Fotovoltaica. A energia que cresce

por Lucila Cano

Enquanto canetadas nunca antes imaginadas desfazem importantes acordos pró-preservação do meio ambiente nos Estados Unidos, é muito bom saber que em outras partes do mundo a conscientização ambiental cresce de modo consistente.

A agência Ambiente Energia, que regularmente me envia boletins sobre as atividades de geração de energias limpas e renováveis no país e no exterior, divulgou uma nota animadora sobre relatório da petroleira britânica BP. Segundo o estudo, relativo a 2015, a energia solar é a fonte que cresce mais rápido no cenário mundial.

Naquele ano, o número de painéis solares gerou um terço a mais de eletricidade do que no ano anterior. A China, quem diria, superou os Estados Unidos e a Alemanha, posicionando-se como o maior gerador de energia solar. Em dez anos, a produção de energia solar aumentou mais de 60 vezes.

No Brasil, o boletim registra que nos últimos dois anos a energia solar cresceu cerca de 70%. Os principais motivos para tal arrancada decorrem da redução de mais de 70% no preço da energia solar nos últimos dez anos em comparação com o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica em 2015.

Diante desses percentuais, a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar) prevê que a participação da energia solar na matriz energética vai passar de 0,02% em 2015 para mais de 10% em 2030.

Telhados solares

No Brasil, os telhados solares poderiam superar com folga a geração total de eletricidade, segundo a Absolar. A associação se pauta em estudo do Greenpeace sobre microgeração energética, que revela que 72% dos pesquisados de todas as classes sociais comprariam um equipamento de energia solar fotovoltaica se houvesse linhas de crédito com juros baixos.

Ainda de acordo com informação do boletim Ambiente Energia, atualmente há cerca de seis mil sistemas fotovoltaicos instalados nas residências, os quais geram cerca de 70 MW (megawatts). Essa capacidade instalada de energia é suficiente para iluminar 30 mil casas por ano, em média.

Para Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Absolar, “o Brasil deve criar até 60 mil empregos diretos e mais 100 mil indiretos com energia solar fotovoltaica até 2020, considerando-se o mercado de leilões de energia solar e o de geração distribuída, onde se insere o segmento residencial”.

Para quem não é do ramo, vamos e venhamos, tal perspectiva de geração de empregos é bastante animadora. Por si só, trata-se também de um importante sinal de alerta para a formação de técnicos para a área de geração de energias renováveis.

25 anos

Por fim, cabe registrar um estudo da Bloomberg New Energy Finance sobre o futuro das energias renováveis, igualmente divulgado pela agência Ambiente Energia. Diz o documento que dentro de 25 anos a presença das fontes eólica e solar na matriz energética nacional superará a das fontes hidrelétricas.

O estudo considera que fatores naturais são uma das principais causas para a diminuição das hidrelétricas. Atualmente, as regiões onde ainda é possível se expandir a hidroeletricidade são de difícil acesso e implicam custos maiores de transmissão. Além disso, a crise no setor energético nos últimos anos, agravada pela seca de 2014 e 2015, tornou urgente a diversificação da matriz energética.

Desse modo, de acordo com o já mencionado relatório, em duas décadas as energias renováveis ultrapassarão fontes fósseis como o carvão e o gás natural na geração de energia, proporcionando condições para que possamos viver em um novo tempo, o da geração de energia mais limpa e de menor impacto ambiental.

Até lá, o que será dos Estados Unidos da América, o país no qual o mundo ocidental sempre se espelhou e que, hoje, desafia os princípios da sustentabilidade arduamente conquistados pelos guardiões do planeta? Quem viver verá!

reprodução de informação publica relevante da fonte Portal UOL-COLUNAS. Clique no nome para conhecer!


Villa-Lobos é o primeiro parque do Brasil abastecido por energia solar

Na capital Paulista – Sistema tem capacidade de produção anual de 665 megawatts-hora (MWh) e atende estacionamento, lanchonete e área de esportes do parque

Placas de energia fotovoltaica que abastecem o Parque Villa-Lobos

Placas de energia fotovoltaica que abastecem o Parque Villa-Lobos

Uma combinação de economia de energia e preservação do meio ambiente. Este é o resultado do novo projeto instalado nos Parques Villa-Lobos e Cândido Portinari, ambos na zona oeste da capital.

Liderado pela Cesp – Companhia Energética de São Paulo, o projeto consumiu R$ 13 milhões na construção de uma microcentral de nove quilowatts-pico (kWp) e na instalação de 40 postes que geram a própria luz no Villa-Lobos, além da cobertura de 264 vagas para veículos com mais de 3 mil placas de captação de energia solar no estacionamento do Parque Cândido Portinari. É o maior projeto de mini geração solar distribuída em um parque do Brasil.

O sistema tem capacidade de produção anual de 665 megawatts-hora (MWh) e foi dimensionado para atender a demanda do estacionamento, lanchonete e área de esportes do parque.

A energia gerada pelas plantas fotovoltaicas atenderá todo o consumo dos dois parques tornando-os autossustentáveis e gerará um excedente que será cedido à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo para uso em suas instalações.

