Energias renováveis empregaram mais de 9,8 mi em 2016

Novo relatório da Agência Internacional de Energia Renovável mostra números melhores do que os gerados pelo setor de combustíveis fósseis

Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, 24 de maio de 2017 – As energias renováveis empregavam mais de 9,8 milhões de pessoas em 2016, segundo o mais recente relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). Energia Renovável e Emprego – Revisão Anual 2017 acaba de ser divulgado na 13ª reunião do Conselho da IRENA e traz os dados mais recentes sobre empregos e análises sobre os fatores que afetam o mercado de trabalho em energias renováveis.

“A queda dos custos e políticas facilitadoras têm impulsionado o investimento e, por consequência, os empregos em energias renováveis ??em todo o mundo desde a primeira avaliação anual da IRENA em 2012, quando pouco mais de cinco milhões de pessoas trabalhavam no setor”, destaca Adnan Z. Amin, Diretor Geral da IRENA. “Nos últimos quatro anos, por exemplo, o número de empregos nos setores solar e eólico mais do que dobrou. As energias renováveis estão apoiando diretamente objetivos socioeconômicos mais amplos, com a geração de empregos cada vez mais reconhecida como um componente central da transição energética global. À medida que a balança continua a pender em favor das energias renováveis, esperamos que o número de pessoas trabalhando no setor de energias renováveis ??possa chegar a 24 milhões até 2030, mais do que compensando as perdas de postos de trabalho com combustíveis fósseis e se tornando um grande motor de desenvolvimento econômico em todo o mundo”,  acrescentou.

O relatório mostra que as energias renováveis empregavam 8,3 milhões de trabalhadores em todo o  mundo em 2016, excluindo-se grandes hidrelétricas.  Se contabilizarmos os empregos diretos gerados por estas, o número total de empregos em energias renováveis no mundo sobe para 9,8 milhões. A  maior parte dos empregos se concentra na China, no Brasil, nos Estados Unidos, na Índia, no Japão e na Alemanha. Na China, por exemplo, 3,64 milhões de pessoas trabalharam em energias renováveis ??em 2016, um aumento de 3,4% em relação ao ano anterior.

O relatório da IRENA mostra ainda que, nesse setor, a energia solar fotovoltaica (PV) foi a maior empregadora em 2016, com 3,1 milhões de empregos – 12% a mais em relação a 2015 – principalmente na China, Estados Unidos e Índia. Nos Estados Unidos, os empregos na indústria solar aumentaram 17 vezes mais rápido do que a economia como um todo, crescendo 24,5% em relação ao ano anterior para mais de 260 mil. As novas instalações eólicas contribuíram para um aumento de 7% no emprego eólico global, que alcançou a marca de 1,2 milhão de postos de trabalho. O Brasil, a China, os Estados Unidos e a Índia também se revelaram mercados-chave de bioenergia, com os biocombustíveis respondendo por 1,7 milhão de empregos, a biomassa por 700 mil e o biogás 300 mil.

“Ao incluir dados de grandes hidrelétricas, este ano a IRENA traçou um quadro mais completo sobre os empregos no setor das energias renováveis. É importante reconhecer esses 1,5 milhão de trabalhadores, pois eles representam a maior tecnologia de energia renovável por capacidade instalada “, disse a Dra. Rabia Ferroukhi, Chefe da Unidade de Política da IRENA e Diretora Adjunta de Conhecimento, Política e Finanças.

O relatório também informa que, globalmente, 62% dos postos de trabalho em renováveis estão localizados na Ásia. Empregos em instalação e manufatura continuam a migrar para aquela região, especialmente para Malásia e Tailândia, que se tornaram centro mundial de fabricação de energia solar fotovoltaica.

