Geração solar cresce e acelera debate sobre armazenamento

Agora, na maioria dos casos e na maioria dos países, é mais barato gerar eletricidade solar em seu telhado do que comprar eletricidade de uma distribuidora”, diz Sam Wilkinson, da empresa de dados IHS Markit.

Em 10 de maio, o Reino Unido atingiu um novo recorde na geração de energia solar. No começo da tarde daquela quarta-feira, a produção de eletricidade solar chegou a 8,5 gigawatts (GW), segundo a Eletric Insights, um site que acompanha a produção de energia no Reino Unido. Em seu pico, a fonte de energia “verde” forneceu mais de 22% dos 38 GW que alimentavam a rede nacional britânica, com a energia solar superando por algumas horas a produção constante das usinas de energia nuclear do Reino Unido.

É um recorde que deverá ser superado logo, já que o Reino Unido, assim como outros países, gera cada vez mais energia a partir de fontes renováveis para atingir as metas relacionadas às mudanças climáticas. Em 2015, as fontes renováveis superaram o carvão e se tornaram a maior fonte de geração de energia instalada no mundo.

A contribuição cada vez maior das energias “limpas”, em especial a eólica e a solar, para as redes de eletricidade, no entanto, traz o problema da imprevisibilidade e da intermitência dessas fontes.

A armazenagem ainda é uma parte bem pequena do mercado de energia, mas vem se desenvolvendo rapidamente tanto em pequena escala na esfera doméstica – onde os moradores podem usar baterias combinadas a painéis solares em seus telhados – quanto em escalas muito maiores, com a criação de “parques” de baterias projetados para equilibrar o fornecimento à rede elétrica.

Em 2005, no mundo, havia capacidade de armazenamento de 6 megawatts-hora (mWh) de energia nas empresas de distribuição em grande escala, segundo a Bloomberg New Energy Finance (BNEF). Hoje, a capacidade supera os 4.000 mWh. Ainda assim, isso é suficiente apenas para garantir o fornecimento temporário de cerca de 130 mil residências por um dia.

“Em 2016, havia quase 1.100 megawatts-hora de armazenamento de energia contratados nas distribuidoras em grande escala. Houve um aumento enorme nos últimos dois anos”, diz Julia Attwood, da BNEF. Os números da BNEF incluem todas as tecnologias de armazenagem. Segundo analistas, a tecnologia “a ser superada” atualmente é a das baterias de íon de lítio.

A bateria para uso em veículos elétricos caiu de US$ 1 mil por quilowatt-hora em 2010 para US$ 273 em 2016, segundo a BNEF, que prevê um declínio de mais 73% no custo até 2030.

“Um dos problemas mais básicos das fontes renováveis é que seu fornecimento de eletricidade é intermitente, enquanto grande parte da demanda é muito constante”, diz Attwood. “Nossas redes, nossas indústrias e eletrodomésticos, são todos configurados para usar uma fonte de energia muito constante, que não varie muito. A armazenagem de energia pode ser uma solução para isso, atuando efetivamente como uma ponte entre a forma como geramos energias renováveis e a forma como a queremos consumir.”

Nos Estados Unidos, as preocupações sobre a segurança no fornecimento energético impulsionam o interesse no desenvolvimento de baterias em grande escala. Em 2015, na Califórnia, onde um grande vazamento de gás natural perto de Los Angeles afetou o fornecimento de energia convencional, as autoridades reguladoras decretaram que fossem construídas baterias de armazenamento para impedir novos cortes de energia.

No Japão, a tecnologia ganhou mais força depois do desastre nuclear em Fukushima, em 2011, quando as baterias foram consideradas uma ferramenta útil para lidar com interrupções no fornecimento da rede de eletricidade.

Na Alemanha, o declínio no custo dos painéis solares somado ao aumento dos preços na rede de energia fez crescer o interesse nas baterias de armazenagem doméstica.

“Agora, na maioria dos casos e na maioria dos países, é mais barato gerar eletricidade solar em seu telhado do que comprar eletricidade de uma distribuidora”, diz Sam Wilkinson, da empresa de dados IHS Markit.

