos, é necessário acessar o site da Febrace. Na parte superior da página, há a opção curtir, que deve ser clicada. Ao final da página, após o resumo do projeto dos alunos, dê um clique na foto da equipe para aparecer o link do Facebook. Nele, é necessário que, quem tenha vorado no projeto, clique na opção “compartilhar”.

O projeto

Os sistemas de refrigeração e iluminação do Colégio Militar de Manaus – CMM utilizam o hidroclorofluorcarboneto, que representam 75% dos gastos do colégio com energia de fonte hidrelétrica, que emite grande quantidade de CO2 equivalente para a atmosfera. Por meio de experimentos, demonstrou-se que o CO2 contribui para o aquecimento do planeta e que o gás refrigerante HCFC-22 não destrói o ozônio atmosférico, mas compromete a absorção dos raios ultravioleta.

Por isso, foi planejado um novo sistema de refrigeração e iluminação para o CMM, capaz de encerrar essa poluição e zerar as contas de energia. O projeto prevê o aproveitamento energético da radiação solar na região Amazônica para os novos sistemas. Os 190 condicionadores de ar que existem no CMM serão substituídos por 200 centrais de ar que utilizarão um gás refrigerante ecológico e serão capazes de reduzir em 50% a demanda energética. Além disso, a iluminação fluorescente será transformada em LED por meio da reutilização dos componentes das 1.643 lâmpadas existentes. A demanda elétrica dos sistemas será produzida por 770 painéis fotovoltaicos que transformarão 115kW/m2/mês de energia solar em 54.450kWh/mês de energia elétrica, sendo o excedente encaminhado à rede pública.

Essa substituição da matriz energética, além de tornar o CMM uma usina de produção de energia renovável e zerar aos gastos com energia elétrica, fará com que o Colégio deixe de emitir mais de 3t de CO2 e 0,6t de HCFC-22/ano pela troca do gás refrigerante. Os resíduos gerados serão destinados a associações de catadores e gerarão uma receita de R$ 180.500,00 para atenuar as dificuldades vivenciadas por mais de mais de 40 famílias em risco socioeconômico. Desta forma, o CMM se tornará uma organização que, além de ofertar educação pública e de qualidade, desenvolverá uma economia eficiente e de baixo carbono, ao mesmo tempo que contribuirá para atenuar a desigualdade social e, assim, a conservação ambiental e sustentabilidade na Amazônia.

fonte: Portal Em Tempo


Villa-Lobos é o primeiro parque do Brasil abastecido por energia solar

Na capital Paulista – Sistema tem capacidade de produção anual de 665 megawatts-hora (MWh) e atende estacionamento, lanchonete e área de esportes do parque

Placas de energia fotovoltaica que abastecem o Parque Villa-Lobos

Placas de energia fotovoltaica que abastecem o Parque Villa-Lobos

Uma combinação de economia de energia e preservação do meio ambiente. Este é o resultado do novo projeto instalado nos Parques Villa-Lobos e Cândido Portinari, ambos na zona oeste da capital.

Liderado pela Cesp – Companhia Energética de São Paulo, o projeto consumiu R$ 13 milhões na construção de uma microcentral de nove quilowatts-pico (kWp) e na instalação de 40 postes que geram a própria luz no Villa-Lobos, além da cobertura de 264 vagas para veículos com mais de 3 mil placas de captação de energia solar no estacionamento do Parque Cândido Portinari. É o maior projeto de mini geração solar distribuída em um parque do Brasil.

O sistema tem capacidade de produção anual de 665 megawatts-hora (MWh) e foi dimensionado para atender a demanda do estacionamento, lanchonete e área de esportes do parque.

A energia gerada pelas plantas fotovoltaicas atenderá todo o consumo dos dois parques tornando-os autossustentáveis e gerará um excedente que será cedido à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo para uso em suas instalações.