Na África, os avanços no uso das energias renováveis em concessionárias de serviços públicos foram grandes, gerando 62.000 empregos em renováveis ??no continente. “Em alguns países africanos, com recursos e infraestrutura adequados, estamos vendo postos de trabalho surgirem em fabricação e instalação para projetos com escala de serviços públicos.  Para grande parte do continente, entretanto, as energias renováveis distribuídas, como a energia solar fora da rede, estão trazendo acesso à energia e desenvolvimento econômico. Estas soluções de mini-grid e off-grid estão dando às comunidades a chance de superar o gap de infra-estrutura de energia elétrica tradicional e criar novos postos de trabalho no processo “, disse Ferroukhi.

Sobre a Agência Internacional de Energias Renováveis –  A IRENA tem mandato para ser o centro mundial de cooperação e troca de informações sobre energias renováveis por 150 deputados (149 Estados e União Europeia). Outros 30 países estão no processo de adesão e estão ativamente envolvidos. A IRENA promove a adoção generalizada e a utilização sustentável de todas as formas de energias renováveis, na prossecução do desenvolvimento sustentável, do acesso à energia, da segurança energética e do crescimento econômico e da prosperidade em baixas emissões de carbono. ( www.irena.org )

Fonte: Revista Ecoturismo


Geração solar cresce e acelera debate sobre armazenamento

Agora, na maioria dos casos e na maioria dos países, é mais barato gerar eletricidade solar em seu telhado do que comprar eletricidade de uma distribuidora”, diz Sam Wilkinson, da empresa de dados IHS Markit.

Em 10 de maio, o Reino Unido atingiu um novo recorde na geração de energia solar. No começo da tarde daquela quarta-feira, a produção de eletricidade solar chegou a 8,5 gigawatts (GW), segundo a Eletric Insights, um site que acompanha a produção de energia no Reino Unido. Em seu pico, a fonte de energia “verde” forneceu mais de 22% dos 38 GW que alimentavam a rede nacional britânica, com a energia solar superando por algumas horas a produção constante das usinas de energia nuclear do Reino Unido.

É um recorde que deverá ser superado logo, já que o Reino Unido, assim como outros países, gera cada vez mais energia a partir de fontes renováveis para atingir as metas relacionadas às mudanças climáticas. Em 2015, as fontes renováveis superaram o carvão e se tornaram a maior fonte de geração de energia instalada no mundo.

A contribuição cada vez maior das energias “limpas”, em especial a eólica e a solar, para as redes de eletricidade, no entanto, traz o problema da imprevisibilidade e da intermitência dessas fontes.

A armazenagem ainda é uma parte bem pequena do mercado de energia, mas vem se desenvolvendo rapidamente tanto em pequena escala na esfera doméstica – onde os moradores podem usar baterias combinadas a painéis solares em seus telhados – quanto em escalas muito maiores, com a criação de “parques” de baterias projetados para equilibrar o fornecimento à rede elétrica.

Em 2005, no mundo, havia capacidade de armazenamento de 6 megawatts-hora (mWh) de energia nas empresas de distribuição em grande escala, segundo a Bloomberg New Energy Finance (BNEF). Hoje, a capacidade supera os 4.000 mWh. Ainda assim, isso é suficiente apenas para garantir o fornecimento temporário de cerca de 130 mil residências por um dia.

“Em 2016, havia quase 1.100 megawatts-hora de armazenamento de energia contratados nas distribuidoras em grande escala. Houve um aumento enorme nos últimos dois anos”, diz Julia Attwood, da BNEF. Os números da BNEF incluem todas as tecnologias de armazenagem. Segundo analistas, a tecnologia “a ser superada” atualmente é a das baterias de íon de lítio.

A bateria para uso em veículos elétricos caiu de US$ 1 mil por quilowatt-hora em 2010 para US$ 273 em 2016, segundo a BNEF, que prevê um declínio de mais 73% no custo até 2030.

“Um dos problemas mais básicos das fontes renováveis é que seu fornecimento de eletricidade é intermitente, enquanto grande parte da demanda é muito constante”, diz Attwood. “Nossas redes, nossas indústrias e eletrodomésticos, são todos configurados para usar uma fonte de energia muito constante, que não varie muito. A armazenagem de energia pode ser uma solução para isso, atuando efetivamente como uma ponte entre a forma como geramos energias renováveis e a forma como a queremos consumir.”