A popularidade dos sistemas de armazenagem da eletricidade gerada pelos painéis solares domésticos é incentivada por subsídios generosos na Alemanha e em outros países, que ajudam os moradores a pagar os custos iniciais da compra da bateria.

Embora o custo das baterias esteja diminuindo, Wilkinson admite que em muitos casos “são necessários incentivos” para expandir o mercado de baterias de armazenamento e, assim, ajudar a equilibrar a rede.

“Os custos caíram radicalmente, mas ainda há um longo caminho a percorrer antes de que [as baterias] sejam realmente incorporadas em todos os lugares da rede e [ainda] vamos ver volumes imensos delas”, diz Wilkinson.

Paralelamente, o crescimento do mercado de veículos elétricos ajudou a reduzir os custos e a melhorar a concepção das baterias de íon de lítio. A bateria para uso em veículos elétricos caiu de US$ 1 mil por quilowatt-hora em 2010 para US$ 273 em 2016, segundo a BNEF, que prevê um declínio de mais 73% no custo até 2030.

Analistas destacam que o mercado ainda é muito novo, mas que novas melhoras tecnológicas das baterias, tanto na rede quanto em casa ou na estrada, deverão permitir que as fontes de energia intermitentes mais limpas ampliem seu papel na composição energética geral.

fonte: Governo do Estado de São Paulo – SEM


Curso de Projeto e Instalação de Geradores Solares Fotovoltaicos – Última Chamada

CURSO DE PROJETO E INSTALAÇÃO DE GERADORES SOLARES FOTOVOLTAICOS

Estamos finalizando nesta sexta-feira as inscrições para a turma de maio/17, que vai acontecer dias 18, 19 e 20 no Centro de Treinamento Tecnológico da Loja Elétrica, nossa parceira, em Belo Horizonte.

Inscrições aqui >>

Curso interativo e dinâmico que inclui apresentação das tecnologias utilizadas na área, de técnicas de projeto (dimensionamento e elaboração de projetos conceituais, memoriais descritivos e diagramas) e instalação de micro geradores fotovoltaicos, tanto autônomos quanto conectados à rede, dos procedimentos para solicitar conexão à rede da Cemig e práticas de dimensionamento, de instalação de painel em telhado, de montagem de uma caixa de proteção e visita técnica a um gerador conectado à rede em operação.

cursos-solenerg-engenhariaO Brasil está experimentando uma expansão significativa dos geradores conectados à rede elétrica considerando que a ANEEL regulamentou a mini e a microgeração de energia reduzindo as barreiras para instalação de geração distribuída de pequeno porte com energia solar fotovoltaica de até 1 MW, abrindo caminho para os consumidores gerarem sua própria energia.
A resolução da ANEEL criou o Sistema de Compensação de Energia, que permite ao consumidor instalar micro e mini centrais fotovoltaicas em sua unidade consumidora e trocar energia com a distribuidora local. Pelo sistema, a unidade geradora instalada pelo consumidor produzirá energia e o que não for consumido será injetado no sistema da distribuidora, que utilizará o crédito para abater o consumo dos meses subsequentes. As distribuidoras já divulgaram suas normas técnicas e comerciais para a aceitação de pedidos de acesso à rede dentro do sistema de compensação de energia.

A geração de energia elétrica próxima ao local de consumo ou na própria instalação consumidora, chamada de “geração distribuída”, pode trazer uma série de vantagens sobre a geração centralizada tradicional, como, por exemplo, economia dos investimentos em transmissão, redução das perdas nas redes e melhoria da qualidade do serviço de energia elétrica. A agência espera assim oferecer melhores condições para o desenvolvimento sustentável do setor elétrico brasileiro, com aproveitamento adequado dos recursos naturais e utilização eficiente das redes elétricas. Recentemente foram realizados diversos leilões de energia de reserva que irão representar seguramente uma mudança de escala no mercado brasileiro.

cursos-solenerg-engenhariaO objetivo deste curso é apresentar as tecnologias utilizadas nesta forma de captação da energia solar permitindo aos participantes conhecerem características básicas da tecnologia, dos geradores e do mercado, parâmetros de avaliação, dimensionamento e instalação, propiciando uma capacitação para elaboração e análise de projetos conceituais, memoriais descritivos, diagramas e para trabalhos de instalação de micro geradores.