O projeto conta com a participação das empresas RTB Energias Renováveis, AES Eletropaulo, além do apoio das Secretarias de Energia e Mineração e do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Mesmo autossuficiente o parque continua conectado à rede de fornecimento de energia elétrica da AES Eletropaulo, no chamado sistema de compensação. No momento em que não houver a produção de energia, como, por exemplo, a noite ou em dias com forte nebulosidade, os parques serão abastecidos pela eletricidade da rede.


Parque Villa-Lobos
Avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2001
Alto dos Pinheiros – São Paulo – SP – CEP: 05461-010
(11) 2683-6302
De segunda a segunda, das 5h30 às 19h (no horário de verão, até às 20h)
pvl@ambiente.sp.gov.br
Acesse: parquevillalobos.sp.gov.br


fonte: Portal do Governo de SP


Pesquisa aponta interesse por energia solar e expansão do setor no Brasil

Uso de dispositivos como painéis fotovoltaicos para fornecer eletricidade está em expansão no Brasil - JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC

Uso de dispositivos como painéis fotovoltaicos para fornecer eletricidade está em expansão no Brasil – JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC

por Jefferson Klein

A micro e minigeração de energia (formada por pequenos geradores, como residências e comércios, que utilizam aparelhos como painéis fotovoltaicos para gerar eletricidade) está ficando cada vez mais conhecida no Brasil. Uma prova disso foi demonstrada em pesquisa realizada pelo Datafolha, encomendada pelo Greenpeace, que atestou a vontade da maioria das pessoas em adquirir equipamentos para produzir eletricidade.

O levantamento apontou que 80% da população já sabe da possibilidade de gerar sua própria energia. Além disso, 72% disseram que fariam a aquisição do sistema de autogeração se houvesse linhas de crédito com juros baixos, e 50% estariam dispostos a usar os FGTS (alternativa ainda não disponível) para esse fim. Para 48% dos entrevistados, economizar na conta de luz é a principal motivação para gerar eletricidade. A segunda justificativa mais citada, com 17%, foi a possibilidade de se tornar independente das distribuidoras de energia.

O estudo teve abrangência nacional, incluindo regiões metropolitanas e cidades do interior de diferentes portes. Ao todo, foram envolvidos 178 municípios e feitas 2.044 entrevistas. O presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, diz que o resultado do trabalho surpreendeu positivamente.

O dirigente reforça que a análise demonstra o enorme potencial de mercado da autogeração de energia, que, por sua vez, é constituído por 98,9% de projetos fotovoltaicos (ainda podem ser enquadrados nesse modelo as fontes eólica, hídrica, biomassa e cogeração qualificada). O segmento que mais faz uso dessa prática é o residencial.
Sauaia enfatiza que o percentual de 72% que afirmou que compraria uma solução de autogeração corresponde a aproximadamente 140 milhões de pessoas, o que quase equivale às populações somadas de Argentina, Colômbia, Venezuela e Peru. O integrante da Absolar atribui às notícias veiculadas na mídia e ao fato do setor solar ter sustentado seu crescimento em meio à crise da economia o melhor conhecimento sobre o assunto. Outra particularidade para a qual Sauaia chama a atenção é que, inicialmente, o interesse do público pela energia fotovoltaica era devido ao apelo ecológico, agora é devido à questão financeira.

Também é possível perceber o desenvolvimento desse campo de negócios pelo número crescente de companhias que atuam com painéis solares. O proprietário da Solistec Soluções em Energia Solar, Sérgio Santos Pereira, abriu a empresa no ano passado, depois que houve o amadurecimento da legislação sobre o setor. O empresário confirma que o mercado de energia solar vem progredindo exponencialmente no País. Um dos motivos é que o segmento está “recuperando o atraso”, já que a tecnologia e a regulamentação da atividade demoraram a ser implementadas no Brasil.

Pereira salienta que a legislação foi constituída somente em 2012 (com a Resolução Normativa nº 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel) e, depois disso, as normas ainda foram aprimoradas. O empresário diz que um fator que ainda afasta o consumidor é o tempo de retorno do investimento feito em painéis fotovoltaicos (cerca de seis anos).

O proprietário da Solistec acredita que o ideal seria um prazo de 3 anos e meio. Ele argumenta que a tendência é que esse cenário seja possível, com a redução dos preços dos sistemas fotovoltaicos, o que deve se tornar uma realidade com ações como, por exemplo, a instalação de fabricantes de equipamentos no Brasil.

Opções de financiamento para aquisição de equipamentos começam a surgir no País

Blue Sol criou consórcio em 2016, destacou Luís Otávio Colaferro BLUE SOL-ENERGIA SOLAR/DIVULGAÇÃO/JC

Blue Sol criou consórcio em 2016, destacou Luís Otávio Colaferro – BLUE SOL-ENERGIA SOLAR/DIVULGAÇÃO/JC

Um dos obstáculos que precisam ser superados dentro do setor de energia solar é a pouca oferta de financiamentos para a aquisição de sistemas fotovoltaicos, admite o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia. No entanto, aos poucos, esse cenário começa a mudar. O dirigente recorda que o Banco do Nordeste e o Bndes possuem opções nesse sentido, mas apenas para pessoas jurídicas.

Essa é uma questão fundamental, pois a pesquisa, encomendada pelo Greenpeace, frisa a preocupação do consumidor quanto à viabilidade econômica para comprar os sistemas. O estudo destaca que 54% dos entrevistados acham que somente os ricos podem ter a tecnologia, e 59% alegaram que a casa própria é um requisito para usufruir do benefício.