Nos Estados Unidos, as preocupações sobre a segurança no fornecimento energético impulsionam o interesse no desenvolvimento de baterias em grande escala. Em 2015, na Califórnia, onde um grande vazamento de gás natural perto de Los Angeles afetou o fornecimento de energia convencional, as autoridades reguladoras decretaram que fossem construídas baterias de armazenamento para impedir novos cortes de energia.

No Japão, a tecnologia ganhou mais força depois do desastre nuclear em Fukushima, em 2011, quando as baterias foram consideradas uma ferramenta útil para lidar com interrupções no fornecimento da rede de eletricidade.

Na Alemanha, o declínio no custo dos painéis solares somado ao aumento dos preços na rede de energia fez crescer o interesse nas baterias de armazenagem doméstica.

“Agora, na maioria dos casos e na maioria dos países, é mais barato gerar eletricidade solar em seu telhado do que comprar eletricidade de uma distribuidora”, diz Sam Wilkinson, da empresa de dados IHS Markit.

A popularidade dos sistemas de armazenagem da eletricidade gerada pelos painéis solares domésticos é incentivada por subsídios generosos na Alemanha e em outros países, que ajudam os moradores a pagar os custos iniciais da compra da bateria.

Embora o custo das baterias esteja diminuindo, Wilkinson admite que em muitos casos “são necessários incentivos” para expandir o mercado de baterias de armazenamento e, assim, ajudar a equilibrar a rede.

“Os custos caíram radicalmente, mas ainda há um longo caminho a percorrer antes de que [as baterias] sejam realmente incorporadas em todos os lugares da rede e [ainda] vamos ver volumes imensos delas”, diz Wilkinson.

Paralelamente, o crescimento do mercado de veículos elétricos ajudou a reduzir os custos e a melhorar a concepção das baterias de íon de lítio. A bateria para uso em veículos elétricos caiu de US$ 1 mil por quilowatt-hora em 2010 para US$ 273 em 2016, segundo a BNEF, que prevê um declínio de mais 73% no custo até 2030.

Analistas destacam que o mercado ainda é muito novo, mas que novas melhoras tecnológicas das baterias, tanto na rede quanto em casa ou na estrada, deverão permitir que as fontes de energia intermitentes mais limpas ampliem seu papel na composição energética geral.

fonte: Governo do Estado de São Paulo – SEM


Brasil atinge a marca histórica de 10 mil sistemas solares fotovoltaicos

A geração própria de energia no Brasil, a chamada micro e mini geração distribuída, acaba de atingir a marca histórica de 10 mil instalações fotovoltaicas ao redor do País.

Segundo mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), com base nos dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a tecnologia solar fotovoltaica, baseada na conversão direta da radiação solar em energia elétrica, lidera o segmento, com 99% das instalações em residências, comércios, indústrias, edifícios públicos e na zona rural.

De acordo com a ABSOLAR, os 10.008 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede elétrica geram créditos e beneficiam um total de 11.063 unidades consumidoras. Com isso, a tecnologia contribui cada vez mais para o crescimento e desenvolvimento da economia do país, representando um total acumulado de mais de R$ 620 milhões em investimentos privados, espalhados entre todos os Estados e inúmeros Municípios brasileiros.

Dentre as unidades consumidoras beneficiadas por sistemas solares fotovoltaicos, a maior parcela é de residências, que representam 78,2% do total, seguida de comércios (16,7%), indústrias (2,0%), consumidores rurais (1,7%) e outros tipos, como iluminação pública (0,1%), serviços públicos (0,2%) e consumidores do poder público (1,1%).

fonte: Investimentos e Noticias (Redação – Agência IN)


Curso de Projeto e Instalação de um Gerador Solar Fotovoltaico – Belo Horizonte

Acontecerá nos dias 18, 19 e 20 de maio de 2017 em Belo Horizonte a 46ª turma do Curso de Projeto e instalação de Geradores Solares Fotovoltaicos ONGRID da Solenerg Engenharia.