O projeto conta com a participação das empresas RTB Energias Renováveis, AES Eletropaulo, além do apoio das Secretarias de Energia e Mineração e do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Mesmo autossuficiente o parque continua conectado à rede de fornecimento de energia elétrica da AES Eletropaulo, no chamado sistema de compensação. No momento em que não houver a produção de energia, como, por exemplo, a noite ou em dias com forte nebulosidade, os parques serão abastecidos pela eletricidade da rede.


Parque Villa-Lobos
Avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2001
Alto dos Pinheiros – São Paulo – SP – CEP: 05461-010
(11) 2683-6302
De segunda a segunda, das 5h30 às 19h (no horário de verão, até às 20h)
pvl@ambiente.sp.gov.br
Acesse: parquevillalobos.sp.gov.br


fonte: Portal do Governo de SP


Pesquisa aponta interesse por energia solar e expansão do setor no Brasil

Uso de dispositivos como painéis fotovoltaicos para fornecer eletricidade está em expansão no Brasil - JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC

Uso de dispositivos como painéis fotovoltaicos para fornecer eletricidade está em expansão no Brasil – JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC

por Jefferson Klein

A micro e minigeração de energia (formada por pequenos geradores, como residências e comércios, que utilizam aparelhos como painéis fotovoltaicos para gerar eletricidade) está ficando cada vez mais conhecida no Brasil. Uma prova disso foi demonstrada em pesquisa realizada pelo Datafolha, encomendada pelo Greenpeace, que atestou a vontade da maioria das pessoas em adquirir equipamentos para produzir eletricidade.

O levantamento apontou que 80% da população já sabe da possibilidade de gerar sua própria energia. Além disso, 72% disseram que fariam a aquisição do sistema de autogeração se houvesse linhas de crédito com juros baixos, e 50% estariam dispostos a usar os FGTS (alternativa ainda não disponível) para esse fim. Para 48% dos entrevistados, economizar na conta de luz é a principal motivação para gerar eletricidade. A segunda justificativa mais citada, com 17%, foi a possibilidade de se tornar independente das distribuidoras de energia.

O estudo teve abrangência nacional, incluindo regiões metropolitanas e cidades do interior de diferentes portes. Ao todo, foram envolvidos 178 municípios e feitas 2.044 entrevistas. O presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, diz que o resultado do trabalho surpreendeu positivamente.

O dirigente reforça que a análise demonstra o enorme potencial de mercado da autogeração de energia, que, por sua vez, é constituído por 98,9% de projetos fotovoltaicos (ainda podem ser enquadrados nesse modelo as fontes eólica, hídrica, biomassa e cogeração qualificada). O segmento que mais faz uso dessa prática é o residencial.
Sauaia enfatiza que o percentual de 72% que afirmou que compraria uma solução de autogeração corresponde a aproximadamente 140 milhões de pessoas, o que quase equivale às populações somadas de Argentina, Colômbia, Venezuela e Peru. O integrante da Absolar atribui às notícias veiculadas na mídia e ao fato do setor solar ter sustentado seu crescimento em meio à crise da economia o melhor conhecimento sobre o assunto. Outra particularidade para a qual Sauaia chama a atenção é que, inicialmente, o interesse do público pela energia fotovoltaica era devido ao apelo ecológico, agora é devido à questão financeira.

Também é possível perceber o desenvolvimento desse campo de negócios pelo número crescente de companhias que atuam com painéis solares. O proprietário da Solistec Soluções em Energia Solar, Sérgio Santos Pereira, abriu a empresa no ano passado, depois que houve o amadurecimento da legislação sobre o setor. O empresário confirma que o mercado de energia solar vem progredindo exponencialmente no País. Um dos motivos é que o segmento está “recuperando o atraso”, já que a tecnologia e a regulamentação da atividade demoraram a ser implementadas no Brasil.

Pereira salienta que a legislação foi constituída somente em 2012 (com a Resolução Normativa nº 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel) e, depois disso, as normas ainda foram aprimoradas. O empresário diz que um fator que ainda afasta o consumidor é o tempo de retorno do investimento feito em painéis fotovoltaicos (cerca de seis anos).