Sauaia lembra que, no mês passado, o governo federal, através do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, informou que os beneficiários do Minha Casa Minha Vida poderiam utilizar o FGTS para instalar energia solar em residências do programa. Contudo, até o momento, não se teve um retorno prático dessa medida. O presidente da Absolar cita também que há projetos de lei tramitando no Congresso nacional para estender essa possibilidade além dos limites do Minha Casa Minha Vida.

Assim como a disponibilidade de bancos financiarem os empreendimentos, Sauaia sustenta que as empresas precisam ser criativas e encontrar soluções como consórcios ou aluguel para vender seus produtos. A Blue Sol Energia Solar é uma das companhias que atuam na área e criou, em 2016, o Consórcio de Energia Solar. A ferramenta funciona exatamente como um consórcio automotivo ou de imóvel, com o investimento mensal de recursos através de parcelas sem juros. Os sistemas comercializados são oferecidos em sete tamanhos e valores diferentes, podendo o consumidor escolher aquele que se encaixe ao seu consumo elétrico mensal. Todo mês, um cotista é agraciado através de lance e um por sorteio.

Conforme o sócio e diretor de treinamentos e marketing digital da Blue Sol Energia Solar, Luís Otávio Colaferro, o segredo para financiar a instalação de um sistema fotovoltaico é conciliar o máximo possível as parcelas do empréstimo com a economia mensal que a geração própria de energia proporciona. O executivo explica que o custo de uma solução fotovoltaica depende do tamanho da demanda que precisa ser atendida. Mas, normalmente, uma família de classe média, com cinco pessoas, precisaria desembolsar entre R$ 32 mil a R$ 39 mil para satisfazer o seu consumo.

Colaferro argumenta que o primeiro passo para a difusão de uma tecnologia é a conscientização (o que está ocorrendo) e o segundo é acessibilidade aos recursos. “E, gradativamente, mecanismos estão surgindo nesse sentido”, ressalta. O diretor acrescenta que, com o passar do tempo e o aumento de escala, os produtos devem ficar mais baratos, como aconteceu com os telefones celulares.

reprodução de informação pública relevante da fonte Jornal do Comércio. Clique no nome para conhecer!


Curso de energia elétrica fotovoltaica em Belo Horizonte

 

Ocorrerá nos próximos dias 16, 17 e 18 de fevereiro, em Belo Horizonte, a 41ª turma do curso de instalação e projeto de geradores solares fotovoltaicos da Solenerg Engenharia.

Em parceria com a Loja Elétrica, as aulas são ministradas no CTT – Centro de Treinamento Tecnológico da empresa, na Avenida Pedro II. Interativo e dinâmico, o curso inclui a apresentação das tecnologias utilizadas na área, técnicas de projeto (dimensionamento e elaboração de projetos conceituais, memoriais descritivos e diagramas) e instalação de micro geradores fotovoltaicos, tanto autônomos quanto conectados à rede.

Os procedimentos para solicitar conexão à rede da Cemig, práticas de dimensionamento, de instalação de painel em telhado, de montagem de uma caixa de proteção e visita técnica a um gerador conectado à rede em operação, tudo isso em 20 horas/aula, divididas em 3 dias de curso, quinta, sexta e sábado até o meio dia.

O aproveitamento é excelente, e o nível de satisfação é bastante alto.

 

 + detalhes aqui 

Att
Equipe Solenerg

 


Aneel prevê salto do uso de energia solar de 500 para 700 mil imóveis

Futuro virado para o sol – Agência diz que, até 2024, país pode atingir meta. Custo alto e retorno demorado são entraves

Foto: Alex Rizzon / Especial/Agência RBS

Foto: Alex Rizzon / Especial/Agência RBS

Sustentabilidade e independência foram as palavras-chave na cabeça do fotógrafo Roberto Scliar quando decidiu construir sua casa e seu escritório em Nova Petrópolis, na serra gaúcha. Ele decidiu que seguiria um caminho escolhido por poucos até agora no Brasil para não depender unicamente do serviço de concessionárias: faria parte dos proprietários de 500 imóveis no país que contam com sistemas de micro e minigeradores de energia ligados, como o fotovoltaico – quando a tensão ou corrente elétricas são criadas a partir de exposição à luz do sol –, conectados à rede.

Mesmo com o pequeno número de adeptos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que o país terá 700 mil residências produzindo a energia que consomem até 2024. Quem se antecipou a essa possível guinada em direção ao sol comemora os resultados. Na casa de Scliar, o saldo da conta já começa a compensar o investimento. Em 2011, quando se mudou, ainda sem instalar o sistema, a conta de luz chegava a R$ 500. Dois anos depois, paga apenas as taxas básicas – R$ 15 – após a instalação das placas. Entretanto, precisou esperar quase meio ano para que a concessionária e a prefeitura aprovassem a ligação ao sistema elétrico.

– A burocracia é grande. Os técnicos não conheciam o funcionamento prático da captação da energia solar – comenta ele, o único cliente com esse tipo de estrutura instalada na cidade.

Não é todo imóvel que pode receber um sistema de energia solar. Conforme o engenheiro elétrico do Laboratório de Energia Solar da UFRGS Cesar Perieb, quem vive em apartamento não vai conseguir aproveitar boa parte do potencial que os painéis podem converter em energia. Isso porque a distância entre a placa (que ficaria no terraço do prédio) e a residência é um fator determinante para o funcionamento. Imóveis com muitas zonas de sombra no telhado – em que o sol se mantenha por menos de quatro horas por dia – também não terão bom retorno.