O curso é ministrado no Centro de Capacitação em Tecnologia (CCT) da Loja Elétrica: Av. Pedro II, 3703, bairro Padre Eustáquio, em Belo Horizonte.

O Curso de Projeto e Instalação de geradores solares fotovoltaicos da Solenerg é interativo e dinâmico, e inclui:

  • Apresentação das tecnologias utilizadas na área atualmente;
  • Técnicas de projeto (dimensionamento e elaboração de projetos conceituais, memoriais descritivos e diagramas);
  • Instalação de micro geradores fotovoltaicos, tanto autônomos quanto conectados à rede:
  • Procedimentos para solicitar conexão à rede da Cemig;
  • Práticas de dimensionamento;
  • Práticas de instalação de painel em telhado;
  • Práticas de montagem de uma caixa de proteção;
  • Inclui visita técnica a um gerador fotovoltaico realmente conectado à rede e em operação.

São 20 horas/aula, divididas em 3 dias de curso, quinta e sexta das 8:30 às 17:30hs, e sábado até o meio dia.

O valor é R$1.300,00. São poucas vagas a cada turma mensal. É o curso de capacitação básica mais completo oferecido hoje no Brasil, ministrado por profissionais da área fotovoltaica, com experiência técnica e prática do dia-a-dia do mercado atual.

Para inscrever-se. clique aqui <<

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Equipe Solenerg


Cemig armazenará energia fotovoltaica

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) proposto pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que será executado pela Alsol Energias Renováveis – acelerada pelo grupo Algar.

As soluções que serão desenvolvidas permitirão o armazenamento da energia fotovoltaica para uso em horário de ponta – quando não há incidência de raios solares e a reutilização de equipamentos.

O projeto, que tem duração de quatro anos e orçamento de R$ 21 milhões, será executado pela Alsol em conjunto com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

Um dos principais desafios da utilização em massa da energia solar são os gargalos de produção em dias nublados e no período da noite. No horário de ponta (das 18h às 21h), o consumo aumenta consideravelmente, o que leva as distribuidoras a cobrar um valor de tarifa mais elevado.

Dependendo da época, é necessário acionar as usinas termelétricas, que são nocivas ao meio ambiente e possuem custo final elevado.

Com o novo projeto, serão desenvolvidas soluções com baterias que farão a estocagem da energia solar absorvida durante o dia e que serão conectadas à rede elétrica para utilização nos horários de ponta.

“Além disso, um hardware possibilitará que o mesmo equipamento seja utilizado para liberar a energia solar na rede, sem necessidade de troca do inversor fotovoltaico por um modelo híbrido, que possui alto custo”, relata Gustavo Malagoli, presidente da Alsol.

Outra solução que será originada no projeto são laboratórios itinerantes de geração distribuída compartilhada, que poderão ser utilizados em locais remotos onde ainda não houve investimentos na rede.

Será injetado 1,2 megawatt (MW) de potência – o equivalente a 300 chuveiros elétricos ligados simultaneamente ou 5.4 mil banhos de 10 minutos por dia, de segunda a sexta-feira – em protótipos que serão instalados em Uberlândia (MG), Natal (RN), João Pessoa (PB) e São Domingos de Pombal (PB).

O protótipo de Uberlândia é responsável por 83% da potência total, sendo 1 MW injetado em um único ponto.

“Os entregáveis desse projeto vão proporcionar benefícios ao setor elétrico como um todo e ao consumidor final, que verá o resultado em sua conta de energia”, afirmou Malagoli.

Além dos produtos, estão previstas, no projeto, a realização de capacitações profissionais e publicações de artigos e registros de patentes.

Parte das baterias utilizadas no projeto será reaproveitada a partir dos data centers das empresas do grupo Algar.