O proprietário da Solistec acredita que o ideal seria um prazo de 3 anos e meio. Ele argumenta que a tendência é que esse cenário seja possível, com a redução dos preços dos sistemas fotovoltaicos, o que deve se tornar uma realidade com ações como, por exemplo, a instalação de fabricantes de equipamentos no Brasil.

Opções de financiamento para aquisição de equipamentos começam a surgir no País

Blue Sol criou consórcio em 2016, destacou Luís Otávio Colaferro BLUE SOL-ENERGIA SOLAR/DIVULGAÇÃO/JC

Blue Sol criou consórcio em 2016, destacou Luís Otávio Colaferro – BLUE SOL-ENERGIA SOLAR/DIVULGAÇÃO/JC

Um dos obstáculos que precisam ser superados dentro do setor de energia solar é a pouca oferta de financiamentos para a aquisição de sistemas fotovoltaicos, admite o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia. No entanto, aos poucos, esse cenário começa a mudar. O dirigente recorda que o Banco do Nordeste e o Bndes possuem opções nesse sentido, mas apenas para pessoas jurídicas.

Essa é uma questão fundamental, pois a pesquisa, encomendada pelo Greenpeace, frisa a preocupação do consumidor quanto à viabilidade econômica para comprar os sistemas. O estudo destaca que 54% dos entrevistados acham que somente os ricos podem ter a tecnologia, e 59% alegaram que a casa própria é um requisito para usufruir do benefício.

Sauaia lembra que, no mês passado, o governo federal, através do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, informou que os beneficiários do Minha Casa Minha Vida poderiam utilizar o FGTS para instalar energia solar em residências do programa. Contudo, até o momento, não se teve um retorno prático dessa medida. O presidente da Absolar cita também que há projetos de lei tramitando no Congresso nacional para estender essa possibilidade além dos limites do Minha Casa Minha Vida.

Assim como a disponibilidade de bancos financiarem os empreendimentos, Sauaia sustenta que as empresas precisam ser criativas e encontrar soluções como consórcios ou aluguel para vender seus produtos. A Blue Sol Energia Solar é uma das companhias que atuam na área e criou, em 2016, o Consórcio de Energia Solar. A ferramenta funciona exatamente como um consórcio automotivo ou de imóvel, com o investimento mensal de recursos através de parcelas sem juros. Os sistemas comercializados são oferecidos em sete tamanhos e valores diferentes, podendo o consumidor escolher aquele que se encaixe ao seu consumo elétrico mensal. Todo mês, um cotista é agraciado através de lance e um por sorteio.

Conforme o sócio e diretor de treinamentos e marketing digital da Blue Sol Energia Solar, Luís Otávio Colaferro, o segredo para financiar a instalação de um sistema fotovoltaico é conciliar o máximo possível as parcelas do empréstimo com a economia mensal que a geração própria de energia proporciona. O executivo explica que o custo de uma solução fotovoltaica depende do tamanho da demanda que precisa ser atendida. Mas, normalmente, uma família de classe média, com cinco pessoas, precisaria desembolsar entre R$ 32 mil a R$ 39 mil para satisfazer o seu consumo.

Colaferro argumenta que o primeiro passo para a difusão de uma tecnologia é a conscientização (o que está ocorrendo) e o segundo é acessibilidade aos recursos. “E, gradativamente, mecanismos estão surgindo nesse sentido”, ressalta. O diretor acrescenta que, com o passar do tempo e o aumento de escala, os produtos devem ficar mais baratos, como aconteceu com os telefones celulares.

reprodução de informação pública relevante da fonte Jornal do Comércio. Clique no nome para conhecer!


Curso de energia elétrica fotovoltaica em Belo Horizonte

 

Ocorrerá nos próximos dias 16, 17 e 18 de fevereiro, em Belo Horizonte, a 41ª turma do curso de instalação e projeto de geradores solares fotovoltaicos da Solenerg Engenharia.