O fotógrafo Scliar investiu cerca de R$ 40 mil em instalação e hoje paga conta de energia de R$ 15

O fotógrafo Scliar investiu cerca de R$ 40 mil em instalação e hoje paga conta de energia de R$ 15

Capta no verão, usa no inverno

Na casa de Scliar, esse não é um problema. No verão, ele capta tanta energia que a concessionária dá créditos para que ele possa usar nas horas em que a produção é pequena ou nula – como à noite. O investimento de R$ 40 mil de Scliar, segundo especialistas na área, será recuperado em, no mínimo, oito anos.

– A diminuição do valor da conta é apenas um dos pontos positivos. Antes dos painéis estarem ligados, quando faltava luz, ficava três dias sem energia em casa – diz o fotógrafo.

Resistentes, os painéis podem durar até 30 anos, desde que a manutenção seja feita anualmente. O valor do investimento no Brasil é bastante alto se comparado com países que investem na área há mais tempo, como a Alemanha – lá, chegam a custar 40% menos do que aqui, onde boa parte dos componentes dos equipamentos são importados da China.

Pouco incentivo à energia limpa

Praticamente não existem incentivos ao consumidor que quiser investir na área, ainda que o retorno ambiental seja positivo. Quando um acidente causa dano ao gerador de energia elétrica, por exemplo, a concessionária que presta o serviço faz o reparo. Já em caso de problema com o painel solar, quem arca com os custos de conserto e manutenção é o proprietário.

– O valor varia muito de empresa para empresa, mas fazer um seguro para o investimento deve ser considerado – explica o engenheiro Cesar Perieb.
Roberto Scliar não quis investir na proteção. Seguro de que os painéis têm vida útil de, pelo menos, três décadas, ele já passou por temporais e vendavais sem danos ao sistema instalado.

– Foi o melhor investimento que eu fiz – garante.

Quem tem casa já construída e pretende instalar estrutura fotovoltaica deve ficar atento ao custo de reforçar a estrutura do imóvel para garantir eficiência dos equipamentos e manter a segurança. Em São Marcos, também na Serra, os investidores de um novo empreendimento colocaram já no projeto inicial a previsão de instalação de 124 painéis com orientação solar que captam energia em diferentes horas do dia e épocas do ano. Assim, 60% do que for consumido pelos 12 apartamentos e toda a energia das áreas comuns virá do que os painéis conseguirão captar, assegura o responsável pela instalação, Marco Paz D’Mutti.

Créditos valem por 36 meses

Quem produz mais energia do que consome recebe da concessionária um crédito de energia para consumir em outro momento. O que foi captado do sol não fica armazenado nos painéis ou outros equipamentos, mas enviado para a rede mantida pela concessionária e utilizado por outros clientes. Como a empresa que presta o serviço não “gastou” eletricidade, ela compensa com créditos de uso.

Segundo a Aneel, para aderir ao sistema de compensação, o consumidor deve comprar a energia direto da distribuidora. Basta ter uma rede de energia elétrica ligada a uma concessionária que presta esse serviço. Há duas formas de usar o crédito. Uma é utilizá-lo para cobrir a “tarifa de pico” – quando o valor por kilowatt é mais caro em função da maior demanda por energia – entre 18h e 21h, por exemplo. Outra é utilizar o crédito na fatura do mês seguinte.

reprodução de informação publica relevante da fonte Portal ZH Noticias. Clique no nome para conhecer!


Gerar eletricidade a partir do Sol é um dos futuros da energia

O portal Zero Hora(ZH) foi a Unisinos conhecer pesquisas que exploram potenciais da energia solar fotovoltaica, limpíssima, transformadora e cada vez mais barata

A energia solar é a fonte que mais cresce no mundo. Pudera: em um cenário em que combustíveis fósseis respondem por mais de 80% da produção energética no mundo, a energia que vem do Sol é limpíssima, gratuita, virtualmente infinita.

Na Unisinos, o professor do curso de Engenharia Mecânica João Batista Dias coordena diversos projetos de pesquisa na área. Um deles desenvolve sistemas para geração de energia solar nas residências — o que já vem se tornando uma realidade no Brasil: até 2050, as casas brasileiras devem gerar, a partir do Sol, 13% da eletricidade que consomem. A geração distribuída, nos locais em que a eletricidade é consumida, pode evitar os gastos e impactos da construção de grandes redes de transmissão e distribuição, além de reduzir a perda de energia que ocorre ao longo de qualquer sistema.

Outro projeto, para geração em comunidades isoladas, o que tem um potencial transformador, ao empoderar pessoas com acesso precário à eletricidade, além de mitigar o uso de geradores movidos a óleo diesel, bastante poluentes. Conheça os projetos no vídeo acima.

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Última chamada para o curso de 20HS de Projeto e Instalação de gerador solar fotovoltaico de fev/17

CURSO DE PROJETO E INSTALAÇÃO DE GERADORES SOLARES FOTOVOLTAICOS

Chamada para o curso de fotovoltaica de fevereiro/2017 – ÚLTIMAS VAGAS

Capacite-se em fotovoltaica. A turma dos dias 16, 17 e 18 de fevereiro do nosso curso de geração de eletricidade fotovoltaica está pronta.