O curso é realizado de uma forma interativa e inclui uma parte expositiva, uso de software (PVSyst), práticas de campo e de dimensionamento de geradores autônomos e para conexão à rede (estudo de casos). Inclui visita técnica a uma instalação de geração fotovoltaica conectada à rede em operação. Serão entregues a cada participante certificado de participação, uma apostila e disponibilizado um pacote digital com o conjunto de slides e filmes apresentados, exercícios e documentos importantes.

Fatores Críticos – Dimensionamento do banco de baterias, módulos fotovoltaicos, controlador de carga e inversor – Normas ANEEL para sistemas para eletrificação rural – Angulo de Inclinação e Direcionamento da Captação – Custos – Exercício prático.

 

Saudações
Equipe Solenerg


Curso de Projeto e Instalação de um Gerador Solar Fotovoltaico – Belo Horizonte

Acontecerá nos dias 18, 19 e 20 de maio de 2017 em Belo Horizonte a 46ª turma do Curso de Projeto e instalação de Geradores Solares Fotovoltaicos ONGRID da Solenerg Engenharia.

O curso é ministrado no Centro de Capacitação em Tecnologia (CCT) da Loja Elétrica: Av. Pedro II, 3703, bairro Padre Eustáquio, em Belo Horizonte.

O Curso de Projeto e Instalação de geradores solares fotovoltaicos da Solenerg é interativo e dinâmico, e inclui:

  • Apresentação das tecnologias utilizadas na área atualmente;
  • Técnicas de projeto (dimensionamento e elaboração de projetos conceituais, memoriais descritivos e diagramas);
  • Instalação de micro geradores fotovoltaicos, tanto autônomos quanto conectados à rede:
  • Procedimentos para solicitar conexão à rede da Cemig;
  • Práticas de dimensionamento;
  • Práticas de instalação de painel em telhado;
  • Práticas de montagem de uma caixa de proteção;
  • Inclui visita técnica a um gerador fotovoltaico realmente conectado à rede e em operação.

São 20 horas/aula, divididas em 3 dias de curso, quinta e sexta das 8:30 às 17:30hs, e sábado até o meio dia.

O valor é R$1.300,00. São poucas vagas a cada turma mensal. É o curso de capacitação básica mais completo oferecido hoje no Brasil, ministrado por profissionais da área fotovoltaica, com experiência técnica e prática do dia-a-dia do mercado atual.

Para inscrever-se. clique aqui <<

Att
Equipe Solenerg


Capão da Canoa-RS receberá usina solar de 10 MW

A fonte de energia que mais cresce atualmente no Brasil também desperta o interesse de empreendedores no Rio Grande do Sul.

A companhia gaúcha Energy Infinity, em parceria com o grupo Marina Park, pretende investir R$ 80 milhões em uma usina solar com capacidade instalada de 10 MW. O volume de energia pode parecer pouco se comparado, por exemplo, à potência da termelétrica Candiota 3 (350 MW), mas é muito se for levado em conta o atual patamar da produção solar no País. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as centrais geradoras fotovoltaicas em operação no momento têm capacidade instalada de 23,7 MW.

Fábio Junior Zimmer, diretor da Energy Infinity, detalha que a usina, que começou a ser construída em janeiro, entrará em operação em duas fases. A primeira, com capacidade para produzir até 5 MW, será finalizada em novembro deste ano; e a segunda, com o mesmo potencial, em março de 2018. Os painéis fotovoltaicos serão instalados em uma área de cerca de 12 hectares, localizada próxima ao condomínio Condado.