Em parceria com a Loja Elétrica, as aulas são ministradas no CTT – Centro de Treinamento Tecnológico da empresa, na Avenida Pedro II. Interativo e dinâmico, o curso inclui a apresentação das tecnologias utilizadas na área, técnicas de projeto (dimensionamento e elaboração de projetos conceituais, memoriais descritivos e diagramas) e instalação de micro geradores fotovoltaicos, tanto autônomos quanto conectados à rede.

Os procedimentos para solicitar conexão à rede da Cemig, práticas de dimensionamento, de instalação de painel em telhado, de montagem de uma caixa de proteção e visita técnica a um gerador conectado à rede em operação, tudo isso em 20 horas/aula, divididas em 3 dias de curso, quinta, sexta e sábado até o meio dia.

O aproveitamento é excelente, e o nível de satisfação é bastante alto.

 

 + detalhes aqui 

Att
Equipe Solenerg

 


Aneel prevê salto do uso de energia solar de 500 para 700 mil imóveis

Futuro virado para o sol – Agência diz que, até 2024, país pode atingir meta. Custo alto e retorno demorado são entraves

Foto: Alex Rizzon / Especial/Agência RBS

Foto: Alex Rizzon / Especial/Agência RBS

Sustentabilidade e independência foram as palavras-chave na cabeça do fotógrafo Roberto Scliar quando decidiu construir sua casa e seu escritório em Nova Petrópolis, na serra gaúcha. Ele decidiu que seguiria um caminho escolhido por poucos até agora no Brasil para não depender unicamente do serviço de concessionárias: faria parte dos proprietários de 500 imóveis no país que contam com sistemas de micro e minigeradores de energia ligados, como o fotovoltaico – quando a tensão ou corrente elétricas são criadas a partir de exposição à luz do sol –, conectados à rede.

Mesmo com o pequeno número de adeptos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que o país terá 700 mil residências produzindo a energia que consomem até 2024. Quem se antecipou a essa possível guinada em direção ao sol comemora os resultados. Na casa de Scliar, o saldo da conta já começa a compensar o investimento. Em 2011, quando se mudou, ainda sem instalar o sistema, a conta de luz chegava a R$ 500. Dois anos depois, paga apenas as taxas básicas – R$ 15 – após a instalação das placas. Entretanto, precisou esperar quase meio ano para que a concessionária e a prefeitura aprovassem a ligação ao sistema elétrico.

– A burocracia é grande. Os técnicos não conheciam o funcionamento prático da captação da energia solar – comenta ele, o único cliente com esse tipo de estrutura instalada na cidade.

Não é todo imóvel que pode receber um sistema de energia solar. Conforme o engenheiro elétrico do Laboratório de Energia Solar da UFRGS Cesar Perieb, quem vive em apartamento não vai conseguir aproveitar boa parte do potencial que os painéis podem converter em energia. Isso porque a distância entre a placa (que ficaria no terraço do prédio) e a residência é um fator determinante para o funcionamento. Imóveis com muitas zonas de sombra no telhado – em que o sol se mantenha por menos de quatro horas por dia – também não terão bom retorno.

O fotógrafo Scliar investiu cerca de R$ 40 mil em instalação e hoje paga conta de energia de R$ 15

O fotógrafo Scliar investiu cerca de R$ 40 mil em instalação e hoje paga conta de energia de R$ 15

Capta no verão, usa no inverno

Na casa de Scliar, esse não é um problema. No verão, ele capta tanta energia que a concessionária dá créditos para que ele possa usar nas horas em que a produção é pequena ou nula – como à noite. O investimento de R$ 40 mil de Scliar, segundo especialistas na área, será recuperado em, no mínimo, oito anos.

– A diminuição do valor da conta é apenas um dos pontos positivos. Antes dos painéis estarem ligados, quando faltava luz, ficava três dias sem energia em casa – diz o fotógrafo.