Ementa/brochura do curso – veja aqui

Ficha de pré inscrição – veja aqui

São as últimas vagas, aproveite! Inscreva-se ainda hoje e garanta a sua capacitação. Aproveite para indicar a um amigo ou colega de trabalho.

” (…) Na Solenerg, um curso completo. São 3 dias de intenso aprendizado, com 20 horas/aula, proporcionando a cada participante uma experiência + efetiva e valiosa, abrindo as portas da tecnologia fotovoltaica, que nos próximos meses deverá gerar cerca de 100 mil novos postos de trabalho especializados (…)”

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Mais informações com Caetano
Fixo:(31) 3166-6142
Vivo:(31) 99530-7411 (whatsapp)
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cursos-solenerg-engenharia2Uma oportunidade única para você aprender, dominar e se aprimorar na tecnologia fotovoltaica

Curso interativo e dinâmico que inclui apresentação das tecnologias utilizadas na área fotovoltaica, de técnicas de projeto (dimensionamento e elaboração de projetos conceituais, memoriais descritivos e diagramas) e instalação de micro geradores fotovoltaicos, tanto autônomos quanto conectados à rede, dos procedimentos para solicitar conexão à rede da Cemig e práticas de dimensionamento, de instalação de painel em telhado, de montagem de uma caixa de proteção e visita técnica a um gerador conectado à rede em operação.

Próxima turma: 16 à 18 de fevereiro de 2017
Carga horária: 20 h – quinta e sexta > 08h30 às 17h30; e sábado > 08h30 às 12h30;
Local: Centro de Capacitação em Tecnologia (CCT) da Loja Elétrica
Av. Pedro II, nº 3.703, bairro Padre Eustáquio, Belo Horizonte – MG > clique aqui para ver no mapa;

Forma de pagamento: transferência ou depósito em conta-corrente (solicitamos que nos envie por e-mail o comprovante logo após efetuar o pagamento);

Valor: R$ 1.300,00*
*Para pagamentos confirmados até 14 dias antes da data de início do curso haverá um desconto especial de 10%;
*Para pagamento entre 14 e 7 dias antes do curso haverá um desconto especial de 5%.

cursos-solenerg-engenharia1Para mais detalhes, clique aqui para ver a brochura do curso

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INSCRIÇÕES

Primeiro passo: Inscreva-se agora > clique aqui para preencher a ficha de pré inscrição;

Segundo passo: A Solenerg enviará um e-mail reservando a sua vaga, com instruções para pagamento; Efetue seu pagamento o mais breve possível e encaminhe seu comprovante por email;

Terceiro passo: Identificado seu pagamento, a Solenerg enviará um e-mail com a confirmação da sua inscrição e um documento com instruções completas para o dia do curso, além de um link para estudos e download do material, para sua preparação.

Confirme com antecedência sua inscrição. Aproveite o desconto especial.

Não deixe para os últimos dias! As vagas são limitadas e terminam rapidamente.

Att
Equipe Solenerg Engenharia
Fixo:(31) 3166-6142
Vivo:(31) 99530-7411 (whatsapp)
cursos@solenerg.com.br
www.solenerg.com.br

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Curso de Projeto e Instalação de Geradores Solares Fotovoltaicos on-off grid
Organização Solenerg Engenharia Ltda.
CNPJ: 02 128 550 0001-16
www.solenerg.com.br


Energia solar como aliada da agricultura

Redução de 80% no preço do sistema fotovoltaico nos últimos 10 anos estimula produtores a investirem na tecnologia, diminuindo a conta de luz nas propriedades rurais

Por Joana Colussi

Márcio Aurélio, diretor de empresa de energia, mostrou as vantagens e a família investiu na tecnologia Foto: Carmo Amorim / Especial

Márcio Aurélio, diretor de empresa de energia, mostrou as vantagens e a família investiu na tecnologia Foto: Carmo Amorim / Especial

Desde os primeiros dias do novo ano, o sol assumiu uma função extra na propriedade da família de Nelci Fernandes de Vargas, em Pinhal da Serra, próximo à divisa com Santa Catarina. Com 16 painéis fotovoltaicos instalados sobre a casa, o produtor espera se tornar autossustentável no consumo de energia elétrica nos próximos anos. A intenção é reduzir os custos com eletricidade nos 42 hectares destinados à criação de gado de corte e de ovinos e à produção de soja e milho.

Hoje, a conta de luz para a operação das câmaras frias, resfriadores e outros equipamentos instalados na propriedade chega a R$ 500 mensais. Com o investimento de R$ 37 mil, financiado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o produtor espera zerar a despesa e ainda gerar excedente para suprir futuros consumos.

— Queremos instalar irrigação na lavoura e a energia solar poderá ajudar — projeta Vargas, que foi motivado a investir na tecnologia pelo filho Márcio Aurélio Rubert de Vargas, que mora na propriedade e é diretor da Sul Energia, empresa de energia fotovoltaica, que instalou os equipamentos.