“Por razões contratuais e de confiabilidade, as corporações fazem trocas periódicas desses equipamentos. Nós vamos esgotar o uso dessas baterias até o tempo limite de vida útil delas, o que é uma excelente ação em prol do meio ambiente”, detalha Malagoli.

Nos últimos três anos, Grupo Cemig investiu cerca de R$ 115 milhões em projetos de P&D, com uma média de 128 projetos em andamento por ano, em parceria com instituições de pesquisa e ensino, fornecedores, fabricantes e instituições de ciência e tecnologia.

fonte: Baguete – por Júlia Merker

Geração distribuída atinge 100 megawatts e passa de 8,8 mil sistemas fotovoltaicos no Brasil

Dentre as unidades consumidoras beneficiadas por sistemas solares fotovoltaicos a maior parcela é de residências, que representam 77,5% do total

A geração distribuída a partir de fontes renováveis no Brasil, chamada de microgeração e mini geração distribuída, acaba de ultrapassar a marca histórica de 100 megawatts (MW) instalados. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), com base em dados oficiais da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), os sistemas solares fotovoltaicos instalados em residências, comércios, indústrias, prédios públicos e na zona rural já representam mais de 99% destas instalações de microgeração e mini geração distribuída no país.

O Brasil possui atualmente 8.931 sistemas conectados à rede, que proporcionam economia na conta de luz dos consumidores e beneficiam um total de 9.919 unidades consumidoras espalhadas pelo território nacional. Dos 100 MW instalados, 67,7 MW são provenientes da fonte solar fotovoltaica, totalizando 8.832 sistemas, que representam mais de R$ 540 milhões em investimentos no país.

Segundo o presidente da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia, o potencial técnico da geração distribuída solar fotovoltaica, já parcialmente mapeado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), representa mais de 164 gigawatts (GW) considerando apenas os telhados de residências. “Isso significa que, se aproveitarmos os telhados de residências brasileiras com geração distribuída solar fotovoltaica, a energia elétrica gerada seria capaz de abastecer 2,3 vezes toda a demanda residencial do país”, comenta Sauaia.

“Se adicionarmos a estes cálculos os edifícios comerciais, industriais, públicos e rurais, o potencial técnico da geração distribuída solar fotovoltaica será multiplicado e crescerá diversas vezes. Ou seja, tanto pelo potencial da geração centralizada quanto da geração distribuída, no que depender da fonte solar fotovoltaica, não ficaremos sem energia elétrica tão cedo”, conclui.

Dentre as unidades consumidoras beneficiadas por sistemas solares fotovoltaicos a maior parcela é de residências, que representam 77,5% do total, seguida de comércios (17%), indústrias (2,2%), consumidores rurais (1,8%) e consumidores do poder público, incluindo iluminação e serviço público (1,5% no total).

Fonte: portal Setor Energético


Capão da Canoa-RS receberá usina solar de 10 MW

A fonte de energia que mais cresce atualmente no Brasil também desperta o interesse de empreendedores no Rio Grande do Sul.

A companhia gaúcha Energy Infinity, em parceria com o grupo Marina Park, pretende investir R$ 80 milhões em uma usina solar com capacidade instalada de 10 MW. O volume de energia pode parecer pouco se comparado, por exemplo, à potência da termelétrica Candiota 3 (350 MW), mas é muito se for levado em conta o atual patamar da produção solar no País. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as centrais geradoras fotovoltaicas em operação no momento têm capacidade instalada de 23,7 MW.

Fábio Junior Zimmer, diretor da Energy Infinity, detalha que a usina, que começou a ser construída em janeiro, entrará em operação em duas fases. A primeira, com capacidade para produzir até 5 MW, será finalizada em novembro deste ano; e a segunda, com o mesmo potencial, em março de 2018. Os painéis fotovoltaicos serão instalados em uma área de cerca de 12 hectares, localizada próxima ao condomínio Condado.