Além do uso de uma fonte ainda considerada como nova na matriz energética, outra característica distinta do projeto é a forma que os empreendedores serão remunerados pela geração. Zimmer explica que serão locados lotes de energia para terceiros. Assim, uma empresa que quiser aproveitar a energia do complexo, seja por uma vantagem financeira, seja pelo apelo ecológico, pode alugar os equipamentos e um determinado volume de energia produzida. Essa geração é jogada na rede integrada que abastece os consumidores do sistema elétrico e transformada em créditos, que a companhia locatária pode abater da sua conta de luz. Se o consumo for maior do que o gerado na usina solar, paga-se a diferença para a concessionária.

O diretor da Energy Infinity comenta que a intenção é locar todos os lotes antes de terminar a implantação da usina. Esse modelo de negócio foi possível devido ao conceito de geração distribuída previsto dentro do setor elétrico. Nesse ambiente, o consumidor pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis e inclusive fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade. Entre as vantagens para quem adota essa prática está a isenção de ICMS para esse tipo de geração de eletricidade concedida em vários estados, entre eles o Rio Grande do Sul.

Antes de começar a desenvolver a usina que locará energia para outras empresas, a Energy Infinity e o Marina Park já tinham implementado um sistema fotovoltaico com a finalidade de atender ao consumo próprio do parque aquático que esse grupo detém em Capão da Canoa.

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fonte: Jornal do Comércio do RS – por Jefferson Klein

 

 

 


Potencial de investimentos da energia fotovoltaica em galpões e armazéns é de R$ 6,8 bilhões no País, segundo ABSOLAR

Levantamento mostra que a potência instalada seria de mil megawatts (MW), suficientes para abastecer cerca de dois milhões de brasileiros

O mercado de galpões e armazéns industriais em uso no Brasil, com uma área total estimada em 12 milhões de metros quadrados (fonte: Cushman & Wakefield), representa um potencial de investimentos de R$ 6,8 bilhões para a geração solar fotovoltaica no Brasil, segundo estimativa conservadora da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

Presidente-executivo da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia

De acordo a entidade, se a metade da área dos telhados de todos os galpões e armazéns ocupados no Brasil fosse aproveitada para gerar energia elétrica renovável pela fonte fotovoltaica, a potência instalada seria de cerca de mil megawatts (MW), suficientes para abastecer cerca de 500 mil residências ou dois milhões de brasileiros. Os empregos diretos gerados com tais investimentos seriam da ordem de 30 mil postos de trabalho.

O levantamento mostra ainda que o potencial de geração de eletricidade seria de 1,7 mil megawatts/hora ao ano, o que corresponde a uma economia de aproximadamente R$ 900 milhões na conta de luz e uma redução de emissões de CO2 de aproximadamente 132,7 mil toneladas por ano. O payback para esses investimentos é estimado em 7,5 anos.

Para o presidente-executivo da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia, aproveitar a energia solar fotovoltaica em telhados e fachadas de edifícios residenciais, comerciais, industriais, públicos e rurais ao redor de todo o País é um negócio sustentável dos pontos de vista econômico, social e ambiental.

“O mercado de galpões e de armazéns é apenas um entre inúmeros que podem ser utilizados para alavancar o crescimento da energia solar fotovoltaica no Brasil e, simultaneamente, contribuir para atingirmos os compromissos assumidos pelo Brasil perante o mundo no Acordo de Paris, fruto da COP21”, conclui.

por Ray Santos – Jornal Dia a Dia


Alunos do CMM criam projeto sustentável e disputam voto popular em feira de engenharia

Os alunos do Colégio Militar de Manaus (CMM), Victória do Monte Rodrigues, Giorgio Antônio Chiarini Silva e Tales Antônio Martins Lima concorrem à premiação na 15ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace). A disputa é por voto popular por meio de curtidas no site da Febrace e, também, no Facebook.

O trio elaborou o projeto “Sustentabilidade em um colégio militar na Amazônia: eficiência energética visando uma economia de baixo carbono e atenuação da desigualdade social” com a ajuda de dois professores com o intuito de criar um novo sistema de refrigeração e iluminação para o CMM.

Para validar os votos, é necessário acessar o site da Febrace. Na parte superior da página, há a opção curtir, que deve ser clicada. Ao final da página, após o resumo do projeto dos alunos, dê um clique na foto da equipe para aparecer o link do Facebook. Nele, é necessário que, quem tenha vorado no projeto, clique na opção “compartilhar”.