Foto: arte ZH / RBS

Foto: arte ZH / RBS

Com capacidade para gerar 6 mil quilowatts hora por ano, quantidade superior ao consumo atual da propriedade, a família estima que o sistema de energia fotovoltaica se pagará em cinco anos. O cálculo de retorno do investimento foi feito também pelo produtor Dionel Augusto Funk, de Vale do Sol, no Vale do Rio Pardo. Com produção de fumo, soja e milho em 36 hectares, o produtor aguarda liberação de financiamento do Pronaf para investir em 125 placas fotovoltaicas que poderão gerar 48 mil quilowatts hora por ano.

A ideia é abastecer as estufas elétricas do forno de fumo e o secador de grãos. Por mês, as despesas com energia elétrica superam R$ 1,6 mil.

— O preço da energia disparou. Estamos buscando alternativas para aumentar a eficiência da propriedade — conta Funk, que contou com apoio da Emater na elaboração do projeto de financiamento de R$ 165 mil, com pagamento em 10 anos.

Embora crescente nos últimos anos, os investimentos em energia fotovoltaica no meio rural ainda são incipientes. O agronegócio responde por menos de 2% dos sistemas instalados no país, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

A baixa participação é justificada pelo alto valor do investimento, com retorno a médio e longo prazos, e também pela falta de informação sobre o sistema.

— A tecnologia ainda não deslanchou no campo por desconhecimento do retorno. Mas, à medida que se disseminam os benefícios, o interesse dos produtores vem crescendo — diz José Claudio Secchi Motta, assistente técnico regional de Recursos Naturais da Emater.

Aplicações na propriedade

A energia solar na agricultura tem aplicações diversas, vai de bombeamento para irrigação, resfriadores para produção leiteira a cercas elétricas para manejo de gado.

— A agricultura representa um potencial enorme para o mercado de energia fotovoltaica no país — analisa Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar.

Além do conhecimento da tecnologia, o crescimento do mercado depende de mais opções de crédito, diz Sauaia. Desde o começo do ano passado, o Pronaf passou a financiar a tecnologia para agricultores familiares. Em outubro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) colocou a energia solar entre as prioridades das políticas voltadas ao setor primário, prometendo alongar de cinco anos para 10 anos o prazo de financiamento dentro do Finame.

— A carga tributária sobre os equipamentos ainda é muito elevada, passando de 40% — considera Sauaia.

Vinícola economiza até 90% em energia

Quem visita a moderna Vinícola Guatambu, em Dom Pedrito, na Campanha, depara com um parque solar com 600 placas fotovoltaicas. Desde maio do ano passado, o sistema instalado sobre o estacionamento passou a abastecer a empresa e vem surpreendendo pelos resultados.

Em sete meses, incluindo todo o inverno, o sistema gerou 125 mil quilowatts hora — média de 17,8 mil quilowatts hora por mês. A quantidade supera de longe o consumo médio mensal da vinícola, gerando excedente para abastecer outras atividades na propriedade.

— Passamos a aproveitar também a energia gerada no bombeamento da irrigação e nos secadores de grãos — conta Valter Pötter, sócio-diretor da Guatambu, que fez testes pilotos durante dois anos e meio.

Sistema gerou 125 mil quilowatts hora por mês na Guatambu Foto: Alexandre Teixeira / Vinícola Guatambu

Sistema gerou 125 mil quilowatts hora por mês na Guatambu Foto: Alexandre Teixeira / Vinícola Guatambu

Investimento deverá ser pago em até 10 anos

Desde a instalação do sistema fotovoltaico, a vinícola reduziu em 90% o gasto com eletricidade, que era de aproximadamente R$ 15 mil mensais. A redução só não chega a 100% devido à necessidade de pagar uma taxa mínima à concessionária para garantir corrente elétrica nos períodos em que os inversores não geram energia — à noite e nos dias de chuva. E se até no inverno o sistema não deixou a desejar, a expectativa para o verão é ainda maior.

— Certamente deveremos bater a marca de mil quilowatts diários agora em janeiro e fevereiro, quantidade necessária para abastecer o consumo da vinícola nos dias de maior demanda — comemora Pötter.

Pelos resultados até agora, o investimento de R$ 1,52 milhão (70% de capital próprio) deve se pagar em, no máximo, 10 anos. O entusiasmo é justificado também pela baixa manutenção dos equipamentos, fabricados na Europa.

— É um investimento que trabalha sozinho, só depende de sol, e ainda contribui para a sustentabilidade ambiental — diz Pötter, que já planeja ampliar a quantidade de módulos fotovoltaicos para suprir o sistema de irrigação e silos instalados na lavoura de grãos da propriedade.

Placas e estruturas ficaram mais baratas

O sistema fotovoltaico ficou 80% mais barato no Brasil no últimos 10 anos, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). À medida que o preço continuar caindo, os investimentos no setor tendem a ganhar mais robustez.

— Com o crescimento do número de fabricantes nacionais, os produtos devem ficar ainda mais baratos nos próximos anos — projeta o presidente da entidade, Rodrigo Sauaia.

Hoje, existem quase 30 fabricantes nacionais entre inversores, placas solares, estrutura e materiais elétricos. Apesar do crescimento do mercado, boa parte dos equipamentos ainda são importados, dificultando o financiamento de bancos públicos que exigem um percentual mínimo de nacionalização. Como alternativa, vêm ampliando as linhas em bancos privados e cooperativas de crédito, como o Sicredi.