Além do uso de uma fonte ainda considerada como nova na matriz energética, outra característica distinta do projeto é a forma que os empreendedores serão remunerados pela geração. Zimmer explica que serão locados lotes de energia para terceiros. Assim, uma empresa que quiser aproveitar a energia do complexo, seja por uma vantagem financeira, seja pelo apelo ecológico, pode alugar os equipamentos e um determinado volume de energia produzida. Essa geração é jogada na rede integrada que abastece os consumidores do sistema elétrico e transformada em créditos, que a companhia locatária pode abater da sua conta de luz. Se o consumo for maior do que o gerado na usina solar, paga-se a diferença para a concessionária.

O diretor da Energy Infinity comenta que a intenção é locar todos os lotes antes de terminar a implantação da usina. Esse modelo de negócio foi possível devido ao conceito de geração distribuída previsto dentro do setor elétrico. Nesse ambiente, o consumidor pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis e inclusive fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade. Entre as vantagens para quem adota essa prática está a isenção de ICMS para esse tipo de geração de eletricidade concedida em vários estados, entre eles o Rio Grande do Sul.

Antes de começar a desenvolver a usina que locará energia para outras empresas, a Energy Infinity e o Marina Park já tinham implementado um sistema fotovoltaico com a finalidade de atender ao consumo próprio do parque aquático que esse grupo detém em Capão da Canoa.

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fonte: Jornal do Comércio do RS – por Jefferson Klein

 

 

 


Potencial de investimentos da energia fotovoltaica em galpões e armazéns é de R$ 6,8 bilhões no País, segundo ABSOLAR

Levantamento mostra que a potência instalada seria de mil megawatts (MW), suficientes para abastecer cerca de dois milhões de brasileiros

O mercado de galpões e armazéns industriais em uso no Brasil, com uma área total estimada em 12 milhões de metros quadrados (fonte: Cushman & Wakefield), representa um potencial de investimentos de R$ 6,8 bilhões para a geração solar fotovoltaica no Brasil, segundo estimativa conservadora da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

Presidente-executivo da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia

De acordo a entidade, se a metade da área dos telhados de todos os galpões e armazéns ocupados no Brasil fosse aproveitada para gerar energia elétrica renovável pela fonte fotovoltaica, a potência instalada seria de cerca de mil megawatts (MW), suficientes para abastecer cerca de 500 mil residências ou dois milhões de brasileiros. Os empregos diretos gerados com tais investimentos seriam da ordem de 30 mil postos de trabalho.

O levantamento mostra ainda que o potencial de geração de eletricidade seria de 1,7 mil megawatts/hora ao ano, o que corresponde a uma economia de aproximadamente R$ 900 milhões na conta de luz e uma redução de emissões de CO2 de aproximadamente 132,7 mil toneladas por ano. O payback para esses investimentos é estimado em 7,5 anos.

Para o presidente-executivo da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia, aproveitar a energia solar fotovoltaica em telhados e fachadas de edifícios residenciais, comerciais, industriais, públicos e rurais ao redor de todo o País é um negócio sustentável dos pontos de vista econômico, social e ambiental.

“O mercado de galpões e de armazéns é apenas um entre inúmeros que podem ser utilizados para alavancar o crescimento da energia solar fotovoltaica no Brasil e, simultaneamente, contribuir para atingirmos os compromissos assumidos pelo Brasil perante o mundo no Acordo de Paris, fruto da COP21”, conclui.

por Ray Santos – Jornal Dia a Dia


Alunos do CMM criam projeto sustentável e disputam voto popular em feira de engenharia

Os alunos do Colégio Militar de Manaus (CMM), Victória do Monte Rodrigues, Giorgio Antônio Chiarini Silva e Tales Antônio Martins Lima concorrem à premiação na 15ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace). A disputa é por voto popular por meio de curtidas no site da Febrace e, também, no Facebook.