O projeto

Os sistemas de refrigeração e iluminação do Colégio Militar de Manaus – CMM utilizam o hidroclorofluorcarboneto, que representam 75% dos gastos do colégio com energia de fonte hidrelétrica, que emite grande quantidade de CO2 equivalente para a atmosfera. Por meio de experimentos, demonstrou-se que o CO2 contribui para o aquecimento do planeta e que o gás refrigerante HCFC-22 não destrói o ozônio atmosférico, mas compromete a absorção dos raios ultravioleta.

Por isso, foi planejado um novo sistema de refrigeração e iluminação para o CMM, capaz de encerrar essa poluição e zerar as contas de energia. O projeto prevê o aproveitamento energético da radiação solar na região Amazônica para os novos sistemas. Os 190 condicionadores de ar que existem no CMM serão substituídos por 200 centrais de ar que utilizarão um gás refrigerante ecológico e serão capazes de reduzir em 50% a demanda energética. Além disso, a iluminação fluorescente será transformada em LED por meio da reutilização dos componentes das 1.643 lâmpadas existentes. A demanda elétrica dos sistemas será produzida por 770 painéis fotovoltaicos que transformarão 115kW/m2/mês de energia solar em 54.450kWh/mês de energia elétrica, sendo o excedente encaminhado à rede pública.

Essa substituição da matriz energética, além de tornar o CMM uma usina de produção de energia renovável e zerar aos gastos com energia elétrica, fará com que o Colégio deixe de emitir mais de 3t de CO2 e 0,6t de HCFC-22/ano pela troca do gás refrigerante. Os resíduos gerados serão destinados a associações de catadores e gerarão uma receita de R$ 180.500,00 para atenuar as dificuldades vivenciadas por mais de mais de 40 famílias em risco socioeconômico. Desta forma, o CMM se tornará uma organização que, além de ofertar educação pública e de qualidade, desenvolverá uma economia eficiente e de baixo carbono, ao mesmo tempo que contribuirá para atenuar a desigualdade social e, assim, a conservação ambiental e sustentabilidade na Amazônia.

fonte: Portal Em Tempo


Mitos e Verdades da Geração de energia solar fotovoltaica

A placa fotovoltaica gera energia sozinha

Mito

O painel solar gera energia elétrica, mas somente ele não é capaz de abastecer uma residência ou empresa. Isso porque os painéis geram energia em corrente contínua, que não é compatível com a que usamos em casa. Por isso é preciso de cabos conectores e de um inversor de frequência, que converterá essa energia em corrente alternada, equalizando com a energia usada em casa. Relembre como funciona um sistema de energia solar.

A placa solar gera energia em dias nublados

Verdade

Em dias parcialmente nublados ainda há a geração de energia. Vale lembrar que, apesar de sempre haver geração de eletricidade sob a luz do dia, sua intensidade pode ser menor em razão do grau de insolação. Até mesmo com tempo chuvoso a claridade existente produzirá energia.

Depois de instalado, um sistema fotovoltaico não pode ser retirado

Mito

É possível retirar as placas e o sistema fotovoltaico, assim como todos os equipamentos que compõem o sistema de energia solar e instalar em outro local. Para isso, é preciso apenas reformular o projeto para garantir que ele se adeque às necessidades do novo local de instalação. Assim, caso o proprietário do sistema se mude e queira levar o sistema, é possível.

A placa solar pode durar até 25 anos

Verdade

A maioria dos painéis fotovoltaicos tem garantia de vida útil de 25 anos, com um funcionamento de, no mínimo, 80% da capacidade de geração do equipamento. É importante verificar se a garantia é apoiada por uma entidade idônea que deverá cumprir as leis de proteção do consumidor caso haja alguma falha no desempenho do seu sistema fotovoltaico.