— O mercado tende a dar um salto a partir de agora, com a maior disponibilidade de crédito e mais fabricantes — aposta Domingos Velho Lopes, produtor e conselheiro da Farsul que está medindo os índices solares na propriedade em Mostardas para concretizar o investimento.

Detalhe
— Desde 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) passou a permitir que os consumidores gerem e consumam a própria energia elétrica.

— Para abastecer com energia fotovoltaica uma residência onde vivem quatro pessoas, o investimento médio varia de R$ 15 mil a R$ 25 mil.

— O sistema pode reduzir de 80% a 90% a conta mensal de luz, tendo um retorno médio do valor investido em um período de seis a 12 anos.

— A durabilidade dos módulos fotovoltaicos é de, no mínimo, 25 anos, com garantia de fábrica.

reprodução de informação pública relevante da fonte Portal ZH Noticias. Clique no nome para conhecer!


FERRAMENTA PARA ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DE PAINÉIS FOTOVOLTAICOS EM INDÚSTRIAS

FERRAMENTA PARA ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DE PAINÉIS FOTOVOLTAICOS EM INDÚSTRIAS

TOOL TO STUDY VIABILITY OF ECONOMIC IMPLEMENTATION OF PHOTOVOLTAIC PANELS IN INDUSTRIES

LIZIANE HOBMEIR – Mestrado em Desenvolvimento Tecnológico pelos Institutos LactecUnicuritiba
EDUARDO MARQUES TRINDADE – Doutorado em Ciências pelo Instituto de Química da UFRJ – Centro Internacional de Energias Renováveis com ênfase em Biogás

RESUMO

O presente estudo foi desenvolvido com o intuito de verificar a viabilidade de aplicação em ambientes industriais, as informações presentes na Resolução 482/2012 da ANEEL, que estabelece as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeraçãode energia elétrica, bem como apresentar uma ferramenta para facilitar na tomada de decisão de implantação de painéis fotovoltaicos em sistema de compensação de energia elétrica, ou seja, utilizar a energia fotovoltaica transformada em energia elétrica e disponibilizá-la para a distribuidora energética da cidade, difundindo a ideia de implantação deste processo nas condições de operação industrial.

Palavras-chave: Energia fotovoltaica. Sistema de Compensação Energética. Viabilidade Econômica.

ABSTRACT

This study was conducted in order to verify the feasibility of application in industrial environments, the contact information on ANEEL Resolution 482/2012, which establishes the general conditions for access of micro and minigeneration of electricity, as well as provide a tool to facilitate in making deployment decisions of photovoltaic panels in power compensation system , ie using photovoltaics transformed into electrical energy and make it available for energy distributing city, spreading the implementation of idea of this process in conditions industrial operation.

Keywords: PhotovoltaicEnergy. EnergyCompensation. Economic Viability.

INTRODUÇÃO

Devido à crise hídrica, energética e aos valores investidos pelo Governo para ajudar as concessionárias de energia em 2014, percebe-se um aumento médio de mais de 35% no valor da tarifa energética, bem como, com a introdução do sistema de bandeiras tarifárias (amarelas e vermelhas), cada uma com seu valor adicional, percebe-se que novos reajustes devem ocorrer, estimulando-se a necessidade de se ter formas alternativas de se produzir energia elétrica, em que os valores sejam mais acessíveis, atendendo-se mais efetivamente as Resoluções da ANEEL(Agência Nacional de Energia Elétrica). Em 2012, a Resolução 482 da ANEEL entrou em vigor, permitindo que o consumidor integre a energia renovável à rede elétrica e assim obtenha descontos, ou seja participe de um sistema de compensação, em que produzirá energia elétrica com energia renovável (fotovoltaica) e a entregará para a concessionária, realizando um sistema de compensação pela energia comprada e, caso produza mais do que o consumo mensal, gerará créditos em quilowatts, e caso produza menos pagará somente o que foi utilizado e a taxa de distribuição. (continua…)

Para ler o trabalho completo, clique no link abaixo:

FERRAMENTA PARA ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DE PAINÉIS FOTOVOLTAICOS EM INDÚSTRIAS

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nota Solenerg:
Este material é público, está publicado no DOCPlayer.  Claramente é um estudo acadêmico. Gostamos, avaliamos ser de boa qualidade e de interesse geral, por isso está aqui reproduzido.

Att
Equipe Solenerg

 


Energia solar cresceu 70% em dois anos

Setor estima que, até 2030, vai responder por 10% da matriz energética, apesar do cancelamento de leilão

Planta solar em Ituverava, na Bahia, construída pela Enel Green Power Brasil - Divulgação

Planta solar em Ituverava, na Bahia, construída pela Enel Green Power Brasil – Divulgação

A geração de energia solar está experimentando um boom, como ocorreu anos atrás com a energia eólica, tendo crescido mais de 70% a capacidade de geração nos últimos dois anos. Cerca de 90% das unidades existentes foram instaladas neste período, segundo dados da SER Energia, empresa do setor. Apesar da perspectiva de forte crescimento, o governo federal cancelou o leilão de energia renovável, que seria realizado em 19 de dezembro e que incluía projetos de energia solar.

O presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, disse que o setor, que se preparava para participar do leilão, foi surpreendido com a suspensão. Para o executivo, foi um sinal ruim aos investidores. O executivo calculou que poderiam ter sido contratados pelo menos 1.500 megawatts (MW) em projetos de energia solar, que representariam investimentos de R$ 9 bilhões até 2019:

— Foi um golpe duro para o setor no momento em que está em fase de desenvolvimento. É um sinal muito ruim para atrair novos investimentos, seja na ampliação da geração ou na fabricação de equipamentos. A energia solar está se tornando fonte complementar de geração à energia hidrelétrica, que é limpa e renovável.

Apesar da suspensão do leilão de energias renováveis, empresários e especialistas acreditam que a energia solar vai continuar crescendo a taxas elevadas no país nos próximos anos. Segundo a Absolar, com base nas projeções feitas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), os projetos de energia solar podem chegar a 25 gigawatts (GW) em potência instalada até 2030. Eles poderão representar investimentos de R$ 125 bilhões.

Com essa expansão, se estima que a participação da energia solar na matriz energética vai passar do 0,02% em 2015 para mais de 10% em 2030.

A expectativa é que dos 25 GW de energia solar previstos para serem instalados até 2030, 17 GW sejam de geração centralizada (usinas de grande porte) e 8,2 GW de geração distribuída (em casas, edifícios comerciais e públicos, condomínios e na área rural, como em fazendas). A expectativa de o país atingir 25 GW de energia solar em 2030 integra um dos cenários construídos pela EPE, que serviu de base para o compromisso do Brasil na definição das metas nacionais de redução das emissões de gases do efeito estufa.

Há 111 projetos em andamento

Ao todo, existem 111 projetos em andamento, dos quais 12 em construção, com um total de 346 mil quilowatts (KW), e outros 99 empreendimentos que ainda não foram iniciados, de 2.634.397 KW. Com esses projetos, a Absolar estima que, já em 2018, a participação da energia solar na matriz energética ficará entre 2% e 3%.

De acordo com dados da Absolar, o segmento de microgeração solar cresceu 320% em 2015, com mais de seis mil sistemas em todo o país, com 42 MW em potência instalada, representando investimentos de R$ 375 milhões.

Na geração centralizada, a gigante italiana de energia Enel (controladora das distribuidoras de energia Ampla, que atua em 66 municípios Estado do Rio, a Coelce, no Ceará, e recentemente a Celg, que serve ao estado de Goiás) tem fortes investimentos em energia solar no país. Por meio de sua subsidiária Enel Green Power Brasil, a empresa está desembolsando cerca de US$ 980 milhões em quatro plantas solares (Nova Olinda, no Piauí, Ituverava, Horizonte e Lapa, na Bahia) que somam 807 megawatts (MW). A usina de Nova Olinda é a maior planta solar atualmente em construção na América Latina, com uma capacidade de 292 MW.

Uma vez concluídas, as quatro usinas serão capazes de gerar mais de 1,7 Terawatt/hora (TWh) por ano, o suficiente para atender a mais de 845 mil lares brasileiros por 12 meses.

Adley Piovessan, diretor executivo da SER Energia, do grupo SER-Tel, que executa projetos de energia solar e comercializa energia, disse que o crescimento das fontes renováveis na China e na Alemanha vem reduzindo drasticamente os custos dos equipamentos:

— Essa redução de preços fez o prazo de retorno do investimento em um projeto de geração solar cair de 25 anos para cerca de oito anos. O crescimento da geração de energia solar tem sido exponencial, e o potencial de expansão é absurdo. Estão vindo investimentos de fora do Brasil, além dos que estão sendo feitos por concessionárias no país.

Piovessan diz que o governo tem que aumentar linhas de crédito para compra de equipamentos no exterior e reduzir impostos. Cyro Boccuzzi, membro sênior do Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), diz que há avanços na regulação sendo elaborada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), permitindo a chamada geração remota por microempreendedores:

— Agora podem se formar condomínios de consumidores que implementem um projeto em qualquer outra parte da região atendida pela mesma concessionária. Antes só era possível gerar energia no seu próprio local de consumo.

O especialista estima que, por R$ 20 mil, é possível instalar uma unidade para gerar 2 KW, o suficiente para suprir mais de 90% do consumo de uma família de quatro pessoas:

— Em alguns anos, o consumidor tem o retorno do investimento e passará a gerar sua própria energia limpa, a um baixo custo de manutenção dos equipamentos e se livrando das elevadas tarifas de energia, que subiram mais de 50% em 2015. Acredito que o país poderá ter mil MW instalados de energia solar em oito a dez anos.

Mais financiamento do BNDES

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso, afirma que já vêm sendo adotados vários tipos de estímulos para o desenvolvimento da energia solar no país. Ele cita o convênio com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que autoriza os governos estaduais a isentarem de ICMS a energia que é liberada para a rede devido ao insumo obtido com a mini geração distribuída.

A redução de mais de 70% no preço da energia solar nos últimos dez anos e o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica em 2015 impulsionaram a geração solar no Brasil, de acordo com a Absolar. Segundo dados da Aneel, são 5.525 sistemas de micro e mini geração, dos quais 5.437 (98,4%) são de fonte solar, sendo 78% de uso residencial, 15% comercial e o restante, implementado nas indústrias, em edifícios públicos e em propriedades rurais, entre outros.

A Aneel projeta que a mini geração cresceu cerca de 800% em 2016. O BNDES também ampliou sua fatia de financiamento em projetos solares de 70% para 80%.

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fonte: RAMONA ORDOÑEZ – O GLOBO
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