O trio elaborou o projeto “Sustentabilidade em um colégio militar na Amazônia: eficiência energética visando uma economia de baixo carbono e atenuação da desigualdade social” com a ajuda de dois professores com o intuito de criar um novo sistema de refrigeração e iluminação para o CMM.

Para validar os votos, é necessário acessar o site da Febrace. Na parte superior da página, há a opção curtir, que deve ser clicada. Ao final da página, após o resumo do projeto dos alunos, dê um clique na foto da equipe para aparecer o link do Facebook. Nele, é necessário que, quem tenha vorado no projeto, clique na opção “compartilhar”.

O projeto

Os sistemas de refrigeração e iluminação do Colégio Militar de Manaus – CMM utilizam o hidroclorofluorcarboneto, que representam 75% dos gastos do colégio com energia de fonte hidrelétrica, que emite grande quantidade de CO2 equivalente para a atmosfera. Por meio de experimentos, demonstrou-se que o CO2 contribui para o aquecimento do planeta e que o gás refrigerante HCFC-22 não destrói o ozônio atmosférico, mas compromete a absorção dos raios ultravioleta.

Por isso, foi planejado um novo sistema de refrigeração e iluminação para o CMM, capaz de encerrar essa poluição e zerar as contas de energia. O projeto prevê o aproveitamento energético da radiação solar na região Amazônica para os novos sistemas. Os 190 condicionadores de ar que existem no CMM serão substituídos por 200 centrais de ar que utilizarão um gás refrigerante ecológico e serão capazes de reduzir em 50% a demanda energética. Além disso, a iluminação fluorescente será transformada em LED por meio da reutilização dos componentes das 1.643 lâmpadas existentes. A demanda elétrica dos sistemas será produzida por 770 painéis fotovoltaicos que transformarão 115kW/m2/mês de energia solar em 54.450kWh/mês de energia elétrica, sendo o excedente encaminhado à rede pública.

Essa substituição da matriz energética, além de tornar o CMM uma usina de produção de energia renovável e zerar aos gastos com energia elétrica, fará com que o Colégio deixe de emitir mais de 3t de CO2 e 0,6t de HCFC-22/ano pela troca do gás refrigerante. Os resíduos gerados serão destinados a associações de catadores e gerarão uma receita de R$ 180.500,00 para atenuar as dificuldades vivenciadas por mais de mais de 40 famílias em risco socioeconômico. Desta forma, o CMM se tornará uma organização que, além de ofertar educação pública e de qualidade, desenvolverá uma economia eficiente e de baixo carbono, ao mesmo tempo que contribuirá para atenuar a desigualdade social e, assim, a conservação ambiental e sustentabilidade na Amazônia.

fonte: Portal Em Tempo


Mitos e Verdades da Geração de energia solar fotovoltaica

A placa fotovoltaica gera energia sozinha

Mito

O painel solar gera energia elétrica, mas somente ele não é capaz de abastecer uma residência ou empresa. Isso porque os painéis geram energia em corrente contínua, que não é compatível com a que usamos em casa. Por isso é preciso de cabos conectores e de um inversor de frequência, que converterá essa energia em corrente alternada, equalizando com a energia usada em casa. Relembre como funciona um sistema de energia solar.

A placa solar gera energia em dias nublados

Verdade

Em dias parcialmente nublados ainda há a geração de energia. Vale lembrar que, apesar de sempre haver geração de eletricidade sob a luz do dia, sua intensidade pode ser menor em razão do grau de insolação. Até mesmo com tempo chuvoso a claridade existente produzirá energia.

Depois de instalado, um sistema fotovoltaico não pode ser retirado

Mito

É possível retirar as placas e o sistema fotovoltaico, assim como todos os equipamentos que compõem o sistema de energia solar e instalar em outro local. Para isso, é preciso apenas reformular o projeto para garantir que ele se adeque às necessidades do novo local de instalação. Assim, caso o proprietário do sistema se mude e queira levar o sistema, é possível.