Posso instalar as placas solares e o sistema fotovoltaico sozinho

Mito

Num sistema de energia solar conectado à rede, você não deve tentar instalar o seu sistema fotovoltaico sozinho. O acompanhamento de uma empresa ou profissional especializado é importante para elaborar o seu projeto e analisar o melhor local e as melhores condições de instalação. Caso a instalação seja feita no telhado, que é o modo mais usual, o uso de equipamentos de segurança é fundamental, pois a altura é um complicador. Além disso, para conectar o sistema de energia solar na sua casa ou empresa é preciso uma autorização da distribuidora de energia local e somente engenheiros e eletrotécnicos podem fazer esta solicitação.

As placas não vão gerar energia durante a noite

Verdade

A geração de energia solar fotovoltaica não acontece durante a noite. Em lugares onde a única fonte de energia disponível é a fotovoltaica, é necessário que o gerador tenha um banco de baterias conectado ao sistema para o armazenamento da energia que será utilizada no período noturno. Em locais onde existe o fornecimento de energia elétrica por parte da rede de distribuição pública, não é necessário conectar baterias ao sistema fotovoltaico, porque nos dias chuvosos e durante a noite, a concessionária pode fornecer energia elétrica e suprir a necessidade do consumidor. Com o surgimento das baterias de grande capacidade, como por exemplo as PowerWall® da Tesla, o consumidor que possuir um sistema de geração distribuída com essas características ficará munido de três fontes de energia elétrica: a rede de distribuição, a geração fotovoltaica e o abastecimento por baterias. Essas opções dão ao consumidor mais um passo em busca da autossuficiência energética. Dessa forma, em dias chuvosos ou durante a noite, o sistema de geração será capaz de suprir o déficit do fornecimento de energia para algumas cargas, através das baterias. Por fim, dará ao consumidor também, a opção de escolher em quais períodos ele demandará energia elétrica oriunda da rede de distribuição, pela concessionária, evitando também o problema da não geração de energia elétrica através da Energia Solar durante o período noturno.

Os sistemas são caros demais

Mito

Especialmente quando se faz uma análise do custo x benefício obtido com a instalação do sistema, que tem vida útil de 25 anos. Além disso, atualmente são muitos os recursos disponíveis para aquisição de um sistema, incluindo consórcios, que funcionam exatamente como os consórcios de automóveis ou de imóveis. Sendo contemplado ou conquistando a carta de crédito por meio de lance, é possível quitar o financiamento com a economia feita na conta de luz. Os benefícios são enormes.

Instalar um sistema fotovoltaico vai agregar valor ao meu imóvel

Verdade

Uma nova pesquisa, patrocinada pelo departamento de energia (dos Estados Unidos), mostra que os compradores estão dispostos a pagar mais por residências com painéis solares no telhado – uma descoberta que pode fortalecer a questão de levar em conta o valor de recursos sustentáveis na apreciação de casas. O estudo, conduzido pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia, analisou dados das vendas de quase 23.000 casas em oito estados, de 2002 a 2013. Cerca de 4.000 das casas tinham sistemas solares fotovoltaicos, todos eles próprios (diferente daqueles financiados através de locação por empresas solares). Os pesquisadores descobriram que compradores estavam dispostos a pagar adicionais US$15.000 por uma casa com um sistema fotovoltaico de tamanho médio (potência de 3.6 KW, quilowatts), quando comparada a uma casa similar sem um sistema. Colocado de outra forma, isso pode ser traduzido em cerca de quatro dólares adicionais por watts de energia solar.

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Fonte: SEGS


Curso de Projeto e Instalação de Geradores Solares Fotovoltaicos para Conexão à Rede

Seguindo a tradição, a Solenerg Engenharia realiza nos próximos dias 23, 24 e 25 a 42ª turma do seu Curso de Projeto e Instalação de Geradores Solares Fotovoltaicos. Ministrado em Belo Horizonte, neste mês teremos participantes de várias partes do país.

Essa variedade de origens turbina o conjunto, e promete riqueza de conhecimentos e um aproveitamento amplo para cada um dos participantes. O compartilhamento de experiências profissionais e de mercados diferentes agrega, em muito, na qualidade e nos resultados do curso. As turmas são pequenas, e nossa intenção é sempre fazer com que cada um, a seu modo, saia de sala preparado para passos largos no mundo da energia elétrica fotovoltaica.