Resistentes, os painéis podem durar até 30 anos, desde que a manutenção seja feita anualmente. O valor do investimento no Brasil é bastante alto se comparado com países que investem na área há mais tempo, como a Alemanha – lá, chegam a custar 40% menos do que aqui, onde boa parte dos componentes dos equipamentos são importados da China.

Pouco incentivo à energia limpa

Praticamente não existem incentivos ao consumidor que quiser investir na área, ainda que o retorno ambiental seja positivo. Quando um acidente causa dano ao gerador de energia elétrica, por exemplo, a concessionária que presta o serviço faz o reparo. Já em caso de problema com o painel solar, quem arca com os custos de conserto e manutenção é o proprietário.

– O valor varia muito de empresa para empresa, mas fazer um seguro para o investimento deve ser considerado – explica o engenheiro Cesar Perieb.
Roberto Scliar não quis investir na proteção. Seguro de que os painéis têm vida útil de, pelo menos, três décadas, ele já passou por temporais e vendavais sem danos ao sistema instalado.

– Foi o melhor investimento que eu fiz – garante.

Quem tem casa já construída e pretende instalar estrutura fotovoltaica deve ficar atento ao custo de reforçar a estrutura do imóvel para garantir eficiência dos equipamentos e manter a segurança. Em São Marcos, também na Serra, os investidores de um novo empreendimento colocaram já no projeto inicial a previsão de instalação de 124 painéis com orientação solar que captam energia em diferentes horas do dia e épocas do ano. Assim, 60% do que for consumido pelos 12 apartamentos e toda a energia das áreas comuns virá do que os painéis conseguirão captar, assegura o responsável pela instalação, Marco Paz D’Mutti.

Créditos valem por 36 meses

Quem produz mais energia do que consome recebe da concessionária um crédito de energia para consumir em outro momento. O que foi captado do sol não fica armazenado nos painéis ou outros equipamentos, mas enviado para a rede mantida pela concessionária e utilizado por outros clientes. Como a empresa que presta o serviço não “gastou” eletricidade, ela compensa com créditos de uso.

Segundo a Aneel, para aderir ao sistema de compensação, o consumidor deve comprar a energia direto da distribuidora. Basta ter uma rede de energia elétrica ligada a uma concessionária que presta esse serviço. Há duas formas de usar o crédito. Uma é utilizá-lo para cobrir a “tarifa de pico” – quando o valor por kilowatt é mais caro em função da maior demanda por energia – entre 18h e 21h, por exemplo. Outra é utilizar o crédito na fatura do mês seguinte.

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Gerar eletricidade a partir do Sol é um dos futuros da energia

O portal Zero Hora(ZH) foi a Unisinos conhecer pesquisas que exploram potenciais da energia solar fotovoltaica, limpíssima, transformadora e cada vez mais barata

A energia solar é a fonte que mais cresce no mundo. Pudera: em um cenário em que combustíveis fósseis respondem por mais de 80% da produção energética no mundo, a energia que vem do Sol é limpíssima, gratuita, virtualmente infinita.

Na Unisinos, o professor do curso de Engenharia Mecânica João Batista Dias coordena diversos projetos de pesquisa na área. Um deles desenvolve sistemas para geração de energia solar nas residências — o que já vem se tornando uma realidade no Brasil: até 2050, as casas brasileiras devem gerar, a partir do Sol, 13% da eletricidade que consomem. A geração distribuída, nos locais em que a eletricidade é consumida, pode evitar os gastos e impactos da construção de grandes redes de transmissão e distribuição, além de reduzir a perda de energia que ocorre ao longo de qualquer sistema.

Outro projeto, para geração em comunidades isoladas, o que tem um potencial transformador, ao empoderar pessoas com acesso precário à eletricidade, além de mitigar o uso de geradores movidos a óleo diesel, bastante poluentes. Conheça os projetos no vídeo acima.

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