A placa solar pode durar até 25 anos

Verdade

A maioria dos painéis fotovoltaicos tem garantia de vida útil de 25 anos, com um funcionamento de, no mínimo, 80% da capacidade de geração do equipamento. É importante verificar se a garantia é apoiada por uma entidade idônea que deverá cumprir as leis de proteção do consumidor caso haja alguma falha no desempenho do seu sistema fotovoltaico.

Posso instalar as placas solares e o sistema fotovoltaico sozinho

Mito

Num sistema de energia solar conectado à rede, você não deve tentar instalar o seu sistema fotovoltaico sozinho. O acompanhamento de uma empresa ou profissional especializado é importante para elaborar o seu projeto e analisar o melhor local e as melhores condições de instalação. Caso a instalação seja feita no telhado, que é o modo mais usual, o uso de equipamentos de segurança é fundamental, pois a altura é um complicador. Além disso, para conectar o sistema de energia solar na sua casa ou empresa é preciso uma autorização da distribuidora de energia local e somente engenheiros e eletrotécnicos podem fazer esta solicitação.

As placas não vão gerar energia durante a noite

Verdade

A geração de energia solar fotovoltaica não acontece durante a noite. Em lugares onde a única fonte de energia disponível é a fotovoltaica, é necessário que o gerador tenha um banco de baterias conectado ao sistema para o armazenamento da energia que será utilizada no período noturno. Em locais onde existe o fornecimento de energia elétrica por parte da rede de distribuição pública, não é necessário conectar baterias ao sistema fotovoltaico, porque nos dias chuvosos e durante a noite, a concessionária pode fornecer energia elétrica e suprir a necessidade do consumidor. Com o surgimento das baterias de grande capacidade, como por exemplo as PowerWall® da Tesla, o consumidor que possuir um sistema de geração distribuída com essas características ficará munido de três fontes de energia elétrica: a rede de distribuição, a geração fotovoltaica e o abastecimento por baterias. Essas opções dão ao consumidor mais um passo em busca da autossuficiência energética. Dessa forma, em dias chuvosos ou durante a noite, o sistema de geração será capaz de suprir o déficit do fornecimento de energia para algumas cargas, através das baterias. Por fim, dará ao consumidor também, a opção de escolher em quais períodos ele demandará energia elétrica oriunda da rede de distribuição, pela concessionária, evitando também o problema da não geração de energia elétrica através da Energia Solar durante o período noturno.

Os sistemas são caros demais

Mito

Especialmente quando se faz uma análise do custo x benefício obtido com a instalação do sistema, que tem vida útil de 25 anos. Além disso, atualmente são muitos os recursos disponíveis para aquisição de um sistema, incluindo consórcios, que funcionam exatamente como os consórcios de automóveis ou de imóveis. Sendo contemplado ou conquistando a carta de crédito por meio de lance, é possível quitar o financiamento com a economia feita na conta de luz. Os benefícios são enormes.

Instalar um sistema fotovoltaico vai agregar valor ao meu imóvel

Verdade

Uma nova pesquisa, patrocinada pelo departamento de energia (dos Estados Unidos), mostra que os compradores estão dispostos a pagar mais por residências com painéis solares no telhado – uma descoberta que pode fortalecer a questão de levar em conta o valor de recursos sustentáveis na apreciação de casas. O estudo, conduzido pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia, analisou dados das vendas de quase 23.000 casas em oito estados, de 2002 a 2013. Cerca de 4.000 das casas tinham sistemas solares fotovoltaicos, todos eles próprios (diferente daqueles financiados através de locação por empresas solares). Os pesquisadores descobriram que compradores estavam dispostos a pagar adicionais US$15.000 por uma casa com um sistema fotovoltaico de tamanho médio (potência de 3.6 KW, quilowatts), quando comparada a uma casa similar sem um sistema. Colocado de outra forma, isso pode ser traduzido em cerca de quatro dólares adicionais por watts de energia solar.

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Fonte: SEGS