E, também, demonstra a reputação e a qualidade dos cursos ministrados pela Solenerg, em parceria com a empresa mineira Loja Elétrica, fornecedora de materiais, também uma das melhores do país.

Objetivo

O objetivo do curso é apresentar as tecnologias utilizadas nesta forma de captação da energia solar, permitindo aos participantes conhecerem características básicas da tecnologia, dos geradores e do mercado, parâmetros de avaliação, dimensionamento e instalação, propiciando a capacitação básica para projeto e instalação de micro geradores para conexão à rede.

O Curso de Projeto e Instalação de geradores solares fotovoltaicos da Solenerg é interativo e dinâmico, inclui apresentação das tecnologias utilizadas na área, de técnicas de projeto (dimensionamento e elaboração de projetos conceituais, memoriais descritivos e diagramas) e instalação de micro geradores fotovoltaicos, tanto autônomos quanto conectados à rede, dos procedimentos para solicitar conexão à rede da Cemig e práticas de dimensionamento, de instalação de painel em telhado, de montagem de uma caixa de proteção e visita técnica a um gerador conectado à rede em operação.

São 20 horas/aula, divididas em 3 dias de curso, geralmente quinta, sexta e sábado até o meio dia. O aproveitamento é excelente, e o nível de satisfação é bastante alto. O custo é de R$1.300,00. São poucas vagas a cada turma mensal, em torno de 20 alunos.

Normalmente ministrado em Belo Horizonte, no CCT-Centro de Capacitação Técnica da Loja Elétrica, uma das melhores fornecedoras de materiais do ramo. É o curso de capacitação básica mais completo oferecido hoje no Brasil, ministrado por profissionais da área fotovoltaica, com experiência técnica e prática no dia-a-dia do mercado atual.

Brochura do curso – clique aqui

Ficha de pré-inscrição – clique aqui

Esclarecimentos adicionais – consulte-nos

Organização:
Solenerg Engenharia Ltda
CNPJ: 02 128 550 0001-16
e-mail: cursos@solenerg.com.br
www.solenerg.com.br

Apoio:

 


Fotovoltaica. A energia que cresce

por Lucila Cano

Enquanto canetadas nunca antes imaginadas desfazem importantes acordos pró-preservação do meio ambiente nos Estados Unidos, é muito bom saber que em outras partes do mundo a conscientização ambiental cresce de modo consistente.

A agência Ambiente Energia, que regularmente me envia boletins sobre as atividades de geração de energias limpas e renováveis no país e no exterior, divulgou uma nota animadora sobre relatório da petroleira britânica BP. Segundo o estudo, relativo a 2015, a energia solar é a fonte que cresce mais rápido no cenário mundial.

Naquele ano, o número de painéis solares gerou um terço a mais de eletricidade do que no ano anterior. A China, quem diria, superou os Estados Unidos e a Alemanha, posicionando-se como o maior gerador de energia solar. Em dez anos, a produção de energia solar aumentou mais de 60 vezes.

No Brasil, o boletim registra que nos últimos dois anos a energia solar cresceu cerca de 70%. Os principais motivos para tal arrancada decorrem da redução de mais de 70% no preço da energia solar nos últimos dez anos em comparação com o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica em 2015.

Diante desses percentuais, a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar) prevê que a participação da energia solar na matriz energética vai passar de 0,02% em 2015 para mais de 10% em 2030.

Telhados solares

No Brasil, os telhados solares poderiam superar com folga a geração total de eletricidade, segundo a Absolar. A associação se pauta em estudo do Greenpeace sobre microgeração energética, que revela que 72% dos pesquisados de todas as classes sociais comprariam um equipamento de energia solar fotovoltaica se houvesse linhas de crédito com juros baixos.

Ainda de acordo com informação do boletim Ambiente Energia, atualmente há cerca de seis mil sistemas fotovoltaicos instalados nas residências, os quais geram cerca de 70 MW (megawatts). Essa capacidade instalada de energia é suficiente para iluminar 30 mil casas por ano, em média.

Para Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Absolar, “o Brasil deve criar até 60 mil empregos diretos e mais 100 mil indiretos com energia solar fotovoltaica até 2020, considerando-se o mercado de leilões de energia solar e o de geração distribuída, onde se insere o segmento residencial”.

Para quem não é do ramo, vamos e venhamos, tal perspectiva de geração de empregos é bastante animadora. Por si só, trata-se também de um importante sinal de alerta para a formação de técnicos para a área de geração de energias renováveis.

25 anos

Por fim, cabe registrar um estudo da Bloomberg New Energy Finance sobre o futuro das energias renováveis, igualmente divulgado pela agência Ambiente Energia. Diz o documento que dentro de 25 anos a presença das fontes eólica e solar na matriz energética nacional superará a das fontes hidrelétricas.

O estudo considera que fatores naturais são uma das principais causas para a diminuição das hidrelétricas. Atualmente, as regiões onde ainda é possível se expandir a hidroeletricidade são de difícil acesso e implicam custos maiores de transmissão. Além disso, a crise no setor energético nos últimos anos, agravada pela seca de 2014 e 2015, tornou urgente a diversificação da matriz energética.

Desse modo, de acordo com o já mencionado relatório, em duas décadas as energias renováveis ultrapassarão fontes fósseis como o carvão e o gás natural na geração de energia, proporcionando condições para que possamos viver em um novo tempo, o da geração de energia mais limpa e de menor impacto ambiental.

Até lá, o que será dos Estados Unidos da América, o país no qual o mundo ocidental sempre se espelhou e que, hoje, desafia os princípios da sustentabilidade arduamente conquistados pelos guardiões do planeta? Quem viver verá!

reprodução de informação publica relevante da fonte Portal UOL-COLUNAS. Clique no nome para conhecer!


Villa-Lobos é o primeiro parque do Brasil abastecido por energia solar

Na capital Paulista – Sistema tem capacidade de produção anual de 665 megawatts-hora (MWh) e atende estacionamento, lanchonete e área de esportes do parque

Placas de energia fotovoltaica que abastecem o Parque Villa-Lobos

Placas de energia fotovoltaica que abastecem o Parque Villa-Lobos

Uma combinação de economia de energia e preservação do meio ambiente. Este é o resultado do novo projeto instalado nos Parques Villa-Lobos e Cândido Portinari, ambos na zona oeste da capital.

Liderado pela Cesp – Companhia Energética de São Paulo, o projeto consumiu R$ 13 milhões na construção de uma microcentral de nove quilowatts-pico (kWp) e na instalação de 40 postes que geram a própria luz no Villa-Lobos, além da cobertura de 264 vagas para veículos com mais de 3 mil placas de captação de energia solar no estacionamento do Parque Cândido Portinari. É o maior projeto de mini geração solar distribuída em um parque do Brasil.

O sistema tem capacidade de produção anual de 665 megawatts-hora (MWh) e foi dimensionado para atender a demanda do estacionamento, lanchonete e área de esportes do parque.

A energia gerada pelas plantas fotovoltaicas atenderá todo o consumo dos dois parques tornando-os autossustentáveis e gerará um excedente que será cedido à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo para uso em suas instalações.

O projeto conta com a participação das empresas RTB Energias Renováveis, AES Eletropaulo, além do apoio das Secretarias de Energia e Mineração e do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Mesmo autossuficiente o parque continua conectado à rede de fornecimento de energia elétrica da AES Eletropaulo, no chamado sistema de compensação. No momento em que não houver a produção de energia, como, por exemplo, a noite ou em dias com forte nebulosidade, os parques serão abastecidos pela eletricidade da rede.


Parque Villa-Lobos
Avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2001
Alto dos Pinheiros – São Paulo – SP – CEP: 05461-010
(11) 2683-6302
De segunda a segunda, das 5h30 às 19h (no horário de verão, até às 20h)
pvl@ambiente.sp.gov.br
Acesse: parquevillalobos.sp.gov.br


fonte: Portal do Governo de SP